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terça-feira, 18 de janeiro de 2011

O Galileo

Pessoal,

Gostaria de anunciar que estou como colunista no site OGalileo e peço a vcs que visitem e comentem!
O Blog por aqui continuará, ok?!!!

Forte Abraço

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

A Arte religiosa hoje é blasfêmia...

Essa frase é de Theodor W. Adorno no ensaio "Teses sobre religião e arte hoje", originalmente lançada em Kenion Review, volume 7, em 1947,sendo que a tradução que tenho é de Newton Ramos-de-Oliveira em Teoria Crítica, Estética e Educação (2001).

É um texto extremamente atual. Nesse ensaio de 1947, Adorno discorre sobre a unidade (perdida) entre arte e religião, e sobre alguns "papéis" de cada uma delas.

Sobre arte nos diz: "(...)a arte (...) sempre foi e é uma força do protesto humano contra a pressão das instituições dominantes, a religião e outras, e também reflete sua substância objetiva" (p20). Pensemos então: a arte tem um papel profético (em termos bíblicos)? Profético para levar todo um povo para fora dos caminhos da dominação e opressão, longe das inverdades alienantes proferidas? Uma arte que proporcione uma reflexão sobre o momento histórico, sobre os valores, sobre a visão. Uma arte que desestabilize o status quo. Uma arte que desconstrua. Uma arte que não se deixa ser inofensiva e muito menos impotente. Uma arte não virtual, mas verdadeira. "O que vem com aparencia de idealismo em alto grau pressupoe (...) a emasculação de todas as disputas atuantes, sejam religiosas, filosóficas ou artísticas. Todas se tornam (...) mutuamente recociliáveis, como 'bens culturais' aos quais ninguém mais toma a sério". (p23)
Assim, hoje, temos uma (psedo)arte religiosa (ou gospel, para ficar na moda) em que reduziu-se toda sua identidade para aculturar-se dentro da identidade espiritual gospel. Já dizia naquele tempo "é como se a religião estivesse à venda. (...) Essa arte de consumidor é religião cinematográfica até mesmo antes que essa indústria dela tome posse". (p21) Essa é a arte dos best-sellers, Grammys, Troféus Talentos e DesTalentos, e etc... É religião vendida de forma abrupta e irracional.

É a religião dos cachês...

Quanto mais se vende, quanto mais famoso, mais ungido e abençoado é o artista gospel... independente do que ele prega ou das falácias que canta.

É a religião dos clichês...

Criatividade e técnica são postas de lado para uma arte pasteurizada e que siga o padrão do mercado...

É a religião que nada religa...






                                

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Reflexo...

Não sei qual a pior tragédia: as enchentes ou o início do BBB...

Interessante seria alagar a casa do BBB, ou mesmo o sítio do A Fazenda... Daqui a pouco só falta o reality A Favela, ou algo assim... trágico...

Enquanto muitos perdem todas as suas coisas nas águas fétidas das enchentes, eis que surge um Pedro Bial, que aliás, parecia perdido na estréia dessa 11a edição. Nunca foi bom apresentador, mas parece que o tempo e a experiência só estão piorando as coisas... ou a consciência está pesando por jogar uma carreira em um programa assim.

E é tudo um reflexo.

O BBB existe pois existe uma massa alienada que para a sua vida para ver a vida alheia. A audiência é exorbitante. E é uma vida alheia pasteurizada, sem sentido, sem significado. Um laboratório de gente, uma caixa de Skinner, com choques disfarçados e tudo mais.

E as enchentes existem também pois essa mesma massa alienada, ou constrói em lugares inapropriados, ou entope todas as vias de escoamento de água com tanto lixo que dá no que dá. Constrói uma casinha, com seu suor honesto, mas em uma encosta que-não-precisa-ser-um-engenheiro-para-saber-que-aquilo-vai-cair-um-dia, e a culpa é pra cima do prefeito. Lógico que tem sua parcela de culpa, talvez até por ser conivente com tal situação, permitindo que as construções e apossamentos ilícitos se alastrem.

É só um reflexo. Nada distorcido.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Fim das Férias!





Hoje estou retornando ao trabalho no Colégio Metodista. Fim das férias.


A maioria das pessoas não gostam quando suas férias terminam por várias razões, mas principalmente quando não gostam ou do que fazem ou de onde trabalham. Graças ao Bom Deus eu gosto do que faço e gosto de onde trabalho! Então também é gostoso voltar a trabalhar.

Sobre as férias, foram muito boas, mesmo sendo muito passivas, sem passeios ou viagens. Aproveitei a família, que ótimo! Assisti muitos filmes alugados, inclusive as tres primeiras temporadas de Heroes (que gosto muito mesmo) e no carnaval alugo a quarta. Mas o melhor é ficar com a familia, tranquilo. O fato de dormir até tarde, sem hora para acordar (ou para dormir) é muito ruim, é muito cansativo.

Que o Senhor abençoe este ano de muito trabalho, nos dando muita força e lucidez!

Hora de planejar.

Agora só faltam os alunos!

sábado, 8 de janeiro de 2011

Carvão


Tenho feito alguns churrascos ultimamente. Não na frequencia como um bom brasileiro, ou seja, quase todo fim de semana, ou na frequencia que eu gostaria, ou seja, quase todo fim de semana também. Mas fiz alguns. E muito bons por sinal. Carne boa. E como está cara! Bom, mas não escreverei sobre a carne, nem a maionese e o arroz que sempre estão juntos de um churrasco. O que me chamou a atenção foi o carvão. Não a qualidade do carvão, nem a procedência, não por não haver importância, mas não é o assunto para este momento.
O que me chamou a atenção é o seu funcionamento (posso dizer assim? funcionamento do carvão?). Para fazê-lo "pegar" é fácil, principalmente com aqueles acendedores feito para isso. São sólidos, como um álcool sólido. É só posicioná-lo ali embaixo, acendê-lo, colocar uns pedaços do carvão por cima, abanar e esperar, abanar e esperar, abanar e esperar... Aí ele pega, rapidinho mesmo, fácil mesmo. Me lembro quando pequeno que era mais difícil tal tarefa. Uns falavam de molhar o pão no alcool, outros de jogar alcool direto no carvão (já presenciei uma vez que explodiu e quase pegou fogo na casa, com uns amigos la na Ilha Bela!). Mas hoje, é fácil, fácil... Sem explosões. Então "pega". Mas o mais interessante é como a quentura se mantém, a chama se sustenta, a brasa fica viva. Esse é assunto.
Reparei que cada pedaço de carvão tem que estar bem juntinho, assim o calor de um passa para o outro e do outro devolve seu próprio calor para aquele, assim o calor aumenta, e, dessa forma, transmite para aquele pedaço que não tinha calor, não tinha nenhuma brasa. O calor de cada pedaço sendo transmitido e retornado, passando e devolvido, se auto-sustentando. Se deixá-lo ali quietinho, aquela montanha de carvão juntinho, ficará por horas sem se apagar, talvez fique um tempo fraquinho, mas ainda tem uma brasinha ali dentro. Agora, se nessa montanha de carvão, nesse amontoado de pedaços em brasa soprarmos, há uma intensificação. Se dermos aquela soprada, ou abanarmos bem forte, veremos que aquela brasa vermelhinha, ou mesmo mais fraquinha, volta a se alimentar. Há uma nova troca com o carvão alheio, e com o oxigênio, e chamas se formam e intensificam mais o calor. Os pedaços ficam num ardor reluzente, até soltam fagulhas, ficam mais fortes, querem que os outros pedaços também fiquem assim, quentes e reluzentes, fortes.
Mas, se deixarmos os pedaços separados uns dos outros, cada um na sua, eles se apagam. Mesmo se abanarmos , mas estiverem longe uns dos outros, são até brilhantes, porém são rapidamente consumidos e viram cinzas.

Pois assim é a comunidade de fé. Pois assim é a nossa vida.

Não conseguimos sozinhos, não conseguimos nos relacionar com Deus somente por nós. Precisamos da comunidade para nos sustentarmos mutuamente, para nos aquecermos e ficarmos reluzentes graças ao sopro do Espírito Santo em nossas vidas. Podemos ficarmos todos juntinhos em comunidade, clubes, agremiações, mas se apenas formos socialmente "juntinhos", o nosso calor acaba, a amizade se esvai, o amor esfria... apenas nos aquecemos, mas não estaremos reluzentes e soltando fagulhas para incendiar aqueles que estão com frio. Uma comunidade que busca, juntinhos, aquecer-se e ser aquecida, e, principalmente, busca o Espírito Santo, faz a diferença em cada vida que ali está e em cada vida que, amorosamente, irá aquecer com suas fagulhas de amor. As fagulhas que queimam as injustiças sociais, que queimam a desigualdade e a opressão. As fagulhas que devolvem a dignidade, que devolvem a vida.
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