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sexta-feira, 25 de março de 2011

Big Brother Brasil, Cordel...

BIG BROTHER BRASIL


Autor: Antonio Barreto,

Cordelista natural de Santa

Bárbara-BA,residente em Salvador.



Curtir o Pedro Bial

E sentir tanta alegria

É sinal de que você

O mau-gosto aprecia

Dá valor ao que é banal

É preguiçoso mental

E adora baixaria.



Há muito tempo não vejo

Um programa tão ‘fuleiro’

Produzido pela Globo

Visando Ibope e dinheiro

Que além de alienar

Vai por certo atrofiar

A mente do brasileiro.



Me refiro ao brasileiro

Que está em formação

E precisa evoluir

Através da Educação

Mas se torna um refém

Iletrado, ‘zé-ninguém’

Um escravo da ilusão.



Em frente à televisão

Lá está toda a família

Longe da realidade

Onde a bobagem fervilha

Não sabendo essa gente

Desprovida e inocente

Desta enorme ‘armadilha’.



Cuidado, Pedro Bial

Chega de esculhambação

Respeite o trabalhador

Dessa sofrida Nação

Deixe de chamar de heróis

Essas girls e esses boys

Que têm cara de bundão.



O seu pai e a sua mãe,

Querido Pedro Bial,

São verdadeiros heróis

E merecem nosso aval

Pois tiveram que lutar

Pra manter e te educar

Com esforço especial.



Muitos já se sentem mal

Com seu discurso vazio.

Pessoas inteligentes

Se enchem de calafrio

Porque quando você fala

A sua palavra é bala

A ferir o nosso brio.



Um país como Brasil

Carente de educação

Precisa de gente grande

Para dar boa lição

Mas você na rede Globo

Faz esse papel de bobo

Enganando a Nação.



Respeite, Pedro Bienal

Nosso povo brasileiro Que acorda de madrugada

E trabalha o dia inteiro

Dar muito duro, anda rouco

Paga impostos, ganha pouco:

Povo HERÓI, povo guerreiro.



Enquanto a sociedade

Neste momento atual

Se preocupa com a crise

Econômica e social

Você precisa entender

Que queremos aprender

Algo sério – não banal.



Esse programa da Globo

Vem nos mostrar sem engano

Que tudo que ali ocorre

Parece um zoológico humano

Onde impera a esperteza

A malandragem , a baixeza:

Um cenário sub-humano.



A moral e a inteligência

Não são mais valorizadas.

Os “heróis” protagonizam

Um mundo de palhaçadas

Sem critério e sem ética

Em que vaidade e estética

São muito mais que louvadas.



Não se vê força poética

Nem projeto educativo.

Um mar de vulgaridade

Já tornou-se imperativo.

O que se vê realmente

É um programa deprimente

Sem nenhum objetivo.



Talvez haja objetivo

“professor”, Pedro Bial< br /> O que vocês tão querendo

É injetar o banal

Deseducando o Brasil

Nesse Big Brother vil

De lavagem cerebral.



Isso é um desserviço

Mal exemplo à juventude

Que precisa de esperança

Educação e atitude

< span style="font-family: Tahoma;"> Porém a mediocridade

Unida à banalidade

Faz com que ninguém estude.



É grande o constrangimento

De pessoas confinadas

Num espaço luxuoso

Curtindo todas baladas:

Corpos “belos” na piscina

A gastar adrenalina: Nesse mar de palhaçadas.



Se a intenção da Globo

É de nos “emburrecer”

Deixando o povo demente

Refém do seu poder:

Pois saiba que a exceção

(Amantes da educação)

Vai contestar a valer.



A você, Pedro Bial

Um mercador da ilusão

Junto a poderosa Globo

Que conduz nossa Nação

Eu lhe peço esse favor:

Reflita no seu labor

E escute seu coração.



E vocês caros irmãos

Que estão nessa cegueira

Não façam mais ligações

Apoiando essa besteira.

Não deem sua grana à Globo

Isso é papel de bobo:

Fujam dessa baboseira.



E quando chegar ao fim

Desse Big Brother vil

Que em nada contribui

Para o povo varonil

Ning uém vai sentir saudade:

Quem lucra é a sociedade

Do nosso querido Brasil.



E saiba, caro leitor

Que nós somos os culpados

Porque sai do nosso bolso

Esses milhões desejados

Que são ligações diárias

Bastante desnecessárias

Pra esses desocupados.



A loja do BBB

Vendendo só porcaria

Enganando muita gente

Que logo se contagia

Com tanta futilidade

Um mar de vulgaridade

Que nunca terá valia.



Chega de vulgaridade

E apelo sexual.

Não somos só futebol,

baixaria e carnaval.

Queremos Educação

E também evolução

No mundo espiritual.



Cadê a cidadania

Dos nossos educadores

Dos alunos, dos políticos

Poetas, trabalhadores?

Seremos sempre enganados

e vamos ficar calados

diante de enganadores?



Barreto termina assim

Alertando ao Bial:

Reveja logo esse equívoco

Reaja à força do mal…

Eleve o seu coração

Tomando uma decisão

Ou então: siga, animal…



FIM



Salvador, 20 de fevereiro de 2011.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Contação de História – o que é isso?

Contação de História – o que é isso?


Do "blog do filósofo" http://ghiraldelli.pro.br

Os cineastas estão sempre procurando o que chamam de “uma boa história”. Isso é o pão dos cineastas. Por isso, eles lêem muito os jornalistas e os escritores de romances e novelas. Às vezes, eles procuram os historiadores. Todavia, uma gama enorme de profissionais das letras é desprezado por eles: filósofos, sociólogos, psicólogos, antropólogos e até mesmo historiadores – os mais acadêmicos, digamos assim. Os cineastas não esperam encontrar “uma boa história” exatamente no lugar que seria, por definição, a fábrica de boas histórias – a universidade.
A universidade deveria ser a fábrica de boas histórias por uma questão de lei. Afinal, para ser doutor, o professor universitário (ao menos no Brasil) precisa fazer primeiramente o mestrado. No mestrado, o produto final não é uma “tese” e, sim, uma “dissertação”. Disserte sobre um assunto, é isso que diz o pré-requisito mínimo que temos no Brasil para alguém ser professor universitário. Em outras palavras: se você não sabe contar uma história você não pode ser professor universitário. A dissertação nada é senão isto: uma atividade do contador de história.
Infelizmente, não são poucos os estudantes de mestrado que não sabem contar uma história. Eles não são bons para contar uma piada, não são bons para contarem um “causo” e não conseguem colocar no papel algo que atraia um leitor de bons jornais. Sendo assim, especialmente no campo das Humanidades, um tal inepto candidato a professor universitário não deveria ser professor universitário.
A culpa de termos péssimos contadores de história como professores universitários não deriva de algo como “somos um povo sem memória” ou “somos um povo de escolarização sofrida, fraca”. Isso é verdade, mas não é isso que nos faz termos na cultura universitária pessoas que, pela lei da profissão deveriam ser bons contadores de história e, no entanto, não são. O problema está no modo como a cultura universitária se esqueceu do próprio entendimento do que é uma dissertação. Dissertatio – é isto: conte uma história. Comece por “Minhas férias” ou “O carro do papai” e passe pela “A mulher na Guerra do Paraguai” ou “Distúrbios da fala da criança na pré-escola” ou “A lógica de Santo Anselmo”. Todavia, esse fio condutor se perdeu. O estudante quer “fazer pesquisa”. E quer uma chave milagrosa para, da pesquisa, produzir seu texto. Ele imagina, estupidamente, que fazendo a disciplina (!) “Métodos e técnicas de pesquisa” ou a disciplina “Metodologia científica” ele conseguirá resolver seu problema, o de produzir sua dissertação. O que ele não sabe é que não é aí que mora o problema. O problema todo está lá na escola primária dele. Ele não foi educado fazendo o “ditado”, a “descrição”, a “interpretação” e, finalmente, a “dissertação” – a “redação”, diriam alguns. Ele não aprendeu a contar uma história.
Os contadores da história são os que navegam num mar que todos navegamos. Todavia, eles olham os corais, sabem da temperatura da água, observam os cardumes e, enfim, sentem cheiro de ilhas longínquas. Outros não. Outros navegam nessas águas e querem ir de continente em continente. Querem apenas aportar em praias novas e, em vez de olharem conchinhas, abrem pacotes de salgadinhos e os lambuzam com “Sandal”. Jogam banhas para lá e para cá, com a cerveja na mão. O mar é esquecido, a praia é comemorada como restaurante ou, pior, “quiosque à vista”. Esses navegadores não contam história nenhuma. O navegador que conta é aquele que vê as águas como quem vê o que chamamos de imaginário social.
O imaginário social é o tesouro do pirata chamado contador de histórias. Contação de histórias é algo de quem tem papagaio no ombro. Mas não é o papagaio que conta a história, é ele, o pirata, o grande contador. Só o pirata sabe das aventuras. Só ele pode atemorizar crianças contando de como ele adquiriu a perna de pau, o olho de vidro e a cara de mau.
O pirata tem o dom da dissertação. A cada aventura ele conta um conto e, é claro, aumenta um ponto. Este ponto aumentado é o segredo do seu negócio, e é exatamente o que vem do imaginário social.
Quando a química chama de volta a alquimia e quando a filosofia se reconcilia com o mito, eis aí a hora do contador de história. Pois nessa hora surge sob a luz do luar, na sexta feira treze, tudo que o imaginário social dá ao contador de história. Talvez seja importante a universidade entender que sua principal função é estar sob esse luar, para poder ser, ela também, procurada pelo cineasta. Só assim o professor universitário será um professor universitário. O homem da dissertatio.

© 2011 Paulo Ghiraldelli Jr, filósofo, escritor e professor da UFRRJ
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