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sábado, 18 de abril de 2009

O pastor reformado (e aprovado)

postado por Sandro Baggio in http://www.sandrobaggio.com/

Baxter

Acho que foi em 2002 que ouvi o Mark Driscoll da Mars Hill Church em Seattle, EUA, recomendar um livro chamado The Reformed Pastor (título em português, O Pastor Aprovado, pela editora PES) que eu comprei na época, mas acabou ficando na estante todos esses anos. Nas últimas semanas decidi tirá-lo da prateleira e dar uma lida em alguns parágrafos. O texto é bem antigo, escrito em 1656 (isso mesmo!) pelo pastor puritano Richard Baxter. Transcrevo abaixo um breve trecho que me confortou (Ufa! Não estou só!) e me exortou (preciso da ajuda do Espírito para ser paciente e perseverante no serviço aos santos). Este post vai especialmente para todos os pastores, practitioners e obreiros cristãos que acompanham esse blog.

Temos que suportar muitos abusos e ofensas daqueles a quem estamos fazendo o bem. Depois de termos dado bastante atenção à situação deles, depois de termos orado e suplicado com eles e por eles, depois de os termos elevado e de nos termos desgastado por eles, ainda precisamos ter mais paciência com eles. Ainda podemos esperar que, depois de termos olhado por eles como se fossem os nossos próprios filhos, alguns nos rejeitem com escárnio e até nos odeiem e nos desprezem. Lançar-nos-ão desdenhosamente em rosto a nossa bondade e nos verão como seus inimigos. Farão isso simplesmente porque lhes dissemos a verdade. Sim, quanto mais os amarmos, mais nos odiarão.
Tudo isso tem que ser aceito por nós, e ainda precisamos desejar inabalável e infatigavelmente fazer tudo o que for bom para eles. Precisamos persistir em instruir com mansidão os que se opõem (…). Deus poderá levá-los ao arrependimento. Mesmo quando eles menosprezarem e rejeitarem o nosso ministério e nos mandarem cuidar da nossa própria vida, devemos continuar cuidando deles com perseverança, desde que estamos tratando de pessoas desnorteadas que rejeitam o seu médico. Não obstante, devemos persistir na busca da sua cura. É deveras indigno o médico que se retira apenas por causa do linguajar tolo do paciente.(…)
Não esperemos que os estultos reajam agradecidamente como sábios. Nem todos podemos dizer estas coisas, porém talvez tenhamos que enfrentar más reações dirigidas a nós. Pode suceder que sejamos censurados e caluniados por nosso amor. Pode haver gente disposta a cuspir em nossos rostos, em vez de ser-nos grata por nosso conselho.
Todavia, estas são as espécies de provações que temos de aceitar como bons pastores. Servirão para testar-nos e para mostrar-nos se os restos do velho Adão ainda são bastante fortes em nós para fazer que nossos corações reajam com orgulho e raiva. É o novo homem em Cristo que pode reagir com mansidão e paciência. Como é triste, porém, quando muitos ministros do evangelho fracassam nesta prova!


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