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terça-feira, 28 de abril de 2009

Taumaturgos Contemporâneos


Sabemos que no tempo de Jesus, Ele "competia" com muitos taumaturgos que realizavam curas e milagres. Jesus curou, Jesus libertou, Jesus realizou milagres, sim, lógico, tá na Bíblia, aliás, fez muito mais do que está escrito (Jo 21.25)!!! Mas o que Jesus pedia após realizar curas e milagres? Vejamos:
Mc 5.43 "Mas Jesus ordenou-lhes expressamente que ninguém o soubesse"
Mc 7.36 "Mas lhes ordenou que a ninguém o dissessem"
Lc 5.14 "Ordenou-lhe Jesus que a ninguém o dissesse"
Lc 8.56 "... mas Ele lhes advertiu que a ninguém contasse o que havia acontecido"
e outras mais... Mas conseguimos ter uma idéia do "marketing" de Jesus, ou da ausência de marketing do mestre.
Se devemos "seguir seus passos", porque tanta autopromoção em cima dos milagres que se realizam nos templos de hoje?
Será que hoje, Jesus faria essa venda de milagres, divulgando na Net, e nos programas que infestam as redes de televisão (até pouco tempo atrás, a imagem da besta!). Ouve-se nas rádios evangélicas e vê-se nas televisões não-cristãs "Venha encontrar seu milagre AQUI!" ou "ESTA é uma igreja de milagres!". Quantas vezes lemos na Bíblia Jesus dizendo: "Eu te curei! Venha até mim pois você precisa de um milagre urgente!". Ou não disse "tua fé te salvou"?
Não consigo imaginar um Jesus gritanto "Realizo o teu milagre!!!" em praça pública...
Jesus oferece a salvação do ser humano na sua totalidade... o lance Dele não era curar, e sim salvar... salvar o Homem Bio, o Homem Psiquè, o Homem Espírito, o homem na sua globalidade (triúno por sinal).
e BASTA dessa taumaturgia marqueteira.... BASTA de Eu-vangélicos...

Pax e Shalom

sexta-feira, 24 de abril de 2009

"Uma visão sem ação não passa de um sonho. Ação sem visão é só um passatempo. Mas uma visão com ação pode mudar o mundo"


Estive ontem em uma reunião muito importante para a nossa Igreja. Agora estou participando da Câmara Regional de Educação Cristã, da Igreja Metodista 3re.
Reunimo-nos no CEMEC com o Pr Ronald e várias propostas e idéias foram apresentadas, já adiantando-se um anteprojeto de educação cristã para a Região. Também várias ações já foram planejadas até metade de 2010. Mas a visão de Educação é a que mais me cativou. Pude sentir e ver a concepção de Ser Humano que as pessoas (metodistas) ali reunidas tem, então desta forma, os passos a serem dados serão focadas no Ser Humano, no aprendiz, norteadas e guiadas pela Palavra de Deus.
Que o Senhor nos guie nesta jornada tão importante!

Falando em CEMEC, meu curso de Evangelista está bom demais! Só professores ótimos!
Amanhã tenho aula e ainda estou terminando um trabalho que entregarei amanhã... Sobre o Livro de Rute, contexto histórico e mensagens implícitas.

Além disso tem o TCC, agora tenho que ler M. Foucault e Merleau-Ponty.

sábado, 18 de abril de 2009

O pastor reformado (e aprovado)

postado por Sandro Baggio in http://www.sandrobaggio.com/

Baxter

Acho que foi em 2002 que ouvi o Mark Driscoll da Mars Hill Church em Seattle, EUA, recomendar um livro chamado The Reformed Pastor (título em português, O Pastor Aprovado, pela editora PES) que eu comprei na época, mas acabou ficando na estante todos esses anos. Nas últimas semanas decidi tirá-lo da prateleira e dar uma lida em alguns parágrafos. O texto é bem antigo, escrito em 1656 (isso mesmo!) pelo pastor puritano Richard Baxter. Transcrevo abaixo um breve trecho que me confortou (Ufa! Não estou só!) e me exortou (preciso da ajuda do Espírito para ser paciente e perseverante no serviço aos santos). Este post vai especialmente para todos os pastores, practitioners e obreiros cristãos que acompanham esse blog.

Temos que suportar muitos abusos e ofensas daqueles a quem estamos fazendo o bem. Depois de termos dado bastante atenção à situação deles, depois de termos orado e suplicado com eles e por eles, depois de os termos elevado e de nos termos desgastado por eles, ainda precisamos ter mais paciência com eles. Ainda podemos esperar que, depois de termos olhado por eles como se fossem os nossos próprios filhos, alguns nos rejeitem com escárnio e até nos odeiem e nos desprezem. Lançar-nos-ão desdenhosamente em rosto a nossa bondade e nos verão como seus inimigos. Farão isso simplesmente porque lhes dissemos a verdade. Sim, quanto mais os amarmos, mais nos odiarão.
Tudo isso tem que ser aceito por nós, e ainda precisamos desejar inabalável e infatigavelmente fazer tudo o que for bom para eles. Precisamos persistir em instruir com mansidão os que se opõem (…). Deus poderá levá-los ao arrependimento. Mesmo quando eles menosprezarem e rejeitarem o nosso ministério e nos mandarem cuidar da nossa própria vida, devemos continuar cuidando deles com perseverança, desde que estamos tratando de pessoas desnorteadas que rejeitam o seu médico. Não obstante, devemos persistir na busca da sua cura. É deveras indigno o médico que se retira apenas por causa do linguajar tolo do paciente.(…)
Não esperemos que os estultos reajam agradecidamente como sábios. Nem todos podemos dizer estas coisas, porém talvez tenhamos que enfrentar más reações dirigidas a nós. Pode suceder que sejamos censurados e caluniados por nosso amor. Pode haver gente disposta a cuspir em nossos rostos, em vez de ser-nos grata por nosso conselho.
Todavia, estas são as espécies de provações que temos de aceitar como bons pastores. Servirão para testar-nos e para mostrar-nos se os restos do velho Adão ainda são bastante fortes em nós para fazer que nossos corações reajam com orgulho e raiva. É o novo homem em Cristo que pode reagir com mansidão e paciência. Como é triste, porém, quando muitos ministros do evangelho fracassam nesta prova!


sexta-feira, 17 de abril de 2009

2012, o ano em que faremos contato


Anda pensando em trocar seu smartphone? Espere quatro anos. Se depender da SonyEricsson, os aparelhos, em 2012, serão imbatíveis (até 2016, pelo menos).

sony2012

Um documento interno que ciruculou pela internet hoje mostra que o objetivo da empresa é ter, daqui a quatro anos, telefones com capacidade inimaginável atualmente. As câmeras dos celulares, que mal batem nos 5MP hoje (com raríssimas exceções), teriam até 20MP. A capacidade de gravar vídeo traria resolução full HD, coisa que nem as câmeras SLR têm ainda. A resolução da tela chegaria a 1024×768, algo que a maioria das televisões que funcionam no Brasil não suporta. E, para comlpetar, a velocidade de acesso à internet ultrapassaria os 100 Mbps.

Parece sonho? Hum… realmente parece, mas vamos por partes. O problema das câmeras de celulares, mesmo aquelas com mais de 5MP, não é a resolução, e sim as lentes, o zoom, o flash, o processamento da imagem, entre várias outras coisas que tornam uma foto num celular de 5MP muito pior do que uma foto numa câmera digital de 5MP. E a mesma lógica se aplica ao vídeo, lamento.

Outra: quem vai querer resolução de 1024×768 numa tela de três polegadas? Ou melhor, que diferença fará? E, por fim, seria genial um telefone com capacidade para trafegar dados em 100 Mbps. Mas as operadoras seguram o tranco?

É curioso ver como umas empresas enxergam o futuro de uma forma bem diferente de outras.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

O Pastor normal

Qualquer pastor/a é suscetível de entrar em crise no nosso tempo. A TV nos deixa espantados com todos aqueles milagres que passam ali e sabemos que o nosso povo está em massa assistindo a esses lideres virtuais. Um dia alguém me ligou esbaforido me avisando que tal pastor pediu para os membros avisarem seus líderes para ligar a tv para um recado importante. Virou meu líder por tabela! Vivemos num mundo em que a religião virou entretenimento com algumas pausas para comerciais morais. Sem falar naqueles milhões gastos para se manter em evidência.

A TV é uma fábrica de ilusões, e não é diferente quanto aos programas cristãos. Ninguém escapa, pois até a religião oficial do Brasil está imitando os grupos mais animadinhos para se manter em evidência e segurar a platéia! A crise é também da fé globalizada. Não digo que seja mentira muitas coisas que ali são mostradas, pois acredito no poder de Deus. A questão é a comparação feita a nós. Um Pastor ou Pastora bem resolvido sabe separar bem as coisas para não viver uma crise.

Aqueles homens da TV e mesmo aqueles que passam pelas nossas igrejas de vez em quando, são como caubóis: passam, dão seus tiros de exibição e vão embora. Não é para eles que os membros ligam as 3 da madrugada em crise conjugal. Não são eles que resolvem as picuinhas do dia a dia. Comer sal com a turma, como dizem os antigos, envolve vocação. Conheço pessoas muito famosas no meio cristão em cujas igrejas de origem são inexpressivas. Por quê tal carisma só funciona fora dali? Muitos deles já risquei da minha lista de networking. Faço eu mesmo o trabalho ou convido meus companheiros identificados não só pelo mesmo ideal teológico mas também devidamente em ordem na instituição.

Admiro mesmo esses homens e mulheres normais, aqueles cujo milagre é ficar anos a fio numa mesma congregação, edificando o povo com sua palavra e caráter. Eugene Peterson, um conselheiro à distância, escritor e pastor por 30 anos numa mesma congregação muito nos anima quando diz: propagandistas estão por aí mentindo para nós a respeito de como as congregações são e devem ser. Eles estão mentindo por dinheiro. Querem nos deixar descontentes com o que estamos fazendo a fim de que compremos deles uma solução que, prometem, irá restaurar a energia de nossas congregações... Todas as vezes que um pastor/a abandona uma congregação devido ao tédio, à raiva ou à inquietação, a vocação pastoral de todos nós é enfraquecida. Cuidado com os espetáculos, pois, como nos programas de tv, pode ser em grande parte ilusão. Se você pautar seu ministério pelo teatro que estão fazendo ou que muitos fazem, seu ministério realmente será um fracasso.

Como Peterson nos disse, tais mensagem que chegam até nós e aos nossos irmãos da igreja e dão a entender que não somos mesmo pessoas de sucesso. Creio então que devemos medir nossa vocação pela seriedade e paz com Deus, sem nos dirigirmos às comparações. Entender que cada um tem um ministério especifico e que a diversidade faz parte do Corpo. Ser um Pastor ou Pastora normal é ter bem claro o chamado, ter um bom plano de ação pessoal e jamais se enredar pelas comparações nem se deixar abater por elas. Então declaro minha solidariedade e apreço a todos os meus irmãos e irmãs, normais, companheiros de vocação. Nosso trabalho já foi aceito pelo Pai, que a tudo vê e conhece. Não julguemos nem nos dediquemos a discussões que não colaboram para o crescimento do Reino; mas também não nos sintamos inferiores por nada.

Shalom.

Rev.Fábio Alcântara, Igreja Metodista em Guarapuava, PR

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Escutatória







Por: Rubem Alves










Sempre vejo anunciados cursos de oratória. Nunca vi anunciado curso de escutatória. Todo mundo quer aprender a falar... Ninguém quer aprender a ouvir. Pensei em Oferecer um curso de escutatória, mas acho que ninguém vai se matricular. Escutar é complicado e sutil. Diz Alberto Caeiro que... Não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. É preciso também não ter filosofia nenhuma.
Filosofia é um monte de idéias, dentro da cabeça, sobre como são as coisas. Para se ver, é preciso que a cabeça esteja vazia. Parafraseio o Alberto Caeiro:
Não é bastante ter ouvidos para ouvir o que é dito.
É preciso também que haja silêncio dentro da alma.
Daí a dificuldade: A gente não agüenta ouvir o que o outro diz sem logo dar um palpite melhor... Sem misturar o que ele diz com aquilo que a gente tem a dizer. Como se aquilo que ele diz não fosse digno de descansada consideração...
E precisasse ser complementado por aquilo que a gente tem a dizer, que é muito melhor. Nossa incapacidade de ouvir é a manifestação mais constante e sutil de nossa arrogância e vaidade.
No fundo, somos os mais bonitos... Tenho um velho amigo, Jovelino, que se mudou para os Estados Unidos estimulado pela revolução de 64.
Contou-me de sua experiência com os índios: Reunidos os participantes, ninguém fala. Há um longo, longo silêncio.
Vejam a semelhança...
Os pianistas, por exemplo, antes de iniciar o concerto, diante do piano, ficam assentados em silêncio... Abrindo vazios de silêncio... Expulsando todas as idéias estranhas. Todos em silêncio, à espera do pensamento essencial. Aí, de repente, alguém fala. Curto. Todos ouvem. Terminada a fala, novo silêncio. Falar logo em seguida seria um grande desrespeito, pois o outro falou os seus pensamentos... Pensamentos que ele julgava essenciais. São-me estranhos. É preciso tempo para entender o que o outro falou. Se eu falar logo a seguir... São duas as possibilidades.
Primeira: Fiquei em silêncio só por delicadeza.
Na verdade, não ouvi o que você falou.
Enquanto você falava, eu pensava nas coisas que iria falar quando você terminasse sua (tola) fala.
Falo como se você não tivesse falado.
Segunda: Ouvi o que você falou. Mas, isso que você falou como novidade eu já pensei há muito tempo. É coisa velha para mim. Tanto que nem preciso pensar sobre o que você falou.
Em ambos os casos, estou chamando o outro de tolo. O que é pior que uma bofetada.
O longo silêncio quer dizer: Estou ponderando cuidadosamente tudo aquilo que você falou. E, assim vai a reunião.
Não basta o silêncio de fora. É preciso silêncio dentro. Ausência de pensamentos. E aí, quando se faz o silêncio dentro, a gente começa a ouvir coisas que não ouvia.
Eu comecei a ouvir. Fernando Pessoa conhecia a experiência... E, se referia a algo que se ouve nos interstícios das palavras... No lugar onde não há palavras. A música acontece no silêncio. A alma é uma catedral submersa. No fundo do mar - quem faz mergulho sabe - a boca fica fechada. Somos todos olhos e ouvidos.
Aí, livres dos ruídos do falatório e dos saberes da filosofia, ouvimos a melodia que não havia... Que de tão linda nos faz chorar.
Para mim, Deus é isto: A beleza que se ouve no silêncio.
Daí a importância de saber ouvir os outros: A beleza mora lá também. Comunhão é quando a beleza do outro e a beleza da gente se juntam num contraponto.

Políticos obrigados a colocar seus filhos na escola pública

PROJETO DE LEI DO SENADO, Nº 480 de 2007

Determina a obrigatoriedade de os agentes públicos eleitos matricularem
seus filhos e demais dependentes em escolas públicas até 2014.

Trata-se de um movimento de apoio à idéia do senador Cristovam Buarque, que era candidato a presidente com a proposta da educação. Ele apresentou um projeto de lei propondo que todo político eleito (vereador, prefeito, deputado, etc.) seja obrigado a colocar os filhos na escola pública.As conseqüências seriam as melhores possíveis.. Quando os políticos se virem obrigados a colocar seus filhos na escola pública, a qualidade do ensino no país irá melhorar. E todos sabem das implicações decorrentes do ensino público que temos no Brasil..

ALÔ SENADO : 0800 612 211

http://www.senado. gov.br/sf/ atividade/ Materia/detalhes .asp?p_cod_ mate=82166


PROJETO DE LEI DO SENADO, Nº 480 de 2007

Determina a obrigatoriedade de os agentes públicos eleitos matricularem seus filhos e demais dependentes em escolas públicas até 2014.

O CONGRESSO NACIONAL decreta:

Art. 1º Os agentes públicos eleitos para os Poderes Executivo e Legislativo federais, estaduais, municipais e do Distrito Federal são obrigados a matricularem seus filhos e demais dependentes em escolas públicas de educação básica.

Art. 2º Esta Lei deverá estar em vigor em todo o Brasil até, no máximo, 1º de janeiro de 2014.Parágrafo Único. As Câmaras de Vereadores e Assembléias Legislativas Estaduais poderão antecipar este prazo para suas unidades respectivas.

JUSTIFICAÇÃO = No Brasil, os filhos dos dirigentes políticos estudam a educação básica em escolas privadas. Isto mostra, em primeiro lugar, a má qualidade da escola pública brasileira, e, em segundo lugar, o descaso dos dirigentes para com o ensino público. Talvez não haja maior prova do desapreço para com a educação das crianças do povo, do que ter os filhos dos dirigentes brasileiros, salvo raras exceções, estudando em escolas privadas.
Esta é uma forma de corrupção discreta da elite dirigente que, ao invés de resolver os problemas nacionais, busca proteger-se contra as tragédias do povo, criando privilégios. Além de deixarem as escolas públicas abandonadas, ao se ampararem nas escolas privadas, as autoridades brasileiras criaram a possibilidade de se beneficiarem de descontos no Imposto de Renda para financiar os custos da educação privada de seus filhos. Pode-se estimar que os 64.810 ocupantes de cargos eleitorais vereadores, prefeitos e vice-prefeitos, deputados estaduais, federais, senadores e seus suplentes, governadores e vice-governadores, Presidente e Vice-Presidente da República - deduzam um valor total de mais de 150 milhões de reais nas suas respectivas declarações de imposto de renda, com o fim de financiar a escola privada de seus filhos alcançando a dedução de R$ 2.373,84 inclusive no exterior.
Considerando apenas um dependente por ocupante de cargo eleitoras. O presente Projeto de Lei permitirá que se alcance, entre outros, os seguintes objetivos:

a) ético: comprometerá o representante do povo com a escola que atende ao povo;

b) político: certamente provocará um maior interesse das autoridades para com a educação pública com a conseqüente melhoria da qualidade dessas escolas;

c) financeiro: evitará a "evasão legal" de mais de 12 milhões de reais por mês, o que aumentaria a disponibilidade de recursos fiscais à disposição do setor público, inclusive para a educação;

d) estratégica: os governantes sentirão diretamente a urgência de, em sete anos, desenvolver a qualidade da educação pública no Brasil. Se esta proposta tivesse sido adotada no momento da Proclamação da República, como um gesto republicano, a realidade social brasileira seria hoje completamente diferente. Entretanto, a tradição de 118 anos de uma República que separa as massas e a elite, uma sem direitos e a outra com privilégios, não permite a implementação imediata desta decisão. Ficou escolhido por isto o ano de 2014, quando a República estará completando 125 anos de sua proclamação. É um prazo muito longo desde 1889, mas suficiente para que as escolas públicas brasileiras tenham a qualidade que a elite dirigente exige para a escola de seus filhos.

Seria injustificado, depois de tanto tempo, que o Brasil ainda tivesse duas educações - uma para os filhos de seus dirigentes e outra para os filhos do povo -, como nos mais antigos sistemas monárquicos, onde a educação era reservada para os nobres. Diante do exposto, solicitamos o apoio dos ilustres colegas para a aprovação deste projeto.

Sala das Sessões, Senador CRISTOVAM BUARQUE

* Mas, não estamos em um país que se diz democrático? tal medida chega a ser uma imposição quase ditatorial. Nossos dirigentes não podem ter direito de escolha? Acredito que medidas assim só nos fazem retroceder...

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Prostitutos Cultuais!


por João A. de Souza filho, no blog da Revolunção

Eu estava tentando encontrar um adjetivo para qualificar os atuais cantores e pregadores que cobram elevadas somas em dinheiro para pregar ou cantar nas igrejas e em conferências promovidas por evangélicos, e achei que “mercador da fé” não é um adjetivo apropriado, porque é simples demais para nominar tais pessoas. Pois bem. Vejo esses exploradores da boa-fé evangélica como prostitutos cultuais – que é a tradução da versão atualizada – para os que se prostituíam junto aos templos pagãos e que depois passaram a se prostituir diante do templo do Senhor em Jerusalém. Porque os prostitutos (as) cultuais mencionados na Bíblia exploravam os que se dirigiam ao templo para adoração oferecendo-lhes um pouco de orgia – orgia sexual revestida de espiritualidade, como alguns desses a que me refiro que falam línguas, profetizam, oram pelos enfermos, são místicos e super espirituais… Mas orgiofantes (como os sacerdotes que prestavam culto a Dionísio).

Os prostitutos e prostitutas cultuais, comuns nos templos pagãos passaram a conviver com os adoradores junto ao templo de Jerusalém, indicativo de uma deformação espiritual da nação de Israel. Não estou afirmando que é comum tais pessoas se prostituir de verdade, em orgias sexuais; estou afirmando, isto sim, que sempre que uma pessoa se afasta de Deus, comete prostituição com outros deuses – fato mencionado pelo próprio Deus em várias passagens do Antigo Testamento. Em Ezequiel 16 ele compara Israel a uma menina, que é cuidada por Deus, adornada e preparada para ser esposa, mas se prostitui com os povos vizinhos.

Deus se antecipou ao que poderia acontecer e recomendou a Moisés: “Das filhas de Israel não haverá quem se prostitua no serviço do templo, nem dos filhos de Israel haverá quem o faça… Não trarás salário de prostituição nem preço de sodomita à Casa do Senhor, teu Deus (Dt 23.17-18).

O que se vê hoje no Brasil é uma orgia espiritual, uma masturbação coletiva praticada por cantores e cantoras, pregadores e pregadoras, que não conseguiram fazer sucesso no mundo e encontraram na igreja um filão de negócio; o caminho para o enriquecimento à custa da espiritualidade dos irmãos.

Imagine o Lázaro da Bíblia, que Jesus ressuscitou dos mortos gravando seu cd e saindo pelo mundo a pregar nas igrejas, usando os recursos para comprar bens e imóveis em Atenas, Roma e Jerusalém. Imagine Dorcas, relatando sua ressurreição e insinuando aos irmãos por onde pregava que precisava de dinheiro para comprar máquinas de costura a fim de ajudar os pobres com maior eficácia, lucrando com a bênção alcançada. Eles seriam excluídos do rol de membros do céu pelos apóstolos. Pois sei que esses excrementos espirituais – e não há palavra melhor para descrever tais pessoas – cobram preços exorbitantes para pregar e cantar. Eu estava numa cidade pregando o evangelho e em várias cidades daquele Estado os irmãos se mobilizavam para ouvir o ex (que deve ter fracassado no mundo) cujo preço varia de 20 a 35 mil reais por apresentação. Este cantor que explora a espiritualidade do povo deve ganhar, pelo menos, com a agenda cheia em torno de cem mil reais por semana! Sim, porque fazem sucessos os ex-, sejam ex de quaisquer espécies. Ex que tocou na famosa banda do mundo; ex- que se prostituía com drogas, mas agora se prostitui com dinheiro. Prostituem-se com a fé. Sim, porque quais prostitutos cultuais do AT usam da espiritualidade para fazer orgia com o povo com o fim de levar o povo a se alegrar, enquanto eles ficam ricos.

Uma denominação pentecostal nutriu, alimentou e criou um pregador que cobra o exorbitante preço de quinze mil reais por pregação e nunca tomou uma atitude corretiva e disciplinar quanto a seu enriquecimento e vida pessoal; ao contrário, alimenta o sucesso desse mercador de dons. Balaão se sentiria envergonhado!

Assim, quando viajo pelo Brasil sinto no ar o odor fétido que eles deixam por onde passam; o odor da prostituição espiritual, o cheiro nauseabundo que costumam exalar os espiritualmente mortos. Que se prostituem espiritualmente e que levem pastores, líderes e povo à prostituição com eles é inegável, e não é de se duvidar de que se prostituam literalmente em seus confortáveis quartos de hotel. Pregadores e cantores que fazem exigências incomuns; que não aceitam fazer uma refeição na casa de irmãos; apenas em restaurantes que servem a La Carte. Que não se contentam com os bons hotéis e se não houver os melhores, recusam-se participar de eventos a menos que suas exigências sejam atendidas.

Os culpados são os líderes que atraídos pela ganância financeira esperam obter lucros com os gananciosos. Certamente porque muitos pastores, apóstolos e líderes se prostituíram espiritualmente, empolgados com as riquezas deste mundo, sonhando com mansões no litoral brasileiro e nas famosas cidades dos Estados Unidos.

Que posso dizer? Afirmar que alguns desses pastores que apóiam tais cantores e pregadores, juntamente com estes sejam descendentes de Balaão – que se prostituiu e usou de seus dons para ensinar Balaque a armar ciladas para os filhos de Israel – seria ofender o profeta do Antigo Testamento, que por seu pecado foi morto por Josué. Quem sabe possuem o DNA de Judas, ou são da mesma linhagem espiritual que vendem o nosso Senhor em troca das benesses de Mamom. Pedro e Judas descreveram tais cantores, pregadores e pastores com adjetivos pouco recomendáveis, afirmando que estes “andam em imundas paixões e menosprezam qualquer governo. Atrevidos, arrogantes, não temem difamar autoridades superiores… Considerando como prazer a sua luxúria carnal em pleno dia, quais nódoas e deformidades, eles se regalam nas suas próprias mistificações, enquanto banqueteiam junto convosco; tendo os olhos cheios de adultério e insaciáveis no pecado, engodando almas inconstantes, tendo coração exercitado na avareza, filhos malditos; abandonando o reto caminho, se extraviaram, seguindo pelo caminho de Balaão, filho de Beor, que amou o prêmio da injustiça… Esses tais são como fonte sem água, como névoas impelidas por temporal. Para eles está reservada a negridão das trevas”

Por mistificações o apóstolo está se referindo aos que usam dos dons espirituais para se sobrepor aos demais; eles têm dons, são místicos e falam como se uma nuvem de transcendência divina repousasse sobre eles.

Faz-se necessária uma limpeza na igreja, a Casa de Deus, como fizeram Asa e Josafá. Asa tirou de cena sua própria mãe e “removeu os prostitutos cultuais” que usavam o templo como local de prostituição. Josafá ainda precisou intensificar a reforma, porque, de tempos em tempos os aproveitadores da boa vontade do povo; os exploradores da espiritualidade das pessoas, tais como eram os filhos de Eli aparecem na igreja de Deus (1 Rs 15.12; 22.47).

Uma igreja rameira serve de alcova para os exploradores da espiritualidade do povo. E Deus haverá de limpar sua igreja.



João A. de Souza filho
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