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segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

CURSO: FORMAÇÃO DE PROFESSORES – JAN 2009

Nesta semana, na 5a e na 6a feira, estarei ministrando um curso de Formação de Professores na cidade de Suzano, localizada na Grande São Paulo.
O texto abaixo é o que servirá de base para o curso e para as práticas que serão propostas para os grupo de professores da rede municipal de Suzano.
Em julho/2009 também ministrei um curso nesta mesma cidade, muito acolhedora por sinal, que teve como tema "Educação Musical e Alfabetização: trilhando os caminhos da complexidade".

Tema:
COMPOSIÇÃO E COMPOSITORES: Agentes Sócio-Culturais

Incentivar a expressão musical/cultural/corporal através de práticas de composição, interpretação e impro-visação dentro da Linguagem musical. A música, por ser uma linguagem, logo exprime sentimentos que, quando não expressados devidamente através do CRIAR, podem criar ambientes austeros. De tal forma, o docente que aceita a sua própria expressão e desenvolve-a tende a acolher seus alunos, criando um ambi-ente emocionalmente adequado. Ao compreender o processo de composição, o docente depara-se com a importância dos compositores (seja de qual período forem) no papel de transformadores sociais em sua respectiva época histórica e transpô-la-á para a contemporaneidade, não obstante, deverá atuar transdisci-plinarmente com os "conteúdos curriculares" e inventivamente. Se entendermo-nos como nós todos sendo compositores, entender-nos-emos como agentes de transformação social. Expressar-se pelo criar e inven-tar, emocionar-se com a expressão, e harmonizar a diversidade. As práticas de composição, interpretação e improvisação serão permeadas por bases teóricas, perpassando os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN´s).


“Se você tiver uma boa idéia, é melhor fazer uma canção”.

Mas além de ser veículo para uma boa idéia, a música também ajuda a pensar a sociedade e a história. A música, além de boa para ouvir, é boa para pensar.


De acordo com os PCNs:

A HISTÓRIA DA ARTE

O professor precisa conhecer a História da Arte para poder escolher o que ensinar, com o obje-tivo de que os alunos compreendam que os trabalhos de arte não existem isoladamente, mas relacio-nam-se com as idéias e tendências de uma determinada época e localidade. A apreensão da arte se dá como fenômeno imerso na cultura, que se desvela nas conexões e interações existentes entre o local, o nacional e o internacional.
As manifestações artísticas são exemplos vivos da diversidade cultural dos povos e expressam a riqueza criadora dos artistas de todos os tempos e lugares. Em contato com essas produções, o aluno do ensino fundamental pode exercitar suas capacidades cognitivas, sensitivas, afetivas e imaginativas, organizadas em torno da aprendizagem artística e estética. Ao mesmo tempo, seu corpo se movimenta, suas mãos e olhos adquirem habilidades, o ouvido e a palavra se aprimoram, enquanto desenvolve ati-vidades nas quais relações interpessoais perpassam o convívio social o tempo todo. Muitos trabalhos de arte expressam questões humanas fundamentais: falam de problemas sociais e políticos, de relações humanas, de sonhos, medos, perguntas e inquietações de artistas, documentam fatos históricos, mani-festações culturais particulares e assim por diante. Neste sentido, podem contribuir para uma reflexão sobre temas como os que são enunciados transversalmente, propiciando uma aprendizagem alicerçada pelo testemunho vivo de seres humanos que transformaram tais questões em produtos de arte.
Assim como no plano da experiência mais imediata dos alunos, uma classe é feita de diferen-tes crianças; no plano da realidade estética, um trabalho de arte é feito da articulação entre os elemen-tos diversos que o compõem. Do mesmo modo, no plano da realidade sociocultural, o Brasil é um país onde existem diferentes regiões, cada uma com sua cultura local. E o mundo é feito de diferentes países com suas formas culturais específicas. A partir dessa visão, que universaliza a questão em estudo, os alunos podem transitar de sua experiência particular para outras e vice-versa, compreendendo o concei-to de pluralidade cultural como parte da vida das comunidades humanas. É importante mobilizar a curio-sidade dos alunos sobre contrastes, contradições, desigualdades e peculiaridades que integram as for-mações culturais em constante transformação e as distinguem entre si, por meio da escolha de trabalhos artísticos que expressem tais características.
O universo da arte popular brasileira, por exemplo, envolve cantigas e folguedos, contos tradi-cionais, danças, textos escritos (como a literatura de cordel), cerâmica utilitária e ornamental, tecidos e uma infinidade de objetos que são diferentes em cada região do Brasil. São formas de arte que expres-sam a identidade de um grupo social e não são nem mais nem menos artísticas do que as obras produ-zidas pelos grandes mestres da humanidade. O professor pode descobrir, em primeiro lugar para si mesmo, o valor e a riqueza das manifestações artísticas brasileiras na sua variedade. Além disso, pode encontrar, na arte local de sua comunidade, uma fonte inestimável de aprendizagem para seus alunos.
O professor pode tanto apresentar formas artísticas a partir de sua pesquisa pessoal como so-licitar dos alunos dados sobre a arte produzida na sua comunidade. Esse tipo de trabalho pode dar con-dições para que os alunos se percebam como produtores de cultura, ao mesmo tempo que desenvolvem uma compreensão de códigos culturais. Uma atividade de intercâmbio entre escolas de diferentes regi-ões brasileiras possibilitará aos alunos criarem conjuntos de textos e imagens para contar às crianças de outros lugares como é seu repertório cultural: suas brincadeiras, suas cantigas ou que tipo de arte se desenvolve na sua comunidade. Na tarefa de seleção dos trabalhos de arte a serem utilizados, tanto brasileiros quanto de outros povos, contemporâneos ou de outras épocas, é importante que o professor tenha em mente a vinculação de tais trabalhos com os grupos humanos que os produziram, ressaltando os componentes culturais neles expressos: os diversos modos de elaboração de artistas, diferentes ma-teriais, valores, época, lugar, costumes, crenças e outras características que se manifestam nesses tra-balhos. Uma constante na história de arte é a representação da figura humana. As obras de arte que apresentam relações humanas entre homens e mulheres, mães/pais e filhos, meninos e meninas, exis-tem nas mais variadas formas: pinturas, gravuras, esculturas, canções sobre heróis e heroínas, pontos, peças de teatro. Por meio da apreciação dessas obras, o professor poderá nortear discussões com os alunos, tendo como referência perguntas tais como: “O que é um menino? Uma menina? Um pai? Uma mãe?”, “Existem atributos masculinos e femininos?”, “Como se expressam nas obras observadas?”. Po-deria observar como as crianças experimentam e expressam esses atributos corporalmente, como dão significados, na sua faixa etária, às diferenças sexuais, como representam essas diferenças nas suas atitudes, conversas e produções artísticas. A partir dessas observações, poderá nortear tanto a escolha de obras a serem trazidas para a classe, como também propostas de trabalho a serem desenvolvidas pelos alunos. É importante a escolha de produções de arte que possibilitem um diálogo entre os alunos a partir do que as obras provocam neles; se uma obra mostra, por exemplo, um casal de namorados, pode trazer à tona a concepção que têm de um homem e uma mulher, possibilitando que sua aprendi-zagem inclua as dimensões culturais, afetivas e sociais da sexualidade. Cria-se um espaço onde os alu-nos possam formular questões, dentro de sua experiência pessoal, em conversa com a experiência do artista, ressignificando valores transmitidos pelo processo de socialização no que diz respeito a esse tema. As obras de arte podem também contribuir para ampliar as dimensões da compreensão dos alu-nos sobre a sexualidade humana, quando documentam ações de homens e mulheres em diferentes momentos da história e em culturas diversas: no intercruzamento do tema Pluralidade Cultural com o de Orientação Sexual, outra vez os alunos podem transitar pelas diferenças, o que contribui para o apro-fundamento de conceitos e a formação da opinião particular de cada um. Uma outra dimensão que faz parte das manifestações artísticas é a expressão das características do ambiente em que foram produ-zidas. O ponto de partida do professor, focalizando genericamente a relação dos seres vivos com seu meio, tal como se expressa nas manifestações artísticas, abre perspectivas para a escolha de propostas para produção e apreciação de obras artísticas nas quais:

• haja elementos para uma reflexão sobre ambientes naturais e construídos, urbanos e rurais, físicos e sociais;
• esses elementos permitam uma discussão sobre a harmonia e o equilíbrio necessários para a preservação da vida no planeta;
• seja possível reconhecer modos como as manifestações artísticas intervêm no ambiente natu-ral;
• seja possível observar espaços, formas, sons, cores, movimentos, gestos, relacionados ao ambiente em que foram produzidos: em cidades do sul do Brasil as casas são réplicas de construções européias; os povos nômades e os esquimós produzem um tipo de arte que resulta também das condi-ções do seu ambiente.


Bibliografia:

MEC Brasil. PCNs - Arte
NAPOLITANO, Marcos. História e Música.
FERREIRA, Martins. Como usar a música na sala de aula.

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