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segunda-feira, 26 de abril de 2010

contradição II...


Já repararam como nossas ED´s estão cada vez mais iguais ao que sempre foram: tradicionais e fragmentadas?

Tradicionais na sua concepção pedagógica e, principalmente, em sua prática. Não me refiro, neste caso, `a práxis pois não há um processo de ação-reflexão-ação, logo não há práxis. Falamos tanto em uma educação que pense no indivíduo como um todo, e como parte de um todo, porém, onde deveria haver uma crescente preocupação em libertação do indivíduo oprimido e alienado, há apenas a repodução dessa alienação.
Documentos lindos jazem nos arquivos, e em algumas memórias, discursando sobre o papel da igreja na educação e sobre as diretrizes educacionais que permeariam (e deveriam) nossa, aí sim, educacional. A influencia de Paulo Freire é nítida, com sua pedagogia do oprimido, pedagogia da libertação, praxis libertária, ou outro termo a sua escolha. Há uma total preocupação com o desenvolvimento global do ser humano e na promoção de atitudes que valorizem a vida.

E isso há mais de vinte anos atrás.

Mas, então, porque as nossas aulas de ED são, sobremaneira, conteudistas e reprodutoras de valores descontextualizados? Já repararam como, em muitas ED´s, as crianças decoram e decoram versículos bíblicos, mas não refletiram sobre? E o quanto o profo não estimula ao questionamento do que aquilo significa ou o que ele entende sobre aquilo?

Não há "leitura de mundo" (P. Freire). Assim, citando-o novamente, "a leitura do mundo precede a leitura da palavra", e quando não contribuimos dessa forma, o que estamos então fazendo?
Falamos em desenvolvimento global e libertação em todos os aspectos do ser humanos, mas não contribuimos sequer com a alfabetização das crianças!
Quantos desenhos de colorir são passados! O que isso significa!?
No pouco contato que tive com a pedagogia Waldorf, tive algumas elucidações muito interessantes. Se repararem nos trabalhos artísticos, desenhos mesmo, antroposóficos, repararão que não há contornos como nós os fazemos. Por que? Notem a ideologia implícita: o que é mais importante, o que está dentro, ou fora? Não é uma atividade dirigida, imposta pelas linhas e contornos, e sim, CRIAÇÃO. O que vemos no mundo não são os contornos, e sim o espaço preenchido por cores. São as diferenças de cores que determinam as formas e os contornos. Fazer uma criança desenhar os contornos com linhas seria forçar um desenvolvimento intelectual precoce, já que contorno sem as cores é uma abstração que não corresponde à realidade percebida pela visão.

Isso é só um exemplo.

O que vemos são um amontoado de atividades que não respeitam o desenvolvimento individual, com conteúdos que, apenas graficamente, condizentes a faixa etária. Digo graficamente pois se tem pensado apenas em atividades que chamem a atenção, sejam juvenis, jovens ou adultos!

Porém, quantas situações de aprendizagem são desperdiçadas...

Quando falo em elucidação me remete a Phillip Perrenoud, que nos reforça justamente isto: o docente precisa estar sempre lúcido!

Quantos profs de ED estão lúcidos????

Um comentário:

  1. ontem eu tava ouvindo um pastor pregar e ele dizia que as pessoas estao esquecendo de estudar as coisas que realmente pesam na nossa vida cristã. Ngm reflete mais sobre o evangelho como refletia, e da forma que deve se pensar sobre. Isso precisa mudar!

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