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terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Haiti...


Na Assembléia Docente do IMS (Instituto Metodista de Ensino Superior), a qual estive presente me apresentando no momento devocional, o Pastor Luis Carlos Prates trouxe-nos a tona uma reflexão muito pontual sobre a tragédia haitiana. Tanto se fala na ajuda humanitária a este país que historicamente já estava devastado por guerras civis e desumanização. E a ajuda humanitária estava presente. Tropas da ONU, missões religiosas... Mas e os nossos olhos... Esses mesmos, meus, seus... ou melhor: nossos olhares, onde estavam focados? Estavam focados nessa desigualdade social deste país? Focados então na desvalorização da vida que ocorre (e sempre ocorreu) naquele país? Na violência? Nas milícias armadas? Na fome, na miséria e no desemprego? ...

Ou nem sabíamos da existência de tal país? Talvez soubessemos sua localização geográfica...


Mas nossos olhares não se importavam com tudo isso... nossos olhares não se voltavam às injustiças que oprimem aquele povo... nossos olhares não se voltavam à opressão, não se voltavam aos oprimidos...

Agora, hipocritamente, dizemos que sofremos com tantas perdas...

Quantas vidas foram perdidas no Tsunami tailandês? e como está lá agora? não sabemos pois não nos importamos com os oprimidos...

Não nos importávamos com os oprimidos, com o grito dos oprimidos deste povo haitiano e, agora, continuamos a não nos importar... queremos apenas ter nossas consciencias tranquilas...

Quando será a próxima tragédia? De que povo falaremos em ajudar quando já for tarde demais para uma ajuda real?

Ficamos aqui, imóveis e passivos diante da opressão de um ser humano contra outro ser humano...

Se não tomarmos atitudes de defesa e de valorização da vida humana, o que faremos então?

Não podemos continuar sendo todos omissos...

Como amar o próximo se não voltarmos nossos olhares a ele? Estarmos juntos...
Gostamos de mostrar pesar pelo próximo "distante" haitiano... mas o nosso próximo mais próximo, queremos nos distanciar...
Deixamos nossos próximos esperando uma reação nossa...

E ela não vem...

Pois temos construído conhecimentos distorcidos acerca de religiosidade e espititualidade...
E, consequentemente, temos um conhecimento distorcido acerca de nós mesmos, filhos de Deus... Assim, o individualismo quer imperar até nas ajudas humanitárias... O individualismo espiritual, o individualismo material, o individualismo religioso, o individualismo solitário e depressivo que mata o diálogo e nos afasta de Deus... e nos afasta de todos, e nos afasta de nós mesmos...

Mas se apenas começarmos a olhar para o nosso próximo mais próximo, bem chegado mesmo (que não o próprio eu), é um a priori para revolucionarmos a sociedade, para transformarmo-nos... acabando com um pouco da hipocrisia... O Haiti, se não está em nós, está bem próximo de nós... e não me refiro ao terremoto, mas sim à opressão e a desvalorização da vida... e não digo isso me referindo a nossa própria guerra-civil entre o crime organizado e a sociedade, mas me refiro a desvalorização da vida em pequenos gestos... como não cumprimentar o porteiro ou jogar lixo na rua ou comprar produto ilegal...

olhar o mundo e ao próximo com o olhar de Jesus, eis nosso desafio...

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