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sábado, 8 de janeiro de 2011

Carvão


Tenho feito alguns churrascos ultimamente. Não na frequencia como um bom brasileiro, ou seja, quase todo fim de semana, ou na frequencia que eu gostaria, ou seja, quase todo fim de semana também. Mas fiz alguns. E muito bons por sinal. Carne boa. E como está cara! Bom, mas não escreverei sobre a carne, nem a maionese e o arroz que sempre estão juntos de um churrasco. O que me chamou a atenção foi o carvão. Não a qualidade do carvão, nem a procedência, não por não haver importância, mas não é o assunto para este momento.
O que me chamou a atenção é o seu funcionamento (posso dizer assim? funcionamento do carvão?). Para fazê-lo "pegar" é fácil, principalmente com aqueles acendedores feito para isso. São sólidos, como um álcool sólido. É só posicioná-lo ali embaixo, acendê-lo, colocar uns pedaços do carvão por cima, abanar e esperar, abanar e esperar, abanar e esperar... Aí ele pega, rapidinho mesmo, fácil mesmo. Me lembro quando pequeno que era mais difícil tal tarefa. Uns falavam de molhar o pão no alcool, outros de jogar alcool direto no carvão (já presenciei uma vez que explodiu e quase pegou fogo na casa, com uns amigos la na Ilha Bela!). Mas hoje, é fácil, fácil... Sem explosões. Então "pega". Mas o mais interessante é como a quentura se mantém, a chama se sustenta, a brasa fica viva. Esse é assunto.
Reparei que cada pedaço de carvão tem que estar bem juntinho, assim o calor de um passa para o outro e do outro devolve seu próprio calor para aquele, assim o calor aumenta, e, dessa forma, transmite para aquele pedaço que não tinha calor, não tinha nenhuma brasa. O calor de cada pedaço sendo transmitido e retornado, passando e devolvido, se auto-sustentando. Se deixá-lo ali quietinho, aquela montanha de carvão juntinho, ficará por horas sem se apagar, talvez fique um tempo fraquinho, mas ainda tem uma brasinha ali dentro. Agora, se nessa montanha de carvão, nesse amontoado de pedaços em brasa soprarmos, há uma intensificação. Se dermos aquela soprada, ou abanarmos bem forte, veremos que aquela brasa vermelhinha, ou mesmo mais fraquinha, volta a se alimentar. Há uma nova troca com o carvão alheio, e com o oxigênio, e chamas se formam e intensificam mais o calor. Os pedaços ficam num ardor reluzente, até soltam fagulhas, ficam mais fortes, querem que os outros pedaços também fiquem assim, quentes e reluzentes, fortes.
Mas, se deixarmos os pedaços separados uns dos outros, cada um na sua, eles se apagam. Mesmo se abanarmos , mas estiverem longe uns dos outros, são até brilhantes, porém são rapidamente consumidos e viram cinzas.

Pois assim é a comunidade de fé. Pois assim é a nossa vida.

Não conseguimos sozinhos, não conseguimos nos relacionar com Deus somente por nós. Precisamos da comunidade para nos sustentarmos mutuamente, para nos aquecermos e ficarmos reluzentes graças ao sopro do Espírito Santo em nossas vidas. Podemos ficarmos todos juntinhos em comunidade, clubes, agremiações, mas se apenas formos socialmente "juntinhos", o nosso calor acaba, a amizade se esvai, o amor esfria... apenas nos aquecemos, mas não estaremos reluzentes e soltando fagulhas para incendiar aqueles que estão com frio. Uma comunidade que busca, juntinhos, aquecer-se e ser aquecida, e, principalmente, busca o Espírito Santo, faz a diferença em cada vida que ali está e em cada vida que, amorosamente, irá aquecer com suas fagulhas de amor. As fagulhas que queimam as injustiças sociais, que queimam a desigualdade e a opressão. As fagulhas que devolvem a dignidade, que devolvem a vida.

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