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terça-feira, 24 de agosto de 2010

Bienada...

Neste último domingo fui a tão aclamada Bienal do Livro.
Sim, último dia de Bienal, e já estava preparado para pouca coisa.

Mas foi pior! Que zona de guerra...

Primeiro, é um absurdo a multidão de pessoas que vão a esse evento. Se fosse só a quantidade, tudo bem. Mas a falta de bons modos das pessoas é insuperável. Imagina-se, em um ambiente que deveria aflorar esse tipo de comportamento, é o que mais falta. É um empurrando o outro para não perder a promoção, é um empurrando o outro simplesmente para passar, é um empurrando o outro por nada.

É apenas péssimo entretenimento para massas aculturadas, desintelectualizadas, desinformadas, amoralizadas, e, principalmente, deslumbradas. Novidades? Vejo mais, e mais interessantes, nos sítios das próprias editoras, e com frete grátis muitas vezes.

Engraçado pensar que é um povo que compra livros de dois em dois anos, pois se vê o quanto que esse consumismo é presente e é o único interesse de todos, livreiros, editoras, livrarias.
Um exemplo: o stand da livraria Saraiva lotado, e o das universitárias, vazio. Da Panini, irrespirável, da papyrus, gatos pingados.

Bienal do Livro, encharcada de gibis (nada contra, muito a favor) que tem seus eventos próprios e praticamente monopolizada por uma turminha bem conhecida.

Quando bate uma fominha, que desespero! Pouquíssimas opções, e para escolher tem que ter estômago forte e muita coragem!

O lado positivo é que conheci uma revista universitária chamada Off-line. Não conhecia e fiquei feliz em conhecer, com textos bacanas e interessantes, e passei a tarde com a minha família e com a minha sobrinha.

Agora esperemos a Expocristã.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Sermões de Wesley: Os quase Cristãos...

conheça a Biblioteca Digital Metodista: http://www.bibliotecametodista.org.br/artigosepublicacoes/ebooks2.asp

Sermão 2

OS QUASE CRISTÃOS

Pregado em Santa Maria, Oxford, perante a Universidade, a 25 de julho de 1741.



“Com pouco me persuades a fazer-me cristão”.

(Atos 26.28)



MUITOS há que chegam até este ponto: pelo menos, desde que apareceu no mundo a religião cristã,

sempre houve muitos, em todas as épocas e nações, que quase chegaram a ser persuadidos a se fazerem cristãos. Mas, visto que perante Deus de nada vale ir somente até esse ponto, é para nós da mais alta importância considerar:

Primeiro, o que implica ser quase cristão;

Segundo, o que é ser totalmente cristão.

1. Ser quase cristão é ter, primeiro, honestidade pagã. Ninguém levantará, suponho, qualquer objeção a isto, especialmente quando esclareço que, por honestidade pagã, quero dizer, não apenas o que se recomenda nos escritos de seus filósofos, mas o que os pagãos vulgares esperavam uns dos outros, e, muitos, dentre eles, na realidade traduziam em obras. Segundo as boas regras, eles recebiam lições segundo as, quais não deviam ser injustos, nem usurpar os bens do próximo; nem cometer furto ou latrocínio, nem oprimir o pobre; ensinava-sê-lhas a não praticarem extorsão contra quem quer que fosse, a não enganarem ou ludibriar em ao pobre ou ao rico, em qualquer negócio que tivessem com eles; a não espoliarem a ninguém de seus direitos; e, se fosse possível, não deverem coisa alguma a ninguém.

2. Mais: os pagãos em geral admitiam que alguma atenção devia ser dada à verdade, bem como à justiça. Conseqüentemente, não só abominavam os perjuros, os que invocavam a Deus como testemunha de falsidades, mas também o que era conhecido como difamador do próximo, como imputador de faltas irreais. E, na verdade, no mesmo conceito tinham os mentirosos inveterados de qualquer espécie, considerando-os como a desgraça do gênero humano e a peste da sociedade.

3. Ainda mais: havia certa medida de amor e de amparo que eles esperavam uns dos outros. Esperavam que um prestasse assistência ao outro, sem prejuízo grave da parte de quem prestasse semelhante ajuda. Isso exercitavam não somente através dos poucos ofícios humanitários que não importassem em despesas e trabalhos, mas ainda no alimentar o faminto, se possuíam pão em abundância; no vestir os nus com suas roupas supérfluas, e, em geral, dando ao necessitado as coisas de que não precisavam. Até aí chega a honestidade pagã, honestidade que se inclui na condição de— quase cristão.

4. A segunda coisa inerente ao ser quase cristão, é a posse da forma da piedade, daquela piedade que é prescrita no Evangelho de Cristo; é a aparência exterior de real cristão. Em conseqüência, o quase cristão nada faz que o Evangelho proíba. Não toma o nome de Deus em vão; não abençoa, nem amaldiçoa; não jura de modo nenhum, mas seu falar é sim, sim; não, não. Não profana o dia do Senhor, nem permite que ele seja profanado, nem mesmo pelo peregrino que viva de suas portas para dentro. Não só aborrece todo adultério material e toda impureza, mas repele qualquer palavra ou olhar que direta ou indiretamente tenda para a quebra da castidade; detesta todas as palavras ociosas, abstendo-se de detração, maledicência, anedotas, conversas picantes e “toda prosa insensata e zombeteira”, — εύτραπελία — espécie de virtude no conceito dos moralistas pagãos; em suma, guarda-se de toda conversação que não seja “boa para o fim de edificação”, e que, conseqüentemente, “entristece o Santo Espírito de Deus, pelo qual somos selados para o dia da redenção”.

5. Abstém-se de “excesso de vinho”, de “orgias e glutonaria”. Evita, tanto quanto esteja em suas mãos, toda discórdia e contenta, sempre se esforçando por viver pacificamente com todos os homens. E, se sofre dano, não se vinga, nem retribui o mal com o mal. Não zomba, não graceja, não se ri em face dos erros ou das enfermidades os homens do próximo. Não deseja mal, ofensa ou prejuízo a ninguém, mas em todas as coisas procede e age de pleno acordo com a regra: “Não faças aos outros aquilo que não queres que te façam”.

6. Praticando o bem, ele não se limita à vulgar e fácil tarefa da beneficência, mas trabalha e sofre pelo bem de muitos, de modo que por todos os meios possa auxiliar ao maior número de necessitados. A custa de fadigas ou de penas, “aquilo que suas mãos acham para fazer, fazem-no com sua força”, seja em proveito de seus amigos ou de seus inimigos, contemplando o mau ou visando o justo. Porque, não sendo “preguiçoso” neste ponto nem em qualquer outro negócio, tendo “oportunidade”, faz o “bem”, toda espécie de bem, a “todos os homens”, tanto a suas almas como a seus corpos. Reprova os maus, instrui os ignorantes, confirma os indecisos, estimula os bons e conforta os aflitos. Trabalha por despertar os que dormem por levar os que Deus haja despertado à “fonte aberta para lavar o pecado e a impureza”, para que se possam purificar ali, e para incitar os salvos pela fé a que adornem o Evangelho de Cristo em todas as coisas.

7. O que possui a forma da piedade também usa dos meios de graça; sim usa de todos eles e em todas as oportunidades. Constantemente freqüenta a casa de Deus; e isto faz, não segundo a maneira de alguns, que vêm à presença do Altíssimo cheios de jóias de ouro e ostentando vestuário aparatoso, ou que, pela vaidade vistosa da roupa, pela inoportuna delicadeza trocada entre amigos ou pela impertinente jovialidade de suas maneiras, desmentem todas, as pretensões à posse da forma e do poder da piedade. Prouvera a Deus que ninguém houvesse em nosso meio, incurso na mesma condenação! Quem se apresenta nesta casa a olhar de um para outro lado, ou exibindo todos os sinais da maior desatenção, de displicente alheamento, embora algumas vezes possa parecer que ora a Deus, suplicando sua bênção ou coisa semelhante; quem, durante o culto solene, põe-se a dormir, reclinando-se na posição que lhe pareça mais cômoda, ou, ainda, supondo que Deus esteja dormindo conversa com o vizinho, ou passeia pelo teto o olhar distraído como a denotar falta de emprego para os olhos, – esse tal nem permite a imputação de apresentar sequer a forma da piedade. Não assim com aquele que ainda a conserva, o qual se porta com seriedade e atenção em todos os atos do culto, principalmente quando se aproxima da mesa do Senhor: não o faz como denotando indiferença ou descuido, mas com ares, atitude e porte que nada mais traduzem a não ser esta íntima oração: “Deus tenha misericórdia de mim, pecador!”

8. Se acrescentarmos a isto a prática constante da oração doméstica, seguida pelos que são chefes de

família, e o estabelecimento de horas destinadas ao culto a Deus, observadas diariamente com seriedade de atitude, concluímos que, praticando uniformemente essa religião exterior tal homem possui a forma da piedade. Só falta mais um requisito para que sé complete o perfil do quase cristão: a sinceridade.

9. Por sinceridade quero dizer a existência de uni principio real interior, de religião do qual decorrem as aludidas ações exteriores. Na verdade, se não temos isto, não temos sequer a honestidade pagã, em grau que corresponda às exigências do poeta epicurista. Mesmo esse pobre infeliz, em seus melhores intervalos de placidez é capaz de testificar: “Oderunt peccare boni, virtutis amore; Oderunt peccare mali, formidine poenae”. Assim, se o homem somente se abstém de fazer o mal para evitar a punição. Non pasces in cruce, corvos diz o pagão: nisto “tu tens a tua recompensa”. Mas ele não admitirá, que um indivíduo tão inofensivo como esse seja bom pagão. Se, pois, alguém, partindo do mesmo motivo isto é, querendo evitar e castigo evitar a perda de seus amigos, de seu ganho ou de sua reputação, não somente se furta à prática do mal, mas inda faz grande cópia de bem, usando além disto de todos os meios de graça, — não pode-ser com propriedade chamado quase cristão! Se ele não tiver no coração melhor princípio, somente será refinado hipócrita.

10. A sinceridade está, pois, implicada, necessariamente, no ser quase cristão; em sua alma há de haver intenção real de servir a Deus e um desejo cordial de fazer-lhe à vontade. Está naturalmente subentendido que tal homem possua sincero intuito de agradar a Deus em todas as coisas: em toda sua conversação; em todas as suas ações; em tudo quanto faz ou deixa de fazer. Esse desígnio, se a pessoa é quase cristã, transparece em todo o modo de ser de sua vida. Este é o princípio-motor, tanto do bem que faz, como de sua abstenção do mal e de seu apego às ordenanças de Deus.

11. Aqui provavelmente haverá lugar para uma pergunta: “E possível que alguém chegue até este ponto, sendo, entretanto, apenas quase cristão? Que títulos novos se hão de exigir dos inteiramente cristãos?”

Respondo, primeiro, que é possível chegar-se até esse ponto, e ser-se ainda quase cristão apenas: aprendendo isto não só dos Oráculos de Deus, mas também do seguro testemunho da experiência.

12. Irmãos, grande é “minha ousadia para convosco nesta defesa”. E “perdoai-me este erro”, se, por amor de vós e do Evangelho, proclamo do alto do telhado minha própria loucura. Permiti-me, pois, livremente falar de mim próprio, como se falasse de outro homem. Alegro-me em ser rebaixado para que possa ser exaltado, e em ser ainda mais vil, para que melhor refulja a glória de meu Senhor.

13. Por muitos anos avancei, até chegar, àquele ponto, como podem atestá -lo muitos que estão presentes nesta casa, usando de diligência para fugir a todo mal e para ter a consciência livre de ofensa; remindo o tempo; aproveitando todas as oportunidades para fazer todo o bem a todos os homens; constante e cuidadosamente usando de todos os meios de graça, em público e em particular; esforçando-me por manter constante seriedade de conduta, em todos os tempos e em todos os lugares; e Deus, diante de quem me ponho, é meu ponto de referência, sabendo que eu fazia tudo isso com sinceridade; tendo um real intento de servir ao Senhor, um desejo fervente de fazer sua vontade em todas as coisas, de agradar àquele que me havia chamado para “combater o bom combate” e “apoderar-me da vida eterna”. Ainda assim, minha própria consciência testificava no Espírito Santo, através de todo esse tempo, que eu, era apenas —um quase cristão.

II. Se perguntar: “Que mais se inclui no ser totalmente cristão?” — responderei:

(I) 1. Primeiro, o amor de Deus. Porque assim diz a Palavra: “Amarás o Senhor teu Deus de todo teu coração, e de toda tua alma, e de toda a tua mente, e de todas as tuas forças”. Um tal amor enche todo o coração, amalgama todas as afeições, monopoliza todas as capacidades da alma e empolga, até a derradeira extremidade, todos os seus poderes. Aquele que assim ama ao Senhor seu Deus, “regozija-se em espírito”, constantemente, “em Deus, seu Salvador”. Seu prazer está no Senhor, —seu Senhor e seu Tudo, —a quem “em cada coisa dá graças. Todo seu desejo é para Deus e para a lembrança de seu nome”. Seu coração exclama sempre: “Quem tenho eu nos céus, senão a ti? E ninguém há sobre a terra a quem eu deseje além de ti”, Na verdade, que pode tal homem desejar, além de Deus? Não será o mundo, ou as coisas do mundo, porque ele está “crucificado para o mundo e o mundo crucificado para ele”. Está crucificado para “o desejo da carne, a cobiça dos olhos e a vaidade da vida”. Sim, está morto para o orgulho de toda espécie: porque “o amor não se jacta”, mas “aquele que está no amor está em Deus, e Deus nele”. Reputa-se, a seus próprios olhos, como se fora coisa alguma.

(II) (II) 2. A segunda coisa em que implica o ser totalmente cristão é o amor ao próximo. Porque assim diz o Senhor nas seguintes palavras: “Amarás a teu próximo como a ti mesmo”. Se alguém perguntar: “Quem é meu próximo?”, responderemos: cada homem que há no mundo; todo filho daquele que é o Pai dos Espíritos de toda carne. Nem podemos de modo algum excetuar, nossos inimigos, ou os inimigos de Deus e de sua própria alma. Também a estes todo cristão ama como a si mesmo, assim “como Cristo nos amou”. O que quiser saber mais profundamente que espécie de amor é este, considere a descrição que dele faz S. Paulo. É “longânimo e benigno”. “Não inveja”. Não é temerário ou apressado no juízo. Não “se ensoberbece”, mas trans-forma aquele que ama no último, no que é servo de todos. O amor “não se porta inconvenientemente”, mas se faz “tudo para todos os homens”. “Não procura o que é seu”, mas somente o bem dos outros, para que possam ser salvos. “O amor não se irrita”: desarma a ira, pois que a presença desta na alma denota ausência de amor. “Não pensa mal. “Não se regozija com a iniqüidade, mas alegra-se com a verdade. Tudo suporta, tudo crê, tudo espera, tudo sofre”.

(III) (III) 3. Uma coisa ainda há que pode ser considerada separadamente, embora no momento se integre nas considerações precedentes, e que define o ser integralmente cristão. Refiro-me ao fundamento de tudo, quero dizer a fé. Coisas mui excelentes se dizem da fé, através dos Oráculos de Deus. “Aquele que crê, diz o discípulo amado, é nascido de Deus”. “A quantos o receberam deu o poder de sé tornarem filhos de Deus, isto é, os que crêem em seu nome”. E: “Esta é a vitória que vence o mundo: a vossa fé”. O próprio Senhor, em pessoa, declara: “Aquele que crê no Filho tem a vida eterna e não vê a condenação, mas passou da morte para a vida”.

4. Que ninguém engane, todavia, sua própria alma. “Deve-se notar cuidadosamente que a fé que não traz arrependimento, amor e todas as boas obras, não é aquela fé certa e viva, mas uma fé morta e diabólica. Porque mesmo os demônios crêem que Cristo nasceu de uma virgem, que operou várias espécies de milagre, declarando-se verdadeiro Deus; que, para nosso bem, sofreu a morte mais penosa, redimindo-nos da morte eterna; que ressuscitou ao terceiro dia, subiu aos céus e está assentado à mão direita do Pai, vindo no fim do mundo para julgar os vivos e osmortos. Estes artigos de nossa fé os demônios os recebem e crêem em tudo quanto está escrito no Velho e no Novo Testamento. E, com toda essa fé, eles não deixam de ser demônios. “Permanecem ainda em sua condição de perdidos, faltando-lhes justamente a verdadeira fé cristã”.

5. “A reta e verdadeira fé consiste, —para usar as palavras de nossa própria Igreja, —não somente em crer que as Sagradas Escrituras e os Artigos de nossa Fé são a verdade, mas em ter também uma segura esperança e confiança certa de ser salvo da eterna condenação, mediante Cristo. É uma confiança certa e segura que o homem deposita em Deus, no Deus que, pelos méritos de Cristo, perdoa seus pecados e o restaura no favor do Altíssimo, daí decorrendo um coração amante, disposto a obedecer a seus mandamentos.

6. Pois bem, quem quer que possua semelhante fé, “purifique o coração” (pelo poder de Deus, que nele habita), do orgulho, da ira, da cobiça, “de toda injustiça”, de “toda impureza da carne e do espírito”, enchendo-o de amor mais forte do que a morte, tanto a Deus como a toda a humanidade; amor que faz as obras de Deus, que se consome e consumido por todos os homens, e que suporta com alegria, não apenas o opróbrio de Cristo, — ser escarnecido, desprezado e odiado de todos os homens, e seja o que for que a sabedoria de Deus permita à malícia dos homens ou dos demônios infligir-lhe; quem quer que tenha essa fé, assim operando por amor, não é quase, mas integralmente cristão.

7. Quais são as testemunhas vivas destas coisas? Rogo-vos, irmãos, como quem está na presença daquele Deus diante do qual “o inferno e a perdição se apresentam nus”, — quanto mais o coração dos filhos dos homens!— que cada um de vós pergunte a seu próprio coração: “Sou desse número? Em igual medida pratico a justiça, a misericórdia e a verdade, mesmo segundo o exigem as regras da honestidade pagã? Se assim é, tenho eu o exterior de um cristão, a forma da piedade? Abstenho-me do mal, de tudo quanto é proibido pela palavra escrita de Deus? Faço todo o bem que esteja ao meu alcance, e faço-o com toda minha diligência? Uso seriamente de todas as ordenanças de Deus, em todas as oportunidades? E tudo isso faço com o sincero intuito e desejo de agradar a Deus em todas as coisas”?

8. Estais, muitos dentre vós, convictos de que jamais chegastes até esta altura, de que nem mesmo fostes quase cristãos: que não atingistes o padrão da honestidade pagã; e, finalmente, que nem chegastes à forma da piedade cristã? Da parte de Deus certamente que Ele muito menos constatou em vós sinceridade, real intuito de o servir em todas as coisas. Nunca intentastes dedicar todas as vossas palavras e obras, vossos negócios, estudos, diversões, à glória de Deus. Nunca ambicionastes ou desejastes que tudo quanto fizésseis fosse feito “em nome elo Senhor Jesus”, sendo, como tal, “um sacrifício espiritual, aceitável a Deus mediante Cristo”.

9. Mas, suposto que respondais afirmativamente, formar bons propósitos e nutrir bons desejos fazem um cristão? De forma alguma, a não ser que produzam bons frutos. “O inferno— diz alguém —está calçado de boas intenções”. A questão culminante, entretanto, permanece, exigindo resposta de cada um. O amor de Deus foi derramado em teu coração? Podes exclamar: “Meu Deus e meu tudo?” Não desejas coisa alguma, senão a Deus? És feliz em Deus? Ele é tua glória, teu prazer, tua coroa de regozijo? Está escrito em teu coração este mandamento: “O que ama a Deus, ame também a seu irmão?” Amas, pois, a teu próximo como a ti mesmo? Amas a todos os homens, mesmo a teus inimigos, aos inimigos de Deus, como à tua própria alma; e como Cristo te amou? Sim, crês que Cristo te amou e se entregou por ti? Tens fé em seu sangue? Crês no Cordeiro de Deus que tira teus pecados e lança-os como uma pedra no fundo do mar? Que Ele cancelou o escrito de dívida que era contra ti, tirando-o e pregando-o em sua cruz? Tens, na verdade, redenção em seu sangue, e ainda a remissão de teus pecados? E o Espírito testifica com teu espírito, que tu és filho de Deus?

10. O Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que está agora em meio de nós, sabe que, se um homem morrer sem esta fé e sem este, amor, melhor seria para ele que não tivesse nascido. Desperta, pois, tu que dormes e invoca a teu Deus: clama por ele rio dia em que pode ser encontrado. Não descanse ele até que faça sua “bondade passar diante de ti”; até que proclame a ti o nome do Senhor, “o Senhor, o Senhor Deus, misericordioso e gracioso, longânime e abundante, em bondade e verdade, usando de misericórdia para com milhares, perdoando a iniqüidade, a transgressão e o pecado”. Não permitas que ninguém te persuada, por palavras vãs, a ficares aquém do prêmio tua alta vocação. Clama dia e noite por aquele que, “quando ainda éramos fracos, morreu pelos ímpios”, até que saibas em quem tens crido e possas dizer: “Senhor meu e Deus meu”! Lembra-te de “orar sempre e não cessar”, até que também levantes tua mão para o céu e declares àquele que vive para sempre: “Senhor, tu, conheces todas as coisas; tu sabes que eu te amo”!

11. Tenhamos todos a experiência de ser, não apenas quase, mas integralmente cristãos, sendo justificados livremente por sua graça, pela redenção que há em Jesus; sabendo que temos paz com Deus por Jesus Cristo; regozijando-nos na esperança da glória de Deus; e tendo o amor de Deus derramado em nossos corações pelo Espírito Santo, que nos é dado!

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Convocação de oração!

Recebi por email, oremos.


Convocação de oração!



Paz do Senhor, por favor,ore pelas igrejas na India. Budistas
extremistas queimaram 20 igrejas ontem a noite e estão planejando
destruir 200 igrejas na região de Orissa hoje á noite e também matar
200 pastores nas próximas 24 horas.Os cristãos estão escondidos no
mato, por favor ore e passe esta mansagem pra todos que você conhece,
imediatamente.Não sei se vc repassa, mas tantas correntes são
repassadas, daquelas que dizem:"mande para as pessoas ",essa é em
favor de vidas.

Pr. Paulo Lomba

"Os novos direitos vêm da luta e da consciência dos oprimidos", afirma Enrique Dussel

por Adelson

O fundador do Movimento Filosofia da Libertação e professor da UNAME/México, Enrique Dussel, compareceu nesta terça-feira (17) a 1ª Semana de Educação em Direitos Humanos, realizada na Universidade Metodista de São Paulo. O professor falou sobre "Transmodernidade, Interculturalidade e Direitos Humanos".

"Na América Latina há grandes acontecimentos políticos, mas não há uma teoria que acompanha esses acontecimentos. É necessário produzir uma teoria e isso está sendo construído", afirmou Dussel.

O professor também disse que os Direitos Humanos vêm por meio de instituições políticas ligadas ao sistema de legitimação do poder. Essas instituições podem ser tanto materiais quanto fundamentais. "A legitimidade de um poder vem de três leis fundamentais: participação, simetria e razão".

Outro principio básico é do surgimento dos novos direitos. "Existem dois tipos de direito: o natural - que o ser humano já nasce com ele e o vigente - o qual a população instaurou. Os novos direitos vêm da luta e da consciência dos oprimidos com os direitos vigentes", explicou o filosofo.

Após a palestra Dussel participou de uma mesa-redonda sobre "Caminhos da Pesquisa em Filosofia, Educação e Ciências da Religião". Além dele estavam presentes os professores da Metodista, Jung Mo Sung e Danilo Di Manno de Almeida.


Em colaboração Ana Carlona Cassinelli, da Redação Multimídia (UMESP) 

domingo, 15 de agosto de 2010

O que acontece conosco?


Estava assistindo hoje à BBC World News e vi Obama discursando na Florida, preocupado com a baixa turistica devido ao vazamento de oleo que aconteceu por lá, além dos pescadores que vivem da pesca. Interessante ele afirmar que tinha comido frutos do mar naquele mesmo dia, para incentivar a volta dos turistas. Tambem assisti sobre a enchente no Paquistão (e o primeiro caso de colera em decorrencia do desastre) e sobre o Sri Lanka, com o presidente Mahinda -acho que é isso- falando sobre o orgulho que é ser do Sri Lanka, por ocasiao do aniversario de libertação do país, mas ao mesmo tempo triste pela situação que o país  se encontra.

Aqui no Brasil, o foco são as eleições. Incrível como os jornalistas estão se preocupando com as estratégias que cada candidato irá adotar para vencer a eleição. Sobre propostas, eles não comentam!

Mas e o povo, está preocupado com o quê?

Com o Campeonato Brasileiro!

E os cristãos? O que andam fazendo? Tudo, menos dialogando! Todos querem encaixotar Deus em seus modelos de cristianismo. Um quer ser melhor que o outro, mais certo que o outro. Usam citações bíblicas para respaldarem seus surtos idealísticos. "o evangelho é assim, ou o evangelho é assado". Só falam mal dos outros, mas não mostram sua práxis. Não há o que mostrar.

Sim, práxis.

Ação, reflexão, ação .

Enquanto reclama, o mundo desaba, a criação se desfaz por descuido de quem devia cuidar dela com amor.

Enquanto reclama, milhares morrem sem terem ouvido as boas novas do evangelho.

Os políticos continuam, o sistema permanece. Tudo isso porque só reclama, e não profetiza!

O sistema que te cala? A instituição que te cala?

Porém dizes ser conhecedor e conhecedora da Palavra... e não lembra do Haiti, de Santa Catarina, do vizinho doente, e nem de quem votou na última eleição...

Enquanto reclama, o vazio toma conta...


e o que eu faço? reclamo de você, que só reclama...

sábado, 14 de agosto de 2010

Descoberto templo Filisteu na cidade do gigante Golias

Descoberto templo Filisteu na cidade do gigante Golias

fonte: Christian Post
Arqueólogos em Israel, recentemente, descobriram um templo filisteu no local onde teria sido a cidade natal do gigante guerreiro Golias.
As ruínas do templo estão localizados na antiga cidade de Gath e remonta ao século 10 a.C., de acordo com o Prof. Aren Maeir do Departamento Martin de Estudos e Arqueologia das Terras de Israel da Universidade Bar Illan. O templo descoberto tem uma imagem arquitectônica semelhante ao descrito na história bíblica de Sansão, que derrubou o templo do filisteu Dagon sobre si mesmo.
“Nós não estamos dizendo que este é o mesmo templo onde a história de Sansão ocorreu ou mesmo que a história não ocorreu,” disse Maeir, que dirigiu a escavação no local durante os últimos 13 anos, ao The Jerusalem Post, na semana passada. “Mas isso nos dá uma boa idéia de que a imagem de qualquer um que tenha escrito a história, teria sido de um templo filisteu.”
Este é o primeiro templo filisteu encontrado em Gath.Além da descoberta do templo, a equipe também encontrou provas de um grande terremoto do século 8 a.C. que poderia ser o terremoto mencionado nos livros de Isaías e Amós.
“Se os sismólogos estão certos, um terremoto de 8 graus na escala Richter teria nivelado uma grande cidade,” disse Maeir. “A intensidade da energia necessária para mover as paredes parecem ter sido de algo muito poderoso.”
“O que temos aqui é uma prova muito forte de um terremoto dramático, um acontecimento natural, que deixou uma impressão muito significativa sobre os profetas bíblicos do tempo.”
Maeir e sua equipe internacional descobriram no templo na antiga ruína, montagens de Tel Tzafit National Park, na planície costeira do sul.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Música Sacra ou Música para o Culto?

Esse texto é de autoria do Rev Luiz Carlos Ramos, professor da FATEO...


O que torna sacra uma música?


Nestas linhas tra­ta­re­mos da con­cep­ção da música que se uti­liza no culto público, rea­li­zado pelo povo de Deus no con­texto da Igreja cristã. Que tipo de música se pode entoar, ouvir e exe­cu­tar no espaço/momento litúr­gico? Qual­quer uma serve ou só as “sagra­das”? Para dis­cu­tir o pro­blema, nos pro­po­mos as seguin­tes ques­tões: O que torna a música sacra é a melo­dia da lira ou o des­canto da alma? É a har­mo­nia dos acor­des ou a dis­so­nân­cia da vida? É o ritmo do cora­ção ou o com­passo do corpo? É a letra que mata ou a música que vivi­fica? É a san­ti­dade do autor/compositor ou a graça de Deus?



A melo­dia da lira ou o des­canto da alma?

Onde esta­ria a sacra­li­dade da música? Na melo­dia? Será que exis­tem melo­dias sagra­das? Veja­mos: uma melo­dia se faz, evi­den­te­mente, com notas musi­cais. Na con­ven­ção oci­den­tal, as pos­si­bi­li­da­des meló­di­cas são o resul­tado da com­bi­na­ção “mate­má­tica” de sete notas musi­cais e de seus inter­va­los —dó, ré, mi, fá… Ora, tanto uma peça de Bach, quanto um gos­pel moderno, de um lado, e uma música de gafi­eira, um rap ou um samba, de outro, se fazem com as mes­mas notas ele­men­ta­res. Daí, a con­clu­são ine­vi­tá­vel é que a san­ti­dade da música não deve estar na escala diatô­nica, pen­tatô­nica ou nou­tra qual­quer, pois as mes­mas notas que “falam” de Deus ser­vem para “falar” de outras coi­sas. É melhor con­ti­nu­ar­mos a inves­ti­gar o assunto…



A har­mo­nia dos acor­des ou a dis­so­nân­cia da vida?

Tal­vez a san­ti­dade esteja mesmo é na com­bi­na­ção simul­tâ­nea das notas, ou seja, em sua har­mo­nia. Acor­des eufô­ni­cos e “redon­dos” ten­dem a ser iden­ti­fi­ca­dos com as músi­cas de igreja, enquanto os dis­so­nan­tes e trun­ca­dos seriam mais pró­prios da música secu­lar. Entre­tanto, a fór­mula harmô­nica é gran­de­mente uti­li­zada por com­po­si­to­res secu­la­res, ao passo que auto­res de mui­tas peças tra­di­ci­o­nal­mente acei­tas como sacras se uti­li­zam de dis­so­nân­cias. Ora, sendo a pró­pria vida repleta de “dis­so­nân­cias”, a har­mo­nia não deve­ria ser tam­bém expres­são sin­cera da rea­li­dade do povo de Deus que, com fé, enfrenta coti­di­a­na­mente os con­fli­tos de vida-e-morte? Daí que a har­mo­nia resulta ser uma expres­são fluida demais para que limi­te­mos a ela ques­tão de tama­nha impor­tân­cia —como o é sacra­li­dade da música.

O ritmo do cora­ção ou o com­passo do corpo?

Se não é a har­mo­nia, então deve ser o ritmo o que dis­tin­gue uma música pro­fana de outra sacra. Assim, devem exis­tir rit­mos sagra­dos e rit­mos pro­fa­nos. E quais seriam os rit­mos pro­fa­nos? Esta res­posta parece fácil: seriam os rit­mos asso­ci­a­dos às fes­tas secu­la­res e os pra­ti­ca­dos pela cul­tura popu­lar em geral. Mas, espere um pouco. É pos­sí­vel com­por uma música que não se enqua­dre em nenhum ritmo secu­lar? Mesmo os hinos dos hiná­rios ofi­ci­ais das igre­jas repro­du­zem ine­ga­vel­mente os rit­mos dos perío­dos his­tó­ri­cos e dos gru­pos étni­cos de seus com­po­si­to­res. Tam­bém os cân­ti­cos pre­fe­ri­dos pelos jovens caris­má­ti­cos con­tem­po­râ­neos são a ver­são “evan­gé­lica” da música pop norte-americana. E pode­ría­mos seguir ana­li­sando as várias for­mas de música uti­li­za­das na Igreja ao longo da sua his­tó­ria, e con­clui­ría­mos, ine­vi­ta­vel­mente, que elas sem­pre se iden­ti­fi­cam com alguma forma de ritmo secu­lar. Em outras pala­vras, ainda não foi inven­tado o ritmo sacro. A sub­je­ti­vi­dade do cora­ção esbarra na cor­po­rei­dade da fé e daí resulta que o ritmo do cora­ção não é outro que o ritmo do corpo (mesmo por­que o cora­ção está den­tro do corpo).

A letra que mata ou a música que vivifica?

Se não é a melo­dia, nem a har­mo­nia, nem o ritmo, tal­vez o que con­fira sacra­li­dade à música, seja, então, a letra. Uma letra reli­gi­osa con­tra uma letra secu­lar faria a dife­rença, o que tor­na­ria deter­mi­nada música sagrada e outra pro­fana. Se o cri­té­rio for o que a letra diz, então tere­mos que clas­si­fi­car como “sagra­das” a uma infi­ni­dade de músi­cas popu­la­res, pois nes­tas a temá­tica reli­gi­osa —Deus, fé, amor, jus­tiça, paz— é mais do que freqüente: “Andar com fé eu vou…”; “Se eu qui­ser falar com Deus…”; “Pai, afasta de mim este cálice”; “A paz inva­diu o meu cora­ção…”; “Quero a uto­pia, quero o vinho e o pão…”; “… quero o leito, quero a mesa, quero o vinho e quero o pão…”; “… eu per­gun­tei, ai, a Deus do céu, ai, por­que tama­nha judi­a­ção”; etc. Por outro lado, pode­ría­mos citar hinos e cân­ti­cos que pouco ou nada falam dos temas da fé, ou que os tra­tam de maneira anti­e­van­gé­lica, tais como os hinos-de-guerra, e os car­re­ga­dos de pre­con­ceito: “eis mar­chando já os negros bata­lhões…”; “meu cora­ção era preto…”, e outros de cará­ter indi­vi­du­a­lista e teo­lo­gia duvi­dosa. Por­tanto, o fato da letra de uma música falar de Deus, sobre Deus ou sobre temas da fé, não é garan­tia de que ela seja sagrada. A Bíblia mesma nos ensina que “a letra mata, mas o espí­rito vivifica”.

A san­ti­dade do autor/compositor ou a graça de Deus?

Já sei, a dife­rença não está nem na melo­dia, nem na har­mo­nia, tam­pouco no ritmo, ou na letra. A res­posta só pode ser que a sacra­li­dade da música está no seu autor/compositor. Se este ou esta for crente, então sua com­po­si­ção será sagrada. Mas espere um pouco, um dos mais popu­la­res com­po­si­to­res bra­si­lei­ros de música gos­pel da atu­a­li­dade tem uma agên­cia de pro­du­ção de jin­gles. Pro­va­vel­mente a maior parte de sua cli­en­tela não deve ser com­posta de gente de igreja —nem os pro­du­tos anun­ci­a­dos, sagra­dos. Será, então, que seus jin­gles comer­ci­ais são sagra­dos por­que esse autor é evan­gé­lico? E, mais, essas músi­cas sacras esta­riam ser­vindo para ven­der pasta de dente, chi­clete e sabão em pó? Não creio. E há um outro pro­blema: já pen­sa­ram se esse com­po­si­tor de música gos­pel, tão pie­doso, vier um dia a cair em ten­ta­ção, aban­do­nar a fé, sair da Igreja, negar Jesus…? Sua com­po­si­ção dei­xará de ser sagrada? Será que pode­mos supor que todos os com­po­si­to­res dos hinos dos hiná­rios evan­gé­li­cos ofi­ci­ais per­ma­ne­ce­ram fiéis até o fim? Uma afir­ma­ção desse tipo parece temerária.

Con­cluindo

À luz de tudo isso, não resta outra con­clu­são que a de entre­gar­mos a Deus a res­pon­sa­bi­li­dade pela sacra­li­dade do que can­ta­mos no culto. Em outras pala­vras, a sacra­li­dade da música depende uni­ca­mente da graça de Deus – “a minha graça te basta” (2Co 12.9). A música que uti­li­za­mos nos cul­tos não têm mérito em si mes­mas. Depen­dem do kai­rós de Deus, do tempo opor­tuno da visi­ta­ção, da sal­va­ção pela graça —“pela graça sois sal­vos (…); e isso não vem de vós; é dom de Deus” (Ef 2.8). Pela graça de Deus nós can­ta­mos, não por­que a música seja sacra em si, mas por­que a música se torna sacra quando nós a can­ta­mos para Deus. O pro­fano, quando tocado pelo sagrado, é san­ti­fi­cado por­que “maior é aquele que está em vós do que aquele que está no mundo” (1Jo 4.4). E por­que sabe­mos que “Deus é maior do que o nosso cora­ção” (1Jo 3.20) pode­mos crer que ele com­pleta o que nos falta, tornando-nos puros – a nós e à nossa música. Da Pala­vra de Deus apren­de­mos que “para os puros, todas coi­sas são puras” (Tt 1.15). Assim, resta-nos que nos impor­te­mos menos com o culto da música, e mais com a música do culto. Não que ado­te­mos uma música de Deus, mas que ado­re­mos ao Deus da música.



Que, em meio às dis­so­nân­cias da vida, a graça de Deus nos trans­forme os des­can­tos da alma na música santa do Espí­rito, para ser ento­ada no com­passo do corpo res­sus­ci­tado, para o lou­vor da Sua gló­ria, hoje e para sem­pre. Aleluia!


Rudge Ramos, 20 de maio de 2002.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

PRESENTE PARA O DIA DOS PAIS por Bispo Josué Lazier

PRESENTE PARA O DIA DOS PAIS
Bispo Josué Lazier

   No Dia dos Pais não quero receber presentes dos meus filhos e nem homenagens. Eu gostaria de ter a tranqüilidade de que meus filhos e futuros netos terão um mundo humanizado para viver. Um mundo onde a água seja pura, onde haja ar para res-pirar, hospitais para todos tratar das doenças, escola para a educação das crianças.
   Eu gostaria de saber que a justiça é cega e não vê cor, raça, situação econômica, social, cultural, política e religiosa. Um mundo onde o respeito, a solidariedade e a tolerância sejam ex-pressões da plena cidadania.
   Eu gostaria de saber que meus filhos e as gerações vindouras serão mais sábios na administração do tempo, na gestão das pessoas e no cuidado com a saúde.
   Eu gostaria de receber a notícia de que não há mais políticos corruptos, que não há desvio de verbas, não há construções que não “constrói” nada para o bem do povo e de que as campanhas políticas são pautadas pela ética e pelo respeito, ficando os debates no campo da idéias e não nos ataques pessoais.
   Eu gostaria também de saber que a Igreja assumiu o seu papel de Igreja e que não fica “brincando” de pregação, de pastoreio e tudo mais. Eu gostaria de saber que ela se tornou lúcida, lúdica e luz do mundo e deixou de ser aloprada, alucinada e paranóica. Eu gostaria de ser informado que o ministério pastoral se tornou presente, não apenas para marcar presença, mas sim estar ao lado de, junto, com.
   Eu acredito que muitos pais também têm o mesmo desejo e que sofrem como eu sofro, se sentindo impotentes e assistindo a tirania das drogas, o menosprezo das autoridades, o encolhi-mento das Igrejas e descaso com que a vida é tratada pela so-ciedade.
   Enquanto não recebo estas notícias vou continuar lutando por aquilo que acredito. Há, na verdade o presente que quero rece-ber pelo Dia dos Pais é um beijo dos meus filhos.
   Um beijo diz muitas coisas, inclusive que somos humanos e que precisamos da afetivi-dade das pessoas do nosso círculo familiar, amigos e do ambiente eclesiástico.
   Eu quero também, para finalizar, ter a consciência tranqüila de que sou um bom exemplo de cidadão e de cristão para meus filhos e para as pessoas da minha convivência.
   Bem aventurado é o pai que labuta e que luta pelos direitos da família.

Encontro de Estudantes - UMESP

domingo, 8 de agosto de 2010

Participe do Ciclo Ecumênico de Oração

Participe do Ciclo Ecumênico de Oração

O Conselho Mundial de Igrejas (CMI), que reúne atualmente 349 igrejas cristãs do mundo todo na unidade, testemunho e serviço, propôs um Ciclo Ecumênico de Oração para este ano. O objetivo do Ciclo é ser uma perigrinação orante por todas as regiões do mundo, mostrando à cada semana a realidade das igrejas e comunidades, contruindo uma rede de informação e solidariedade a partir do gesto concreto da oração.
De 08 a 14 de agosto, teremos a 33ª terceira semana. Os motivos de oração estarão voltados para Nova Zelândia e Autrália. Entre os pedidos de intercessão estão a vida dos povos indígenas, a pluralidade cultural, a preservação de áreas ambientais e o fim da discriminação aos refugiados e migrantes.

Para saber de mais detalhes clique aqui.
Compartilhe este movimento de oração na liturgia de sua comunidade de fé.

No blog do CAIC o Ciclo Ecumênico de Oração está sempre atualizado, é só acessar!

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APOIAMOS A CAMPANHA PELO LIMITE DA PROPRIEDADE DE TERRA NO BRASIL

www.limitedaterra. org.br

Quando a escola é de vidro

 

Quando a escola é de vidro -  de Ruth Rocha

Naquele tempo eu até que achava natural que as coisas fossem daquele jeito.
Eu nem desconfiava que existissem lugares muito diferentes...
Eu ia pra escola todos os dias de manhã e quando chegava, logo, logo, eu tinha que me meter no vidro.
É, no vidro!
Cada menino ou menina tinha um vidro e o vidro não dependia do tamanho de cada um, não!
O vidro dependia da classe em que a gente estudava.

Se você estava no primeiro ano ganhava um vidro de um tamanho.
Se você fosse do segundo ano seu vidro era um pouquinho maior.
E assim, os vidros iam crescendo á medida em que você ia passando de ano.
Se não passasse de ano era um horror.
Você tinha que usar o mesmo vidro do ano passado.
Coubesse ou não coubesse.
Aliás nunca ninguém se preocupou em saber se a gente cabia nos vidros.
E pra falar a verdade, ninguém cabia direito.

Uns eram muito gordos, outros eram muito grandes, uns eram pequenos e ficavam afundados no vidro, nem assim era confortável.
Os muitos altos de repente se esticavam e as tampas dos vidros saltavam longe, ás vezes até batiam no professor.
Ele ficava louco da vida e atarrachava a tampa com força, que era pra não sair mais.
A gente não escutava direito o que os professores diziam, os professores não entendiam o que a gente falava...
As meninas ganhavam uns vidros menores que os meninos.
Ninguém queria saber se elas estavam crescendo depressa, se não cabia nos vidros, se respiravam direito...

A gente só podia respirar direito na hora do recreio ou na aula de educação física.
Mas aí a gente já estava desesperado, de tanto ficar preso e começava a correr, a gritar, a bater uns nos outros.
As meninas, coitadas, nem tiravam os vidros no recreio. e na aula de educação física elas ficavam atrapalhadas, não estavam acostumadas a ficarem livres, não tinha jeito nenhum para Educação Física.
Dizem, nem sei se é verdade, que muitas meninas usavam vidros até em casa.
E alguns meninos também.
Estes eram os mais tristes de todos.
Nunca sabiam inventar brincadeiras, não davam risada á toa, uma tristeza!

Se a gente reclamava?
Alguns reclamavam.
E então os grandes diziam que sempre tinha sido assim; ia ser assim o resto da vida.
Uma professora, que eu tinha, dizia que ela sempre tinha usado vidro, até pra dormir, por isso que ela tinha boa postura.
Uma vez um colega meu disse pra professora que existem lugares onde as escolas não usam vidro nenhum, e as crianças podem crescer a vontade.
Então a professora respondeu que era mentira, que isso era conversa de comunistas. Ou até coisa pior...

Tinha menino que tinha até de sair da escola porque não havia jeito de se acomodar nos vidros. E tinha uns que mesmo quando saíam dos vidros ficavam do mesmo jeitinho, meio encolhidos, como se estivessem tão acostumados que até estranhavam sair dos vidros.
Mas uma vez, veio para minha escola um menino, que parece que era favelado, carente, essas coisas que as pessoas dizem pra não dizer que é pobre.
Aí não tinha vidro pra botar esse menino.
Então os professores acharam que não fazia mal não, já que ele não pagava a escola mesmo...

Então o Firuli, ele se chamava Firuli, começou a assistir as aulas sem estar dentro do vidro.
O engraçado é que o Firuli desenhava melhor que qualquer um, o Firuli respondia perguntas mais depressa que os outros, o Firuli era muito mais engraçado...
E os professores não gostavam nada disso...
Afinal, o Firuli podia ser um mal exemplo pra nós...
E nós morríamos de inveja dele, que ficava no bem-bom, de perna esticada, quando queria ele espreguiçava, e até mesmo que gozava a cara da gente que vivia preso.
Então um dia um menino da minha classe falou que também não ia entrar no vidro.

Dona Demência ficou furiosa, deu um coque nele e ele acabou tendo que se meter no vidro, como qualquer um.
Mas no dia seguinte duas meninas resolveram que não iam entrar no vidro também:
- Se o Firuli pode por que é que nós não podemos?
Mas Dona Demência não era sopa.
Deu um coque em cada uma, e lá se foram elas, cada uma pro seu vidro...
Já no outro dia a coisa tinha engrossado.
Já tinha oito meninos que não queriam saber de entrar nos vidros.

Dona Demência perdeu a paciência e mandou chamar seu Hermenegildo que era o diretor lá da escola.
Seu Hermenegildo chegou muito desconfiado:
- Aposto que essa rebelião foi fomentada pelo Firuli. É um perigo esse tipo de gente aqui na escola. Um perigo!
A gente não sabia o que é que queria dizer fomentada, mas entendeu muito bem que ele estava falando mal do Firuli.
E seu Hermenegildo não conversou mais. Começou a pegar as meninos um por um e enfiar á força dentro dos vidros.

Mas nós estávamos loucos para sair também, e pra cada um que ele conseguia enfiar dentro do vidro - já tinha dois fora.
E todo mundo começou a correr do seu Hermenegildo, que era pra ele não pegar a gente, e na correria começamos a derrubar os vidros.
E quebramos um vidro, depois quebramos outro e outro mais dona Demência já estava na janela gritando - SOCORRO! VÂNDALOS! BÀRBAROS!
(pra ela bárbaro era xingação).
Chamem o Bombeiro, o exército da Salvação, a Polícia Feminina...

Os professores das outras classes mandaram cada um, um aluno para ver o que estava acontecendo.
E quando os alunos voltaram e contaram a farra que estava na 6° série todo mundo ficou assanhado e começou a sair dos vidros.
Na pressa de sair começaram a esbarrar uns nos outros e os vidros começaram a cair e a quebrar.
Foi um custo botar ordem na escola e o diretor achou melhor mandar todo mundo pra casa, que era pra pensar num castigo bem grande, pro dia seguinte.
Então eles descobriram que a maior parte dos vidros estava quebrada e que ia ficar muito caro comprar aquela vidraria tudo de novo.

Então diante disso seu Hermenegildo pensou um pocadinho, e começou a contar pra todo mundo que em outros lugares tinha umas escolas que não usavam vidro nem nada, e que dava bem certo, as crianças gostavam muito mais.
E que de agora em diante ia ser assim: nada de vidro, cada um podia se esticar um bocadinho, não precisava ficar duro nem nada, e que a escola agora ia se chamar Escola Experimental.
Dona Demência, que apesar do nome não era louca nem nada, ainda disse timidamente:
- Mas seu Hermenegildo, Escola Experimental não é bem isso...

Seu Hermenegildo não se pertubou:
- Não tem importância. A gente começa experimentando isso. Depois a gente experimenta outras coisas...
E foi assim que na minha terra começaram a aparecer as Escolas Experimentais.
Depois aconteceram muitas coisas, que um dia eu ainda vou contar...



Dentre estas personagens acima, com qual será que nos identificamos mais?

Ou apenas mudamos de acordo com a situação? Quantas vezes somos como a escola de vidro, quando queremos que todos se encaixem nos nossos padrões, que tomamos por verdade absoluta, sem considerar o "tamanho" de outrem, se ele "cabe" nos nossos paradigmas. Ou mesmo somos como os alunos da escola de vidro, qeu aceitam tudo numa boa, se esforçando para se integrar, deixando muitos ideais e convicções (não tão convictas assim, pelo jeito) e entregando-se aos sistemas sem reclamar e sem perspectiva de mudanças. Ou como Firuli, que não se adequa ao sistema, mas tb não pensa no todo...


Difícil...

 

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Sobre Deus - Ricardo Gondim

Sobre Deus - Ricardo Gondim e Hildeide B Torres, texto original em http://hideide.blogspot.com/


Ricardo Gondim
"Não sei explicar as razões de minha fé. Não sei dizer os porquês de minha devoção. Sinto-me inadequado para convencer os indiferentes. Como fazer que desejem o mesmo sal que tempera o meu viver? Limitado, reconheço que tudo o que sei sobre o Divino é provisório. Não tenho como negar, minhas convicções vacilam. As certezas que me comovem são, decididamente, vagas. Sei tão somente que Ele se tornou a minha meta, o meu norte, a minha nostalgia, o meu horizonte, o meu atracadouro. Empenhei o futuro para seguir os seus passos invisíveis. No dia em que o chamei de Senhor, a extensão do meu meridiano se alongou e os fragmentos de meu mapa existencial se encaixaram. Ao seu lado, caíram os tapumes da minha estrada e o ponteiro da minha bússola se imantou.

Sei tão somente que Ele se fez residente no campus dos meus pensamentos. Presente nos vôos da minha imaginação, transformou-se no mais doce ponto de minhas interrogações. Causa de toda inquietação, tornou-se a fonte de minha clarividência.

Sei tão somente que Ele se desfraldou como flâmula sobre meus ombros. Por amar tanto e tão formidavelmente, cilício, purgações, sacrifícios, tudo foi substituído por desassombro. No porão da tortura, nos suplícios culposos, achei um ambulatório, o seu regaço.

Livros contábeis, que registravam meus erros, foram rasgados. Encaro a eternidade com a sensação de que as sentenças estão suspensas. Já não fujo dEle como de um Átila. Eu o chamo de Clemente.

Sei tão somente que Ele ardeu o delicado filamento que acendeu a luz dos meus olhos. Ele foi o mourão que marcou o outeiro de minha alma; sou um jardim fechado. Ele é o badalo que dobra o sino do meu coração e o alforje onde guardo acertos e desacertos do meu destino.

Sei tão somente que Ele me fascina com a sua luz refratada em muitos matizes. Dele vem o encarnado que tinge a minha face com o rubor do sol. Seu amarelo me brinda com o açafrão do mistério transcendental. Vejo um roxo que me colore de púrpura real. Seu branco é lunar e me prateia. Seu preto me imprime de um nanquim celeste. Por sua causa, a minha alma espelha o azul dos oceanos virgens.

O que dizer de Deus? Tão pouco! Calado, só espero que o meu espanto celebre o tamanho da minha reverência."

Hildeide B Torres
"Estava pensando acerca de como falar de Deus quando encontrei o texto de Ricardo Gondim, que postei aqui no outro dia. Sabe quando a gente encontra alguém que diz tanto o que a gente queria dizer, que parece nada mais haver para ser dito? Foi assim...


Também não sei explicar o que me faz amar a Deus. Não é a igreja, não é a função clerical, não é o serviço ou o culto. Não é nada tangível, ou visível aos olhos... Amar a Deus é assim, como estar num ônibus de madrugada, sentindo frio, cansada e sem vigor para enfrentar um monte de reuniões no dia seguinte, cheia de problemas insolúveis perturbando a alma, e erguer os olhos para ver uma lua como há muito não via... E esquecer de mim, da vida, do mundo todo, porque existe uma lua cheia no céu mesmo quando o coração está em pedaços...

Deus não existe simplesmente, porque muitas coisas existem e não são. Não. Deus não existe, Deus é... E ser é a essência dele. Ser o que ninguém espera. Deus é este mágico travestido de criança, brincando e sorrindo na minha frente, nos olhos das minhas filhas. Deus é a poesia da música que elas fazem, para me lembrar das poesias que eu fazia antigamente, quando não tinha tanta coisa na cabeça e, para dizer a verdade, muito mais coisa que valia a pena no coração. Deus é aquele que reordena essas minhas prioridades tão equivocadas e que me entende quando eu não me entendo...

Deus é esta saudade no meu peito, é esse sonho teimoso na minha alma, a única coisa que me mantém de pé no meio das insanidades deste mundo... Deus é meu refúgio secreto, é a mão invisível que guarda minhas lágrimas. Eu encontrei nele um sentido que faz a vida possível e uma razão única para pensar que existe algo além desta vida... e, para ser sincera, nem me preocupo com o céu, nem com os tesouros tão propalados da vida no além... Se me fosse possível adentrar a eternidade para me perder na imensidão dele, como uma névoa que se dispersa sob o sol, então eu encontraria a plenitude... existir nele e nele estar, sem precisar consciência ou razão, só a alegria de abrir os braços ao infinito... Ele é a alegria e a liberdade de comer manga com as mãos e não se preocupar em limpar o queixo. Ele é o gosto único da água fria de nascente no meio do mato, que a gente nunca mais vai beber igual... Ele é o mistério daquela folhinha no meio da grama, que a gente toca e se fecha todinha... Ele é a cor súbita do peixe na vara de pescar e o gosto inigualável de comer o que a gente pegou com a mão no pé de fruta. Ele é a dor insuperável de uma contração de parto que explode em duas bolinhas de jabuticaba olhando você pela primeira vez, e o som do primeiro choro que te faz esquecer como é dura a vida e lembrar como é boa e fugaz a felicidade...

Ele é o bicho do mato que aparece no meio da estrada quando você está viajando sozinha e passa tão depressa que não te deixa ver o detalhe, só para te ajudar a exercer a imaginação tão enferrujada... Ele é a vontade que eu tenho de passar a mão num urso panda...

Ele é toda a minha vontade de céu... por causa dele, eu podia chegar lá só para ver seu rosto e morrer de novo para sempre que nem ia ligar... vê-lo só uma vez vale uma eternidade inteira... eu o amo porque ele é a única coisa que vale a pena, a única coisa que podemos dizer com certeza que é da gente...

Sim, ele é meu... é o meu Deus... tu és o meu Deus, a minha alma anseia por ti, o meu corpo te almeja, meu coração bate porque o teu bate... eu te amo, Senhor, te amo como eu posso, jamais como tu mereces... tu és a minha riqueza e só em ti encontro a paz... "

retorno!

hoje é dia de volta as aulas!

tenho turmas de Educação Infantil, Ensino Fundamental 1 e 2... 

ansiedade geral no colégio... muito bacana, bom demais!

Saudade de todos!

Tudo igual? talvez melhor...  com certeza melhor.
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