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terça-feira, 29 de junho de 2010

Respeito se constrói...

Um povo que não se respeita como respeitará alguém?

Percebem como nosso dia é construído por desrespeitos?

Para atravessar uma rua, na faixa, somos desrespeitados. Ninguém "lembra" que a preferencial é do pedestre (quando não há semáforo). Para dirigirmos, somos desrespeitados, pois o pedestre insiste em atravessar a rua em qualquer lugar, menos na faixa, e observar o semáforo então, nem pensar. Aí quando pensa, enquanto pedestre, atravessar no momento em que o semáforo te favorece, lá vem o motorista tosco a fazer o quê? Ultrapassar o sinal vermelho.

E quando o trânsito pára... Começa a buzinaiada... Pensam que conseguem (além de irritar e incomodar o entorno, ou seja, desrespeitar) empurrar o carro da frente com um sinal irritantemente sonoro!

Sair do metrô, ou trem, sem esbarrar em ninguém, caso sério. Tem um adesivo enorme no chão escrito "ANTES DE ENTRAR NO TREM, ESPERE AS PESSOAS SAÍREM" (ou algo do gênero, mas que quer dizer isso aí), porém, nessa hora, lembro: brasileiro é alfabetizado, apenas, e desletrado totalmente. Não consegue entender o que aquilo quer dizer! Não entende nada, e de nada.

E aquelas pessoas que colocam seu celular para tocar pseudo-músicas dentro do ônibus lotado. Colocam aquela depravação no último volume. Porque? Não sabe ler o manual que deve dizer: use o fone de ouvido. Lembrando que, dentro dos coletivos, tem sempre um aviso: PROIBIDO O USO DE EQUIPAMENTOS SONOROS. Mas quem lê nem sabe o que significa PROIBIDO, imagine EQUIPAMENTOS SONOROS!
Na verdade, prefiro pensar que não sabe, assim a falta de respeito é um pouco atenuada.

Todos os dias temos nossos sentidos desrespeitados.

Vemos coisas absurdas na televisão, que denigrem a imagem humana e normalizam essa degradação. A violência como entretenimento. A desestrutura familiar e/ou psicológica como entretenimento e assunto de fofocas em programas de tosqueiras. Poluição visual exacerbada, sujeira, papel no chão e cocô de cachorro.

Ouvimos tantos absurdos que nem vem ao caso. Mas o que se ouve de pessoas que falam gritando, que falam qualquer coisa e de qualquer forma, sem polimento algum. Um desrespeito. Aqueles e aquelas que gritam ao celular! Pra quê celular então??? Dá pra ouvir sem o aparelho!! Gente mal criada que aprendeu a falar (quando fala) obrigado e por favor, ou mesmo com licença (que virou "cença") mas que não aprendeu a COMO falar estas preciosidades.

Desrespeito no cheiro fétido desta cidade, que desrespeita seus rios, córregos e tudo mais. Na poluição que rasga nosso íntimo.

Quanto desrespeito! À vida... como um todo.


E tudo começa onde? No lar!! Ou em casa...


Desrespeito praticado com palavras, com olhares, com gestos...
Desrespeito praticado por falta de palavras, por falta de um olhar gentil e acolhedor, por falta de um abraço...



Desrespeito,           de Lauro Gueluta







Há os que pregam


Discursos sobre valores perdidos,


Há os que pregam


Pregos nas mãos dos amigos.






- O que houve com o respeito?


Eles gracejam com punho erguido.


- Este homem é ridículo –


Esbravejam, quando um pobre lhe pede abrigo.






No leito dos pregadores


Dormem as riquezas do mundo,


Repousa a hipócrita satisfação


Da aparência de senhores,


Escondendo o espírito imundo.






- O que houve com o respeito?


Murmuram, se lhe negam pedidos


E ordena ao pobre mendigo


Que não seja patético deste jeito.






Os discursos são bonitos,


São perfumados,


Mas escondem os traidores de vidro


Quebrado do interior apodrecido.






Dizem não ter respeito ninguém,


Podem aqueles que pelos outros respeito não têm.














domingo, 27 de junho de 2010

Comentário sobre o Plano para a Vida e a Missão - PVM - da Igreja Metodista


Comentário sobre o Plano para a Vida e a Missão - PVM - da Igreja Metodista

Ao lermos o Plano para a Vida e a Missão da Igreja Metodista do Brasil percebemos um discurso predominantemente pautado em um pensamento libertador, com extensa contribuição de ideias do educador Paulo Freire, assim, “comprometida com uma prática libertadora, recriando a vida e a sociedade segundo o modelo de Jesus Cristo e questionando os sistemas de dominação e morte” (PVM, p.49). Fica-nos evidente, inclusive, a percepção de uma concepção de Ser Humano que trata-o de maneira global, e não de forma cartesiana, fragmentada, visando a “educação integral da pessoa” (PVM, p.46) em “todas as dimensões de nossa vida” (PVM, p.36), assim, o “Metodismo demonstra permanente compromisso com o bem-estar da pessoa total, não só espiritual, mas também seus aspectos sociais” e os metodistas “combatem tenazmente os problemas sociais que oprimem os povos e as sociedades” (PVM, p.38). Ao assumirmos, enquanto igreja, essa postura, consideraremos, não obstante, um cristianismo relacional através do relacionamento entre nós mesmos – como sociedade -, entre o eu e Deus – espiritualidade individual, atos de piedade – e entre nós (corpo de Cristo) e Deus, por isso, o “Metodismo requer vida de disciplina pessoal e comunitaria” crendo que “tornar o cristianismo uma religião solitária, é, na verdade, destruí-lo” (PVM, pp.37-38). Esse pensamento nos remete a Edgar Morin quando, em sua Teoria da Complexidade, adverte-nos a intrincada teia de relações as quais fazemos parte, a “cadeia produtiva/destrutiva das ações mútuas das partes sobre o todo e do todo sobre as partes” (MORIN, 2005, p. 64). Fazemos parte de um todo – Corpo de Cristo – e somos responsáveis também por ele, pois nossas ações afetam diretamente este todo, por isso a necessidade de pensarmos e refletirmos sobre nosso relacionamento com Deus, com o próximo e de todo o Corpo com Deus. De acordo com MORIN (2005)

há um tecido interdependente, interativo e inter-retroativo entre o objeto de conhecimento e seu contexto, as partes e o todo, o todo e as partes, as partes entre si. Por isso a complexidade é a união entre a unidade e a multiplicidade. (MORIN, p. 38)

Dessa forma, na reflexão das relações, pode-se diminuir gradativamente o paradigma ideológico de dominador-dominado, opressor-oprimido, denunciando “por palavras e pela prática, todas as forças e instrumentos que oprimem e destróem a vida humana” (PVM, p.41), estabelecendo-se uma igualdade maior e real nas relações interpessoais, de tal forma a, como dizia Marcel Mauss, “recompor o todo” (MAUS apud MORIN, 2005, p.37) e valorizando-se, ou mesmo valorando-se, a vida.
Entendemos então que a salvação de um ser humano se dá em sua completude, nos aspectos social, moral, político, econômico, e cremos que Jesus Cristo veio para salvar-nos, oferecendo esta salvação abrangente. Reforçamos que nas linhas deste documento há um discurso abertamente influenciado por um de nossos maiores pensadores da Educação, Paulo Freire. Por esse viés, somos levados a refletirmos sobre a nossa práxis cristã no que tange à prática educativa, pois devemo-nos enxergar a todos como educadores ativos em todos os ambientes que frequentamos. Nossa práxis cristã deveria levar-nos a quebrar o paradigma de opressão e detenção de poder, ou, ao menos, instrumentalizar a sociedade para que transforme-se criticamente, bem como ser auxiliada pela educação em nossas Igrejas, que deveria ter esse mesmo intuito, partindo da relação educador-educando. No documento há essa nítida defesa da igualdade social quando diz “criar estruturas e instrumentos que visem ao desenvolvimento da consciência nacional para promoção dos discriminados e marginalizados” (PVM, p.46) e ainda

para que haja vida, são necessários comunhão e reconciliação com Deus e o próximo, direito à terra, habitação, alimentação, valorização da família e dos marginalizados da família, saúde, educação, lazer,participação na vida comunitária, política e artística, e preservação da natureza (At 2.42; 2 Co 5.18-20; Jo 10.10, 15.5; I Jo 1.7) (PVM, p. 44)

e

para que haja trabalho, é necessário haver humanização do trabalho, melhor distribuição de riqueza, organização e proteção do trabalhador, segurança, valorização, oportunidade para todos de salários e empregos (Êx 23.12-13; Jr 23.12; Lv 19.13-14, 25.35-38; Dt 24.14-15; Sl 72) (PVM, p.44)

Presume-se então que a Missão da Igreja é levar e viver um Evangelho pleno, que supra as necessidades, preservando e promovendo a vida.

domingo, 13 de junho de 2010

Grande salteadora!


Já repararam na maior salteadora que temos encravada no seio de nossa família? Pois é... Nos rouba palavras, nos rouba olhares, nos rouba sentidos e sensações, nos rouba o tempo, leva-nos a desunião e nem percebemos...

Tenho percebido algumas famílias que resolveram, nos últimos tempos, assistir à famigerada televisão. Observem: sempre se esgoelam para que todos estejam à mesa na hora certa, todos juntos, para, o que deveria ser, um momento em que a família compartilha idéias, discute opiniões, ri juntos, conversam seriamente, ou seja, momento em que a família é família. Mas então, alguém resolve ligar a tal televisão. Olhares se desviam em direção a esta. Quando poderíamos elogiar novos penteados das filhas, a nova maquiagem da mamãe, os óculos que finalmente foram arrumados dos meninões, as novas lentes de contato do vovô, o sorriso no rosto da sobrinha, percebemos apenas a roupa desarrumada do Faustão (e que era melhor mais gordinho), a elegância de Zeca Camargo (às vezes), a maquiagem estranha da apresentadora... Roubou nossos olhares...

Assuntos "pipocam". Mas não sobre o dia do papai, ou da mamãe, a prova da filha ou do filho, a briga da sobrinha com o sobrinho, a dor nas costas do tio. Só se fala sobre aquilo que o objeto inanimado, que rouba a nossa vida, quer que nós falemos. Roubou nossas falas e nossos pensamentos.

Pois é, a televisão roubou a família.

E quantos cultos são transmitidos pela TV? A comunhão deixa de existir.

Quantos shows são transmitidos, sejam ao vivo ou gravados?

Como aprender a conviver em sociedade se só queremos passar nosssos momentos em frente à tela, seja ela em preto e branco, tela plana, LCD ou plasma. Sociedade?? Só dentro da caixa...

Os problemas sociais não nos afetam, pois quando nos incomodam, mudamos para a novela, ou para um video-clip. Até vemos e nos impressionamos, falamos muitas vezes : "Nossa, que tristeza..." Mas paramos por aí, pois é hora do comercial (ou reclame, como tantos falam!).

Falando em comercial, ja´ esta acabando o horário comercial e preciso voltar minha atenção à tela!

Amplexos!
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