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segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

crise...

Segundo o Dicionário Houaiss Eletrônico, o sufixo grego ‘-istés’ e o latino ‘-ista’, que estão na origem do português -ista, permitiam a formação de nomes com uma forma única para o gé[ê]nero masculino e feminino. É assim que as palavras portuguesas em que participa o sufixo -ista são usadas nos dois gé[ê]neros (nome comum dos dois gé[ê]neros), à semelhança das palavras gregas e latinas em que ocorriam os já referidos sufixos.
Cláudia Assad Alvares, escrevendo sobre o sufixo -ista e o sufixo -eira(o), indica-nos que há nos dois grupos um traço semântico comum: o traço que indica “ocupação”, “ofício”, e é intrigante a forte oposição existente entre os dois conjuntos de palavras. Este fato parece enquadrar-se no discurso de Miranda (1979) afirmando que, em nossa cultura, as atividades consideradas de maior prestígio social seriam designadas pelos agentivos em -ista, ao passo que as ocupações menos favorecidas pelo prestígio sócio-cultural, ou até mesmo marginalizadas, seriam designadas pelos agentivos em -eiro. Miranda (1979) sugere a existência de uma distribuição complementar entre os dois grupos de agentivos denominais (por exemplo, dermatologista / peixeiro), esta estaria fundamentada no grau de formalidade expresso pelas duas regras. Nas palavras da autora (1979: 87): “Em termos mais absolutos, as regras x-ista e x-eiro resultariam, pois, como definidoras de status. Tudo isto resultaria do traço de formalidade que marca apenas um dos sufixos”.

Formações do tipo “manobrista” podem ser previstas no léxico; nas palavras de Miranda (1979:88): Devemos observar, ainda que tal fato não interfira em nossa análise, que a distribuição aqui proposta entre os agentivos -ista e -eiro não corresponde sempre a uma verdade por inteiro, em termos de palavras existentes: há os engenheiros e os balconistas, em vez de *engenhistas e *balconeiros. O que nos interessa, no entanto, é que em termos de processo produtivo tal distribuição vem ocorrendo entre tais regras.

A forma “engenheiro” foge ao padrão geral dos agentivos em -eiro, mas no caso de “engenheiro”, a palavra sofreu um alargamento semântico, pois era utilizada anteriormente para designar os trabalhadores dos engenhos. E “balconista”? Ao lado dessa formação existem muitas outras que parecem contrariar o prestígio sócio-cultural atribuído pelo sufixo -ista; comparem-se as formações em -ista abaixo:

· Anatomista - patologista - cancerologista - cardiologista - dietista - endocrinologista - gastrenterologista - pneumonologista - ginecologista

· Atacadista - motorista - postalista - calista - florista - pracista - varejista

Neste ponto, cabe uma pergunta: Será que a mesma regra que forma, por exemplo, “endocrinologista” forma também “florista”?

Para responder parte desta pergunta, podemos comparar o léxico a uma grande sacola de viagem que o falante nativo carrega consigo aonde quer que vá; esta sacola é uma perene receptora de palavras e, para cada palavra que entra nessa bolsa, há uma regra que subjaz a ela. Acontece que nem todas as regras são evidentes; muitas estão ali esperando ser descobertas; basta, pois, que saibamos enxergá-las.

Segundo Miranda (1979: 84):

Se traçássemos aqui uma escala de formalidade da linguagem em relação às regras referidas na seção anterior, teríamos o seguinte quadro: “em primeiro lugar, de caráter nitidamente formal, estariam os agentivos do tipo x-o (antropólogo); em seguida viria a regra formadora dos agentivos em -ista (neurologista), com grau menor de formalidade. Um terceiro lugar vai surgir ainda se tomamos uma nova regra formadora de agentivos denominais - trata-se da regra de adição do sufixo -eiro, de caráter nitidamente informal.

Ressalte-se que os agentivos do tipo x-o concorrem com os agentivos em -ista: em biólogo / biologista, por exemplo, o falante se utiliza muito mais da primeira, em detrimento da segunda.

Quanto ao caráter informal do sufixo -eiro, há que se notar que o elemento formativo -ariu -, que integrava os nomes em latim clássico, em geral, alterou-se em -eiro ao passar para o português, na época da constituição deste idioma. Talvez esse processo de popularização do sufixo tenha contribuído para o caráter informal da regra que o adiciona aos nomes.

Traços semânticos dos agentivos

Observe-se agora o seguinte grupo de profissões:

· Lingüista - psicolingüista - foneticista - semanticista - latinista - bacteriologista - oftalmologista - ortopedista - otorrinolaringologista - radiologista - sanitarista

Além do traço “ocupação”, “ofício”, as palavras têm em comum o traço semântico [+ especialidade], bem como o elevado status social. Não obstante o número de formações em -ista que contrariam o padrão geral de seu grupo (por exemplo, ascensorista), uma quantidade substancial de formações ratifica este padrão. Se queremos correlacionar grau de formalidade e status social, não podemos perder de vista os estudos de Miranda (1979) a esse respeito; essa autora postula dois processos morfológicos distintos para a formação dos agentivos em -ista.

Segundo Miranda (1979: 69),

(...) Em A as formas de base das categorias adjetivo e nome [- concreto], [- comum], após operação de acréscimo do sufixo, vão ter como saída as categorias sintáticas de Nome ou Adjetivo, com o sentido geral de ‘partidário de x-ismo’, onde X corresponde ao sentido da base, mas numa acepção de ‘conceito’, ‘teoria’, etc.

Os agentivos em B, por outro lado, têm como forma de base e output sintático a categoria Nome e traduzem o sentido aproximado de ‘especialista em X’. Os nomes de base são marcados pelos traços: (A) [+ concreto] ou (B) [[- concreto] ^ [ + especialidade]].

Podemos depreender do grupo A o paradigma x-ismo / x-ista, o que equivale a dizer que para uma formação em x-ismo (budismo), há uma forma previsível em x-ista (budista) e vice-versa. Vejamos o que diz Said Ali (1964:243-244) a respeito dos sufixos -ismo e -ista:

-ismo: (...) serve este elemento formativo sobretudo para dar nome a doutrinas religiosas, filosóficas, políticas, artísticas: (...) politeísmo, budismo, (...), etc.; -ista: (...) a sua primeira aplicação foi aos partidários das doutrinas e sistemas acima referidos. Este mesmo uso perdura ainda hoje para a maioria dos nomes em -ismo de formação moderna: (...) budista, darwinista, positivista, materialista (...), etc.

Que doideira...

Mas cheguemos ao ponto: entende-se que o sufixo -ista refere-se a OFÍCIO, ou seja, dedica-se a.
Então, o ARTISTA é, simplesmente, quem se DEDICA A ARTE, não o que muitos dizem por aí: SOU ARTISTA, EU FAÇO ARTE.
Dedicar-se não significa CRIAR! Nem necessariamente fazer, pois dedicar-se não significa que consegue. Mas o que é arte? Segundo um famoso compositor chamado Luciano Berio: "Arte é tudo aquilo que você vê como arte". Então, artista é quem diz que FAZ ARTE, ou quem sabe ver a ARTE QUE EXISTE AO SEU REDOR? Dizer que o que você mesmo faz é arte, é muita prepotência, dizer que o que os outros fazem é arte, aí sim! Pois, muitas vezes (senão a maioria delas), temos que nos distanciarmos de nossos paradigmas estéticos para comtemplar uma obra. E o pior, nossas idéias de beleza estão totalmente fundados em padrões porventura técnicos. Muitos que se dizem artistas reclamam da indústria da beleza, porém são rotuladores em relação aos seus companheiros também ditos artistas, não obstante declaram com toda a pompa: ista é arte, isto não é arte. Creio que a classe que conheço mais, a musical, é uma das mais rotuladoras: isto não é música, isto é pra vender, e criam subdivisões: isto vende mais do que isto, então FAÇA ASSIM. E se dizem CRIADORES (ou fazedores) DE ARTE, e esquecem de Quem realmente cria e criou TUDO. Para estes, aquilo que não agrada o seu próprio ouvido (que está enfermo) é anti-arte, porém esquecem-se que mesmo a anti-arte é arte (lembram do dadaísmo?). Os produtores (que deveriam produzir, não reproduzir) de música dita comercial (seja ela em qualquer segmento) dizem que música comercial é muito artística, por isso não vende. E os de tal tipo de música (a instrumental) se acham superiores aos anteriores, mas também REproduzem, e não contribuem em nada, e não pagam as suas contas no fim do mês com sua arte "superior", que é igual a todas. Outros, do meio gospel, querem surpreender Deus, achando que Ele não conhece todas as notas e harmonias, todos os outsides possíveis, e achando que para louvá-Lo, tem que "entortar tudo", menos quebrantar o coração. Estes são os mesmos que dizem que os desafinados não herdarão o reino dos céus. Cara, são desafinados aos paradigmas totalmente humanos, e não divinos, mas, tendo o coração afinado, Deus vai curtir o som. Ele criou o som, e tudo é bom!
Se tens a capacidade de fazer mais refinado, dentro de padrões puramente humanos, faça, mas O adore em espírito e em verdade. Antes de se achar ARTISTA, encontre-se como FILHO DE DEUS.

Deus é o único e verdadeiro ARTISTA.

Ah, quando dizemos: Não há outro Deus como Tu, não estaríamos dizendo implicitamente:
Os outros Deuses são diferentes de Ti...?
Mas eu creio somente em um único Deus... Meu Deus é Uno, por isso não precisa ser melhor que nenhum outro deus, pois não existe outro.
Pessoal nem se liga no que fala ou canta...

PAX



referências bibliográficas

FERREIRA, A. B. de H. Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986.

FLORENZANO, E. Dicionário de sinônimos e antônimos e idéias semelhantes. Rio de Janeiro: Tecnoprint, 1961.

MIRANDA, N. S. Agentivos deverbais e denominais: um estudo da produtividade lexical no português. Dissertação de Mestrado em Lingüística apresentada à UFRJ. 2º. Semestre de 1979.

OLIVEIRA, H. F. de. Traços semânticos. Apostila elaborada para o curso de Mestrado em Língua Portuguesa da UFRJ. 1º. Semestre de 1993.

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