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domingo, 27 de junho de 2010

Comentário sobre o Plano para a Vida e a Missão - PVM - da Igreja Metodista


Comentário sobre o Plano para a Vida e a Missão - PVM - da Igreja Metodista

Ao lermos o Plano para a Vida e a Missão da Igreja Metodista do Brasil percebemos um discurso predominantemente pautado em um pensamento libertador, com extensa contribuição de ideias do educador Paulo Freire, assim, “comprometida com uma prática libertadora, recriando a vida e a sociedade segundo o modelo de Jesus Cristo e questionando os sistemas de dominação e morte” (PVM, p.49). Fica-nos evidente, inclusive, a percepção de uma concepção de Ser Humano que trata-o de maneira global, e não de forma cartesiana, fragmentada, visando a “educação integral da pessoa” (PVM, p.46) em “todas as dimensões de nossa vida” (PVM, p.36), assim, o “Metodismo demonstra permanente compromisso com o bem-estar da pessoa total, não só espiritual, mas também seus aspectos sociais” e os metodistas “combatem tenazmente os problemas sociais que oprimem os povos e as sociedades” (PVM, p.38). Ao assumirmos, enquanto igreja, essa postura, consideraremos, não obstante, um cristianismo relacional através do relacionamento entre nós mesmos – como sociedade -, entre o eu e Deus – espiritualidade individual, atos de piedade – e entre nós (corpo de Cristo) e Deus, por isso, o “Metodismo requer vida de disciplina pessoal e comunitaria” crendo que “tornar o cristianismo uma religião solitária, é, na verdade, destruí-lo” (PVM, pp.37-38). Esse pensamento nos remete a Edgar Morin quando, em sua Teoria da Complexidade, adverte-nos a intrincada teia de relações as quais fazemos parte, a “cadeia produtiva/destrutiva das ações mútuas das partes sobre o todo e do todo sobre as partes” (MORIN, 2005, p. 64). Fazemos parte de um todo – Corpo de Cristo – e somos responsáveis também por ele, pois nossas ações afetam diretamente este todo, por isso a necessidade de pensarmos e refletirmos sobre nosso relacionamento com Deus, com o próximo e de todo o Corpo com Deus. De acordo com MORIN (2005)

há um tecido interdependente, interativo e inter-retroativo entre o objeto de conhecimento e seu contexto, as partes e o todo, o todo e as partes, as partes entre si. Por isso a complexidade é a união entre a unidade e a multiplicidade. (MORIN, p. 38)

Dessa forma, na reflexão das relações, pode-se diminuir gradativamente o paradigma ideológico de dominador-dominado, opressor-oprimido, denunciando “por palavras e pela prática, todas as forças e instrumentos que oprimem e destróem a vida humana” (PVM, p.41), estabelecendo-se uma igualdade maior e real nas relações interpessoais, de tal forma a, como dizia Marcel Mauss, “recompor o todo” (MAUS apud MORIN, 2005, p.37) e valorizando-se, ou mesmo valorando-se, a vida.
Entendemos então que a salvação de um ser humano se dá em sua completude, nos aspectos social, moral, político, econômico, e cremos que Jesus Cristo veio para salvar-nos, oferecendo esta salvação abrangente. Reforçamos que nas linhas deste documento há um discurso abertamente influenciado por um de nossos maiores pensadores da Educação, Paulo Freire. Por esse viés, somos levados a refletirmos sobre a nossa práxis cristã no que tange à prática educativa, pois devemo-nos enxergar a todos como educadores ativos em todos os ambientes que frequentamos. Nossa práxis cristã deveria levar-nos a quebrar o paradigma de opressão e detenção de poder, ou, ao menos, instrumentalizar a sociedade para que transforme-se criticamente, bem como ser auxiliada pela educação em nossas Igrejas, que deveria ter esse mesmo intuito, partindo da relação educador-educando. No documento há essa nítida defesa da igualdade social quando diz “criar estruturas e instrumentos que visem ao desenvolvimento da consciência nacional para promoção dos discriminados e marginalizados” (PVM, p.46) e ainda

para que haja vida, são necessários comunhão e reconciliação com Deus e o próximo, direito à terra, habitação, alimentação, valorização da família e dos marginalizados da família, saúde, educação, lazer,participação na vida comunitária, política e artística, e preservação da natureza (At 2.42; 2 Co 5.18-20; Jo 10.10, 15.5; I Jo 1.7) (PVM, p. 44)

e

para que haja trabalho, é necessário haver humanização do trabalho, melhor distribuição de riqueza, organização e proteção do trabalhador, segurança, valorização, oportunidade para todos de salários e empregos (Êx 23.12-13; Jr 23.12; Lv 19.13-14, 25.35-38; Dt 24.14-15; Sl 72) (PVM, p.44)

Presume-se então que a Missão da Igreja é levar e viver um Evangelho pleno, que supra as necessidades, preservando e promovendo a vida.

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