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sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Suzano 6

Semana de Formação de Professores da Rede Municipal de Suzano - SP
Composição e Compositores: Agentes Sócio-Culturais
28, 29 e 30 de janeiro de 2009

Confiram um pouco da produção textual que eles fizeram nesta oficina.
Foi um encontro com muitos sentimentos dormentes, pessoas ávidas em serem desatadas (bom, nem todas!) que proporcionaram momentos muito emocionantes. Realmente rolou uma manifestação cultural-artística, tocante!
Realmente a diversidade e o pluriculturalismo é subjetivo, e os(as) participantes depararam-se com isso e puderam sentir-se artistas e também obras de arte.

PAX

0bs.: tentei publicar os desenhos e vídeos, mas o blogger ta dando pau...

Suzano 5...

CONTEMPORANEIDADE

Os acontecimentos que vivenciamos nos faz

PARAR


e refletir
com sabedoria

SABEDORIA
às vezes deixada de l a d o

LADO
a lado devemos viver juntos em união com as coisas boas da VIDA
que faz vida

encontradas nas ruas, pessoas vão e vem apressadas, preocupadas... desatentas e muitas vezes até sem saber porque simplesmente andam e se esbarram se esbarram na correria de todo dia

que fobia

e o tempo.........................................................................................é o tempo

novos tempos!

que tempo TEMOS?

Andréia Brito
Adejaci Moreira
Cristiane Alvarenga
Daisy Araújo
Iara Amaral
Michele Nascimento
Rita Maura

Participantes da Semana de Formação de Professores
da Rede Municipal de Suzano - SP
Composição e Compositores: Agentes Sócio-Culturais
28, 29 e 30 de janeiro de 2009

Suzano 4...

MAR...

de gente, multidão
de estrelas, constelação
de sentimento, emoção

de versos e letras, canção
de imagens tristes, compaixão
de pensamentos e idéias, inspiração

Eu sou começo, meio e fim
Sou vida a todo instante
desta forma me desenvolve e existo

sorrindo
e cantando
levo o tempo
a brincar

em mim, tudo se faz
sobre mim, tudo acontece
não há nada que de mim precise
que dentro de mim não esteja

a não ser algo que eu mesmo necessite
algo que não consigo explicar
mas é o que me acordar
e acreditar que tudo se completará

Pergunte-se: "Para mim, o que é mar?"
E, quando sua definição expressar
seja gente, estrela, sentimento, verso
e letra, imagem triste, pensamento e idéia

procure sempre lembrar
que quando resposta encontrar
terás sempre a necessidade
de sua opinião expressar!
(Ah! e sem medo de errar!!!)

Maurício
Silmara
Júlia
Márcia
Michele

Participantes da Semana de Formação de Professores
da Rede Municipal de Suzano - SP
Composição e Compositores: Agentes Sócio-Culturais
28, 29 e 30 de janeiro de 2009

Suzano 3...

QUEM SOMOS?

Sob olhares, tenho pouco tempo...
Olha a frente, vejo que, para outros, a vida começa
com tempo de tudo ver e compreender

A saída
será um pouco
Entender!

Sem a liberdade quem somos?
sem os sonhos quem somos?
sem amar quem somos?
sem dedicação quem somos?
sem consciência da realidade quem somos?
sem direitos e deveres quem seremos?

palavras para refletir, e
na reflexão teremos subsídios
suficientes
para agir
de forma capaz de
resolver
e sorrir.

Jacimara Ramos
Raquel Milene de S. Gonçalves
Jorge dos Santos
Sidnei Garcia Jorge
Edna dos Santos Geraldo
Maria Lúcia de Meneses Coelho
Cristiane Marinho
Ceila Lima Fiuza
Participantes da Semana de Formação de Professores
da Rede Municipal de Suzano - SP
Composição e Compositores: Agentes Sócio-Culturais
28, 29 e 30 de janeiro de 2009

Suzano 2...

SE FOR...

Professor é um artista
faz coisas difíceis
como o malabarista
e o equilibrista

Como todos os ofícios tem que ter coragem
para não perder seus objetivos de vista

Se for pelo -ista
estamos pior que o
motorista e frentista
pior até que um vigarista

Se for pelo -eiro
estamos pior que o
pedreiro (o que construímos?)

Se for pelo salário
"a gente vira salafrário"

Se for pra ser feliz
é melhor gostar de giz

Se for por amor
estamos bem por ser...
Professor!

Gorete Ap. Ferreira
Elaine Ap. F. dos Santos
Asiel Lopes dos Santos
Fabrício V. da Silva
Participantes da Semana de Formação de Professores
da Rede Municipal de Suzano - SP
Composição e Compositores: Agentes Sócio-Culturais
28, 29 e 30 de janeiro de 2009

SUZANO 1...

VIDA

O fenômeno da existência
que traz a consciência
dos sentidos em mim
sentida a cada instante
pulsação vibrante
traz a inquietação
maestrante de se reger
uma orquestra sem fim

Porém, nesse ritmo que marca
cada instante que passa
nos aproxima do fim.

(Letícia, Maibi, Rafaelle e Renata)
participantes da Semana De Formação de Professores
da Rede Municipal de Suzano, 28 e 29 jan/2009

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Uma visão sem ação não passa de um sonho...






Metodista ao quadrado!!!
Woow!!
Essa semana, além de ministrar o Curso de Formação de Professores em Suzano, o Colégio Metodista contratou-me!! Serei, em princípio, professor de oficina (no caso, oficinas de Violão Popular e Prática de Banda), e, a posteriore, quem sabe...
Bom Demais, terei, pelo menos, uns 100 alunos.
E a infraestrutura do colégio é excelente, o corpo docente nem se fale! Bom demais! As coordenadoras e a gestora, além de gente finíssimas, competentérrimas. GLÓRIA A DEUS!


Participei já de uma reunião de professores, e hoje (28/01) pela manhã, de uma reunião de pais.
Nesta última, a coordenação psicopedagógica do colégio passou um vídeo chamado "O Jogador de Estrelas", produzido e apresentado por Joel Arthur Barker, ou "the Paradigm Man".
Desenrola-se da seguinte forma: Um pensador, que toda manhã passeia pela praia antes de ir trabalhar, nota em dia específico que, ao longe, há uma pessoa ao que parece, dançando. Estranha tal ação e resolve aproximar-se aos poucos. Percebe então a tal pessoa, que estava supostamente "dançando", agachar-se, pegar uma estrela do mar na areia e arremesá-la, com cuidado, para o meio das ondas. E repetia este movimento. O pensador resolve então perguntar: "o que está fazendo?", tendo como resposta: "estou jogando as estrelas do mar de volta". O pensador então, ainda intrigado, reformula a pergunta: "mas porque fazes isto?", e a resposta: "simplesmente para devolvê-las ao mar, e o sol está muito forte, a areia está quente e seca, assim evito que elas ressequem e morram". O pensador então diz: "Mas pra quê continuar a fazer isso? Olha o tamanho da praia, quantas enseadas, e a enorme quantidade de estrelas! Com tudo isso, isso que você está fazendo não fará a menor diferença!" O homem, que ouvira atentamente ao pensador, agacha-se, pega uma estrela e lança-á ao mar, ao voltar ao pensador, diz: "Para essa estrela, houve diferença!". O pensador, confuso e sem saber o que falar, dá as costas ao homem que joga estrelas e vai para o trabalho, escrever. Porém, a cena e os ditos do homem não saíram de sua cabeça o dia inteiro, nem conseguindo dormir à noite. Então reflete e vê que mesmo tendo tanto conhecimento, em nada contribuira para fazer um mundo melhor, e sentiu-se envergonhado. No outro dia, ao amanhecer do dia, na sua caminhada diária pela praia, avista o mesmo homem repetindo os mesmos gestos. Desta vez, aproxima-se, agacha-se, pega uma estrela e cuidadosamente, lança-á ao mar, repetindo o gesto do rapaz. Então os dois passaram a manhã inteira repetindo esta ação, de jogar as estrelas de volta ao mar.

Cara, que doidera...

Muitas vezes achamos que nada podemos fazer e que não fazemos diferença nenhuma no mundo, mas esquecemo-nos que somos referência, mesmo que não desejemos isto, somos referência e modelo através de nossas ações.
Cara, a transformação só e somente se dá através do diálogo (se o pensador não dialogasse com o jogador de estrelas?) e da reflexão, "Uma visão sem ação não passa de um sonho. Ação sem visão é só um passatempo. Mas uma visão com ação pode mudar o mundo" (Joel A. Barker).

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

CURSO: FORMAÇÃO DE PROFESSORES – JAN 2009

Nesta semana, na 5a e na 6a feira, estarei ministrando um curso de Formação de Professores na cidade de Suzano, localizada na Grande São Paulo.
O texto abaixo é o que servirá de base para o curso e para as práticas que serão propostas para os grupo de professores da rede municipal de Suzano.
Em julho/2009 também ministrei um curso nesta mesma cidade, muito acolhedora por sinal, que teve como tema "Educação Musical e Alfabetização: trilhando os caminhos da complexidade".

Tema:
COMPOSIÇÃO E COMPOSITORES: Agentes Sócio-Culturais

Incentivar a expressão musical/cultural/corporal através de práticas de composição, interpretação e impro-visação dentro da Linguagem musical. A música, por ser uma linguagem, logo exprime sentimentos que, quando não expressados devidamente através do CRIAR, podem criar ambientes austeros. De tal forma, o docente que aceita a sua própria expressão e desenvolve-a tende a acolher seus alunos, criando um ambi-ente emocionalmente adequado. Ao compreender o processo de composição, o docente depara-se com a importância dos compositores (seja de qual período forem) no papel de transformadores sociais em sua respectiva época histórica e transpô-la-á para a contemporaneidade, não obstante, deverá atuar transdisci-plinarmente com os "conteúdos curriculares" e inventivamente. Se entendermo-nos como nós todos sendo compositores, entender-nos-emos como agentes de transformação social. Expressar-se pelo criar e inven-tar, emocionar-se com a expressão, e harmonizar a diversidade. As práticas de composição, interpretação e improvisação serão permeadas por bases teóricas, perpassando os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN´s).


“Se você tiver uma boa idéia, é melhor fazer uma canção”.

Mas além de ser veículo para uma boa idéia, a música também ajuda a pensar a sociedade e a história. A música, além de boa para ouvir, é boa para pensar.


De acordo com os PCNs:

A HISTÓRIA DA ARTE

O professor precisa conhecer a História da Arte para poder escolher o que ensinar, com o obje-tivo de que os alunos compreendam que os trabalhos de arte não existem isoladamente, mas relacio-nam-se com as idéias e tendências de uma determinada época e localidade. A apreensão da arte se dá como fenômeno imerso na cultura, que se desvela nas conexões e interações existentes entre o local, o nacional e o internacional.
As manifestações artísticas são exemplos vivos da diversidade cultural dos povos e expressam a riqueza criadora dos artistas de todos os tempos e lugares. Em contato com essas produções, o aluno do ensino fundamental pode exercitar suas capacidades cognitivas, sensitivas, afetivas e imaginativas, organizadas em torno da aprendizagem artística e estética. Ao mesmo tempo, seu corpo se movimenta, suas mãos e olhos adquirem habilidades, o ouvido e a palavra se aprimoram, enquanto desenvolve ati-vidades nas quais relações interpessoais perpassam o convívio social o tempo todo. Muitos trabalhos de arte expressam questões humanas fundamentais: falam de problemas sociais e políticos, de relações humanas, de sonhos, medos, perguntas e inquietações de artistas, documentam fatos históricos, mani-festações culturais particulares e assim por diante. Neste sentido, podem contribuir para uma reflexão sobre temas como os que são enunciados transversalmente, propiciando uma aprendizagem alicerçada pelo testemunho vivo de seres humanos que transformaram tais questões em produtos de arte.
Assim como no plano da experiência mais imediata dos alunos, uma classe é feita de diferen-tes crianças; no plano da realidade estética, um trabalho de arte é feito da articulação entre os elemen-tos diversos que o compõem. Do mesmo modo, no plano da realidade sociocultural, o Brasil é um país onde existem diferentes regiões, cada uma com sua cultura local. E o mundo é feito de diferentes países com suas formas culturais específicas. A partir dessa visão, que universaliza a questão em estudo, os alunos podem transitar de sua experiência particular para outras e vice-versa, compreendendo o concei-to de pluralidade cultural como parte da vida das comunidades humanas. É importante mobilizar a curio-sidade dos alunos sobre contrastes, contradições, desigualdades e peculiaridades que integram as for-mações culturais em constante transformação e as distinguem entre si, por meio da escolha de trabalhos artísticos que expressem tais características.
O universo da arte popular brasileira, por exemplo, envolve cantigas e folguedos, contos tradi-cionais, danças, textos escritos (como a literatura de cordel), cerâmica utilitária e ornamental, tecidos e uma infinidade de objetos que são diferentes em cada região do Brasil. São formas de arte que expres-sam a identidade de um grupo social e não são nem mais nem menos artísticas do que as obras produ-zidas pelos grandes mestres da humanidade. O professor pode descobrir, em primeiro lugar para si mesmo, o valor e a riqueza das manifestações artísticas brasileiras na sua variedade. Além disso, pode encontrar, na arte local de sua comunidade, uma fonte inestimável de aprendizagem para seus alunos.
O professor pode tanto apresentar formas artísticas a partir de sua pesquisa pessoal como so-licitar dos alunos dados sobre a arte produzida na sua comunidade. Esse tipo de trabalho pode dar con-dições para que os alunos se percebam como produtores de cultura, ao mesmo tempo que desenvolvem uma compreensão de códigos culturais. Uma atividade de intercâmbio entre escolas de diferentes regi-ões brasileiras possibilitará aos alunos criarem conjuntos de textos e imagens para contar às crianças de outros lugares como é seu repertório cultural: suas brincadeiras, suas cantigas ou que tipo de arte se desenvolve na sua comunidade. Na tarefa de seleção dos trabalhos de arte a serem utilizados, tanto brasileiros quanto de outros povos, contemporâneos ou de outras épocas, é importante que o professor tenha em mente a vinculação de tais trabalhos com os grupos humanos que os produziram, ressaltando os componentes culturais neles expressos: os diversos modos de elaboração de artistas, diferentes ma-teriais, valores, época, lugar, costumes, crenças e outras características que se manifestam nesses tra-balhos. Uma constante na história de arte é a representação da figura humana. As obras de arte que apresentam relações humanas entre homens e mulheres, mães/pais e filhos, meninos e meninas, exis-tem nas mais variadas formas: pinturas, gravuras, esculturas, canções sobre heróis e heroínas, pontos, peças de teatro. Por meio da apreciação dessas obras, o professor poderá nortear discussões com os alunos, tendo como referência perguntas tais como: “O que é um menino? Uma menina? Um pai? Uma mãe?”, “Existem atributos masculinos e femininos?”, “Como se expressam nas obras observadas?”. Po-deria observar como as crianças experimentam e expressam esses atributos corporalmente, como dão significados, na sua faixa etária, às diferenças sexuais, como representam essas diferenças nas suas atitudes, conversas e produções artísticas. A partir dessas observações, poderá nortear tanto a escolha de obras a serem trazidas para a classe, como também propostas de trabalho a serem desenvolvidas pelos alunos. É importante a escolha de produções de arte que possibilitem um diálogo entre os alunos a partir do que as obras provocam neles; se uma obra mostra, por exemplo, um casal de namorados, pode trazer à tona a concepção que têm de um homem e uma mulher, possibilitando que sua aprendi-zagem inclua as dimensões culturais, afetivas e sociais da sexualidade. Cria-se um espaço onde os alu-nos possam formular questões, dentro de sua experiência pessoal, em conversa com a experiência do artista, ressignificando valores transmitidos pelo processo de socialização no que diz respeito a esse tema. As obras de arte podem também contribuir para ampliar as dimensões da compreensão dos alu-nos sobre a sexualidade humana, quando documentam ações de homens e mulheres em diferentes momentos da história e em culturas diversas: no intercruzamento do tema Pluralidade Cultural com o de Orientação Sexual, outra vez os alunos podem transitar pelas diferenças, o que contribui para o apro-fundamento de conceitos e a formação da opinião particular de cada um. Uma outra dimensão que faz parte das manifestações artísticas é a expressão das características do ambiente em que foram produ-zidas. O ponto de partida do professor, focalizando genericamente a relação dos seres vivos com seu meio, tal como se expressa nas manifestações artísticas, abre perspectivas para a escolha de propostas para produção e apreciação de obras artísticas nas quais:

• haja elementos para uma reflexão sobre ambientes naturais e construídos, urbanos e rurais, físicos e sociais;
• esses elementos permitam uma discussão sobre a harmonia e o equilíbrio necessários para a preservação da vida no planeta;
• seja possível reconhecer modos como as manifestações artísticas intervêm no ambiente natu-ral;
• seja possível observar espaços, formas, sons, cores, movimentos, gestos, relacionados ao ambiente em que foram produzidos: em cidades do sul do Brasil as casas são réplicas de construções européias; os povos nômades e os esquimós produzem um tipo de arte que resulta também das condi-ções do seu ambiente.


Bibliografia:

MEC Brasil. PCNs - Arte
NAPOLITANO, Marcos. História e Música.
FERREIRA, Martins. Como usar a música na sala de aula.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

As Mil mortes de Ibrahim


"Papai, eu estou morrendo".
Estas foram as últimas palavras do garoto Ibrahim de 9 anos, ao ser alvejado por tiros disparados por soldados israelitas.

"Eles mataram meu filho a sangue frio", disse o pai ainda em estado de choque. O pai continua: "primeiro eles nos atacaram e depois chegaram perto de nós. Ibrahim já estava morto então um dos soldados chegou perto do seu corpo, puxou-o pela perna e dando gargalhadas jogou-o para o alto, enquanto outro soldado atirava no corpo do meu menino”.

“Parecia que eles estavam comemorando”...

”As gargalhadas ficavam cada vez mais altas, enquanto eles carregavam o corpo para uma parte mais alta para começarem a festa deles".
Por uma hora, o pai gritava enquanto os soldados israelenses competiam para ver que acertava a cabeça de seu menino.

"Os israelitas mataram o meu filho, não uma ou duas vezes, mas mil vezes. O que meu filho fazer para merecer isso?"

Kamal Awaga, pai de Ibrahim, 9 anos, no hospital al Shifa de Gaza.

Deus abençoe Barack, por Caio Prado

Barack Obama é agora o homem mais poderoso do mundo, pois, hoje, tomou posse do maior poder humano na Terra: os Estados Unidos da América.

Escrevi palavras de cuidado acerca da euforia idolátrica que se criou em torno da figura de Obama.

Disse que para cada virtude dele existe uma equivalente desvirtude, e que, por isto, todos deveriam esperar que ele fizesse o que é bom, mas sem cultos ou messianismos; pois, uma das coisas que nele sempre será um problema, é seu sentimento messiânico — e, humanamente falando, existe muita razão para que ele se veja muito bem, posto que de fato ele seja o homem com todas as prerrogativas para o cargo.

Sim! Ele é uma síntese perfeita de muitas expectativas boas e justas!

Além disso, ele é fino, simpático, sério nas expressões, cuidadoso nos movimentos, atento, cavalheiro nos gestos, firme no falar, simples e prático nas idéias, pessoal sem ser demais, e, sobretudo, parece ser extremamente humano.

Entretanto, todas essas coisas têm os seus correspondentes negativos nele também. Assim nele como em todos os homens também.

Portanto, se alguém deseja orar com lucidez por Barack Obama, frente ao imenso desafio que agora é dele e de sua administração — ore para que ele seja um homem de uma cara só, de uma palavra só, de acordos claros, de transparência no fazer, de objetividade na escolha da justiça, de independência ante a adulação da mídia, de discernimento frente às inúmeras avenidas de tentação que ele tem diante de si; e, sobretudo, peça a Deus que ele seja quebrantável e humilde; pois, sem que assim seja, ele tem o potencial para ser um sedutor sutil, agradável e capaz de inaugurar o primeiro populismo com cara americana: o populismo multi-cultural e multi-étnico, que, virtualmente, seria o 1º Populismo Mundial.

Sou uma pessoa sempre esperançosa, embora minhas esperanças nunca se confiem no homem.

Esqueci minhas preocupações e apenas curti a cerimônia, como tenho feito desde sempre.

Linda foi a posse de Obama.

Chorei. Compadeci-me de muita gente, incluindo os Bushs. Orei por muitas faces familiares que vi. Alegrei-me com as imagens dos Ex-Presidentes e suas esposas. Emocionei-me com muita coisa, inclusive, bastante, com a fala de Obama — que teve de mim muitos “Améns” e “Deus te abençoe!”

Paulo disse que orássemos por todos aqueles que estão investidos de poder.

Devemos orar por tais pessoas por muitas razões, mas, aqui, desejo apenas apontar uma ou duas delas.

1. Porque ninguém, por melhor que seja, consegue passar incólume pelo exercício do poder. Assim, deve-se orar por Obama porque ele está onde está o trono de Satanás: quanto mais poder, mais presença satânica, sempre. É assim que o Evangelho ensina; e, portanto, é assim que os discípulos devem ver o poder e seu exercício.

2. Porque Obama está em uma posição de importância vital para o bem ou o mal da humanidade. Dependendo de como ele se conduza e se comporte, por dentro e por fora, tal movimento terá importância ótima ou devastadora para a Terra.

Já disse mais de uma vez aqui neste site que os Estados Unidos da América são um Império político, econômico, cultural e espiritual para o mundo.

A América é a melhor Roma que Roma poderia ser sendo um Império!


Leia: A MORTE DO DÓLAR!

Um Império, conforme já disse aqui no site, nunca é bom. Todo império é invasivo e dominador.

A América, no entanto, é um Império no qual um Imperador pode suceder outro a cada quatro anos, com regularidade secular, e, assim, poder renovar o Império com as mudanças que venham a emergir do povo: a Democracia.

Além disso, é também um Império sob o escrutínio da mídia mundial.

Portanto, dentre os poderes com potencial imperial presentes hoje no Planeta, sinceramente, não vejo nenhum com potencial para exercer tal papel quase inevitável em mundo caído e perverso, melhor do que os Estados Unidos da América.

A América sobreviveu a oito anos de insanidade Bushiana e ainda é o maior poder humano na Terra.

Do ponto de vista de uma campanha de renovação de imagem, diria que a eleição de Obama é o melhor agente de mudança de paradigma que a América jamais poderia produzir neste momento da História Humana.

Nos anos de minha vida não creio que jamais tenha vista um homem subir a tão alto poder ungido por tantas convergências e expectativas positivas.

Barack [Benção: este é o significado do nome de origem africana] está sendo abençoado por todos os povos do mundo!

Assim, digo:

Deus o abençoe Barack Obama; e que você, Obama, consiga viver uma vida maior do que as propostas de desvio da verdade que as conveniências do poder lhe proporão!

Que por amor à humanidade você se mantenha fiel à sua consciência!

Que pelo temor de Deus você mantenha e adquira toda a sabedoria!

Esta é minha oração por Barack Obama!


Nele, que reina sobre os reinos e impérios,


Caio
20 de janeiro de 2009
Lago Norte
Brasília
DF

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

crise...

Segundo o Dicionário Houaiss Eletrônico, o sufixo grego ‘-istés’ e o latino ‘-ista’, que estão na origem do português -ista, permitiam a formação de nomes com uma forma única para o gé[ê]nero masculino e feminino. É assim que as palavras portuguesas em que participa o sufixo -ista são usadas nos dois gé[ê]neros (nome comum dos dois gé[ê]neros), à semelhança das palavras gregas e latinas em que ocorriam os já referidos sufixos.
Cláudia Assad Alvares, escrevendo sobre o sufixo -ista e o sufixo -eira(o), indica-nos que há nos dois grupos um traço semântico comum: o traço que indica “ocupação”, “ofício”, e é intrigante a forte oposição existente entre os dois conjuntos de palavras. Este fato parece enquadrar-se no discurso de Miranda (1979) afirmando que, em nossa cultura, as atividades consideradas de maior prestígio social seriam designadas pelos agentivos em -ista, ao passo que as ocupações menos favorecidas pelo prestígio sócio-cultural, ou até mesmo marginalizadas, seriam designadas pelos agentivos em -eiro. Miranda (1979) sugere a existência de uma distribuição complementar entre os dois grupos de agentivos denominais (por exemplo, dermatologista / peixeiro), esta estaria fundamentada no grau de formalidade expresso pelas duas regras. Nas palavras da autora (1979: 87): “Em termos mais absolutos, as regras x-ista e x-eiro resultariam, pois, como definidoras de status. Tudo isto resultaria do traço de formalidade que marca apenas um dos sufixos”.

Formações do tipo “manobrista” podem ser previstas no léxico; nas palavras de Miranda (1979:88): Devemos observar, ainda que tal fato não interfira em nossa análise, que a distribuição aqui proposta entre os agentivos -ista e -eiro não corresponde sempre a uma verdade por inteiro, em termos de palavras existentes: há os engenheiros e os balconistas, em vez de *engenhistas e *balconeiros. O que nos interessa, no entanto, é que em termos de processo produtivo tal distribuição vem ocorrendo entre tais regras.

A forma “engenheiro” foge ao padrão geral dos agentivos em -eiro, mas no caso de “engenheiro”, a palavra sofreu um alargamento semântico, pois era utilizada anteriormente para designar os trabalhadores dos engenhos. E “balconista”? Ao lado dessa formação existem muitas outras que parecem contrariar o prestígio sócio-cultural atribuído pelo sufixo -ista; comparem-se as formações em -ista abaixo:

· Anatomista - patologista - cancerologista - cardiologista - dietista - endocrinologista - gastrenterologista - pneumonologista - ginecologista

· Atacadista - motorista - postalista - calista - florista - pracista - varejista

Neste ponto, cabe uma pergunta: Será que a mesma regra que forma, por exemplo, “endocrinologista” forma também “florista”?

Para responder parte desta pergunta, podemos comparar o léxico a uma grande sacola de viagem que o falante nativo carrega consigo aonde quer que vá; esta sacola é uma perene receptora de palavras e, para cada palavra que entra nessa bolsa, há uma regra que subjaz a ela. Acontece que nem todas as regras são evidentes; muitas estão ali esperando ser descobertas; basta, pois, que saibamos enxergá-las.

Segundo Miranda (1979: 84):

Se traçássemos aqui uma escala de formalidade da linguagem em relação às regras referidas na seção anterior, teríamos o seguinte quadro: “em primeiro lugar, de caráter nitidamente formal, estariam os agentivos do tipo x-o (antropólogo); em seguida viria a regra formadora dos agentivos em -ista (neurologista), com grau menor de formalidade. Um terceiro lugar vai surgir ainda se tomamos uma nova regra formadora de agentivos denominais - trata-se da regra de adição do sufixo -eiro, de caráter nitidamente informal.

Ressalte-se que os agentivos do tipo x-o concorrem com os agentivos em -ista: em biólogo / biologista, por exemplo, o falante se utiliza muito mais da primeira, em detrimento da segunda.

Quanto ao caráter informal do sufixo -eiro, há que se notar que o elemento formativo -ariu -, que integrava os nomes em latim clássico, em geral, alterou-se em -eiro ao passar para o português, na época da constituição deste idioma. Talvez esse processo de popularização do sufixo tenha contribuído para o caráter informal da regra que o adiciona aos nomes.

Traços semânticos dos agentivos

Observe-se agora o seguinte grupo de profissões:

· Lingüista - psicolingüista - foneticista - semanticista - latinista - bacteriologista - oftalmologista - ortopedista - otorrinolaringologista - radiologista - sanitarista

Além do traço “ocupação”, “ofício”, as palavras têm em comum o traço semântico [+ especialidade], bem como o elevado status social. Não obstante o número de formações em -ista que contrariam o padrão geral de seu grupo (por exemplo, ascensorista), uma quantidade substancial de formações ratifica este padrão. Se queremos correlacionar grau de formalidade e status social, não podemos perder de vista os estudos de Miranda (1979) a esse respeito; essa autora postula dois processos morfológicos distintos para a formação dos agentivos em -ista.

Segundo Miranda (1979: 69),

(...) Em A as formas de base das categorias adjetivo e nome [- concreto], [- comum], após operação de acréscimo do sufixo, vão ter como saída as categorias sintáticas de Nome ou Adjetivo, com o sentido geral de ‘partidário de x-ismo’, onde X corresponde ao sentido da base, mas numa acepção de ‘conceito’, ‘teoria’, etc.

Os agentivos em B, por outro lado, têm como forma de base e output sintático a categoria Nome e traduzem o sentido aproximado de ‘especialista em X’. Os nomes de base são marcados pelos traços: (A) [+ concreto] ou (B) [[- concreto] ^ [ + especialidade]].

Podemos depreender do grupo A o paradigma x-ismo / x-ista, o que equivale a dizer que para uma formação em x-ismo (budismo), há uma forma previsível em x-ista (budista) e vice-versa. Vejamos o que diz Said Ali (1964:243-244) a respeito dos sufixos -ismo e -ista:

-ismo: (...) serve este elemento formativo sobretudo para dar nome a doutrinas religiosas, filosóficas, políticas, artísticas: (...) politeísmo, budismo, (...), etc.; -ista: (...) a sua primeira aplicação foi aos partidários das doutrinas e sistemas acima referidos. Este mesmo uso perdura ainda hoje para a maioria dos nomes em -ismo de formação moderna: (...) budista, darwinista, positivista, materialista (...), etc.

Que doideira...

Mas cheguemos ao ponto: entende-se que o sufixo -ista refere-se a OFÍCIO, ou seja, dedica-se a.
Então, o ARTISTA é, simplesmente, quem se DEDICA A ARTE, não o que muitos dizem por aí: SOU ARTISTA, EU FAÇO ARTE.
Dedicar-se não significa CRIAR! Nem necessariamente fazer, pois dedicar-se não significa que consegue. Mas o que é arte? Segundo um famoso compositor chamado Luciano Berio: "Arte é tudo aquilo que você vê como arte". Então, artista é quem diz que FAZ ARTE, ou quem sabe ver a ARTE QUE EXISTE AO SEU REDOR? Dizer que o que você mesmo faz é arte, é muita prepotência, dizer que o que os outros fazem é arte, aí sim! Pois, muitas vezes (senão a maioria delas), temos que nos distanciarmos de nossos paradigmas estéticos para comtemplar uma obra. E o pior, nossas idéias de beleza estão totalmente fundados em padrões porventura técnicos. Muitos que se dizem artistas reclamam da indústria da beleza, porém são rotuladores em relação aos seus companheiros também ditos artistas, não obstante declaram com toda a pompa: ista é arte, isto não é arte. Creio que a classe que conheço mais, a musical, é uma das mais rotuladoras: isto não é música, isto é pra vender, e criam subdivisões: isto vende mais do que isto, então FAÇA ASSIM. E se dizem CRIADORES (ou fazedores) DE ARTE, e esquecem de Quem realmente cria e criou TUDO. Para estes, aquilo que não agrada o seu próprio ouvido (que está enfermo) é anti-arte, porém esquecem-se que mesmo a anti-arte é arte (lembram do dadaísmo?). Os produtores (que deveriam produzir, não reproduzir) de música dita comercial (seja ela em qualquer segmento) dizem que música comercial é muito artística, por isso não vende. E os de tal tipo de música (a instrumental) se acham superiores aos anteriores, mas também REproduzem, e não contribuem em nada, e não pagam as suas contas no fim do mês com sua arte "superior", que é igual a todas. Outros, do meio gospel, querem surpreender Deus, achando que Ele não conhece todas as notas e harmonias, todos os outsides possíveis, e achando que para louvá-Lo, tem que "entortar tudo", menos quebrantar o coração. Estes são os mesmos que dizem que os desafinados não herdarão o reino dos céus. Cara, são desafinados aos paradigmas totalmente humanos, e não divinos, mas, tendo o coração afinado, Deus vai curtir o som. Ele criou o som, e tudo é bom!
Se tens a capacidade de fazer mais refinado, dentro de padrões puramente humanos, faça, mas O adore em espírito e em verdade. Antes de se achar ARTISTA, encontre-se como FILHO DE DEUS.

Deus é o único e verdadeiro ARTISTA.

Ah, quando dizemos: Não há outro Deus como Tu, não estaríamos dizendo implicitamente:
Os outros Deuses são diferentes de Ti...?
Mas eu creio somente em um único Deus... Meu Deus é Uno, por isso não precisa ser melhor que nenhum outro deus, pois não existe outro.
Pessoal nem se liga no que fala ou canta...

PAX



referências bibliográficas

FERREIRA, A. B. de H. Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986.

FLORENZANO, E. Dicionário de sinônimos e antônimos e idéias semelhantes. Rio de Janeiro: Tecnoprint, 1961.

MIRANDA, N. S. Agentivos deverbais e denominais: um estudo da produtividade lexical no português. Dissertação de Mestrado em Lingüística apresentada à UFRJ. 2º. Semestre de 1979.

OLIVEIRA, H. F. de. Traços semânticos. Apostila elaborada para o curso de Mestrado em Língua Portuguesa da UFRJ. 1º. Semestre de 1993.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Israel deve ser alvo de boicote e sanções

NAOMI KLEIN

É mais que hora. A melhor estratégia para pôr fim à sangrenta ocupação é que Israel se torne alvo do tipo de movimento mundial que pôs fim ao apartheid na África do Sul. Em julho de 2005, uma grande coalizão de grupos palestinos apresentou planos para isso. Eles apelavam às "pessoas de consciência em todo o mundo que impusessem amplos boicotes e iniciativas para retirar investimentos contra Israel semelhantes às aplicadas contra a África do Sul na era do apartheid". Assim nasceu a campanha BDS (boicote, desinvista e sancione).
Cada dia de ataque de Israel contra Gaza atrai mais adeptos à causa. Há apoio até mesmo entre judeus israelenses. Em meio aos ataques, cerca de 500 israelenses, dezenas dos quais artistas e acadêmicos conhecidos, enviaram uma carta aos embaixadores estrangeiros que servem em Israel na qual pediam pela "adoção de medidas restritivas e sanções imediatas" e estabeleciam um claro paralelo com a luta contra o apartheid. "O boicote contra a África do Sul foi efetivo, mas Israel é tratado com luvas de pelica...
O apoio internacional ao país precisa ser retirado." Sanções econômicas são a ferramenta mais eficiente no arsenal das medidas não violentas. Eis as quatro principais objeções à estratégia BDS, respondidas com argumentação em contrário: 1. Medidas punitivas alienarão os israelenses. O mundo já tentou aquilo que costumava ser descrito como "envolvimento construtivo". Falhou. Desde 2006, Israel vem ampliando cada vez mais seu comportamento criminoso; expandindo colônias, lançando uma guerra absurda contra o Líbano e impondo punição coletiva aos habitantes de Gaza por meio de um bloqueio brutal. A despeito da escalada, Israel não enfrentou medidas punitivas. As armas e a assistência anual de US$ 3 bilhões que os EUA oferecem ao governo israelense são só o começo.
Ao longo desse período crucial, Israel desfrutou de um drástico avanço em seu relacionamento diplomático, cultural e comercial com diversos aliados. Por exemplo, em 2007, Israel se tornou o primeiro país de fora da América Latina a assinar um tratado de livre comércio com o Mercosul. Nos primeiros nove meses de 2008, as exportações israelenses ao Canadá subiram em 45%. Um novo acordo comercial com a União Europeia deve dobrar as exportações israelenses de alimentos processados. E em dezembro, os europeus "atualizaram" o Acordo de Associação entre Israel e a União Europeia.
É nesse contexto que os líderes israelenses deram início à sua mais recente guerra: confiantes em que não enfrentarão custos significativos. É notável que, nos sete dias úteis de guerra, o principal índice da bolsa de valores de Tel Aviv tenha na verdade subido em 10,7%. Quando o estímulo não funciona, a punição é necessária. 2. Israel não é a África do Sul. Claro que não. A relevância do modelo sul-africano é que ele prova que uma tática BDS pode ser efetiva quando medidas menos vigorosas fracassaram. E, na verdade, há ecos profundamente perturbadores do apartheid sul-africano nos territórios ocupados. Ronnie Kasrils, um conhecido político sul-africano, disse que a arquitetura da segregação que ele viu na Cisjordânia e na faixa de Gaza era "infinitamente pior que o apartheid". Isso em 2007.
3. Por que tomar Israel como único alvo quando EUA, Reino Unido e outros países ocidentais fazem as mesmas coisas no Iraque e no Afeganistão? O boicote não é um dogma; é uma tática. O motivo para que uma estratégia BDS possa ser experimentada contra Israel é de ordem prática: em um país tão pequeno e que depende tanto do comércio externo, a ideia pode funcionar de fato.
4. Boicotes interrompem comunicações; precisamos de mais, e não de menos, diálogo. Conto uma história pessoal. Quando escrevi "A Doutrina do Choque", queria respeitar o boicote. Aconselhada por ativistas, entrei em contato com uma pequena editora ativista, profundamente envolvida com o movimento de resistência à ocupação. Redigimos um contrato que garante que todos os proventos das vendas sejam destinados ao trabalho da editora, sem que eu receba nada. Em outras palavras, estou boicotando a economia de Israel, mas não os israelenses.
Desenvolver nosso modesto plano editorial requereu dezenas de telefonemas, e-mails e mensagens instantâneas. Meu argumento é o seguinte: quando você começa a implementar uma estratégia de boicote, o diálogo se intensifica dramaticamente. E por que não o faria? Construir um movimento requer comunicação incessante. O argumento de que apoiar boicotes nos isolará mais é ilusório, dadas as tecnologias que nos oferecem informação barata e imediata. Não há boicote que nos detenha. A essa altura, muitos sionistas orgulhosos estão se preparando para rebater perguntando se eu não sei que muitos desses brinquedos de alta tecnologia foram criados nos centros de pesquisa israelenses, destacados no setor. Verdade, mas nem todos eles.
Alguns dias depois de iniciado o ataque israelense contra Gaza, Richard Ramsey, diretor executivo de uma empresa britânica de telecomunicações, enviou um e-mail ao grupo tecnológico israelense MobileMax, afirmando que "como resultado das ações do governo israelense nos últimos dias, não mais poderemos fazer negócios com vocês nem com outra companhia de Israel". Ramsey diz que sua decisão não foi política; ele só não desejava perder clientes. "Não temos condições de perder cliente algum", disse, "e por isso a decisão foi puramente defensiva do ponto de vista comercial". Foram cálculos comerciais frios como esse que levaram muitas empresas a sair da África do Sul duas décadas atrás. E é exatamente esse tipo de cálculo que representa nossa esperança mais realista de levar justiça à Palestina depois de tão longa ausência.

A canadense NAOMI KLEIN é jornalista e ativista política. Este artigo foi distribuído pelo New York Times Syndicate
Tradução de PAULO MIGLIACCI

Se o Hamas não existisse

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Heb 12:22

αλλα προσεληλυθατεσιων ορει και πολει θεου ζωντος ιερουσαλημ επουρανιω και μυριασιν αγγελων

Discutir um assunto sério destes a partir de lantejoulas periféricas, e não a partir das questões originárias, parece ser apenas uma tática de quem, no fundo, defende interesses menores, quando não inconfessáveis. Quando não tática usada por espertlhões que fazem um serviço sujo de lavagem cerebral, se fazendo passar por bobos ou ingênuos.

Então, deixo abaixo um texto, ao meu ver definitivo sobre o assunto. E não precisamos ser filiados ao Hamas, e nem ser par ideológico, para entendermos esta questão sobre prismas geopolíticos, e não por gostos pessoais.

Se o Hamas não existisse
Por Jennifer Loewenstein 10/01/2009

Ao meu ver, o melhor e mais contundente e incisivo texto sobre o que está a acontecer em Gaza.

Mostra que o que está em jogo não é a concordãncia ou não com o Hamas. Mas sim o que Israel e os EUA fazem com os Palestinos, dentro do quadro geopolítico que perseguem, a seu favor.(Raymundo Araujo Filho, pela postagem)

Deixemos uma coisa perfeitamente clara. Se a degradação e a mutilação por atacado da Faixa de Gaza for continuar; se a vontade de Israel é uma com a dos Estados Unidos; se a União Européia, a Rússia, as Nações Unidas e todas as organizações e agências legais internacionais espalhadas pelo globo vão continuar sentadas como manequins ocos sem fazer nada a não ser os repetidos "chamados" por um "cessar-fogo" de "ambos os lados"; se os covardes, obsequiosos e supinos Estados Árabes vão continuar de braços cruzados vendo seus irmãos serem trucidados de hora em hora enquanto a Super-Potência valentona do mundo olha-os ameaçadoramente de Washington, no caso de que digam qualquer coisinha que a desgoste; então vamos pelo menos dizer a verdade sobre por que está tendo lugar este inferno na terra.

O terror de estado disparado neste momento dos céus e o chão contra a Faixa de Gaza não tem nada a ver com o Hamas. Não tem nada a ver com o "Terror". Não tem nada a ver com a "segurança" a longo prazo do Estado Judeu ou com o Hezbolá, a Síria ou o Irã, exceto na medida em que agrava as condições que levaram até a crise de hoje. Não tem nada a ver com alguma conjurada "guerra" - um eufemismo cínico e gasto que não representa mais que a escravização por atacado de qualquer nação que ouse reclamar seus direitos soberanos; que os use afirmar que seus recursos são seus; que não queira uma das obscenas bases militares do Império assentada em suas queridas terras.

Esta crise não tem nada a ver com liberdade, democracia, justiça ou paz. Não é sobre Mahmoud Zahhar ou Khalid Mash'al ou Ismail Haniyeh. Não é sobre Hassan
Nasrallah ou Mahmoud Ahmadinejad. Eles são todos peças
circunstanciais que ganharam um papel na tempestade atual só agora, depois de que se permitiu por 61 anos que a situação se desenvolvesse até a catástrofe que é hoje.

O fator islamista coloriu e continuará a colorir a atmosfera da crise; ele alistou líderes atuais e mobilizou amplos setores da população do mundo. Os símbolos fundamentais hoje são islâmicos - as mesquitas, o Alcorão, as referências ao profeta Maomé ou à Jihad. Mas esses símbolos poderiam desaparecer e o impasse continuaria.

Houve uma época em que o Fatah e a FPLP eram a bola da
vez, quando poucos palestinos queriam ter qualquer coisa que ver com políticas ou medidas islamistas. Esta política não tem nada a ver com foguetes primitivos sendo lançados do outro lado da fronteira ou com túneis de contrabando ou com o mercado negro de armas, assim como o Fatah de Arafat tinha pouco que ver com as pedras e os atentados suicidas a bomba. As associações são contingentes; criações de um dado ambiente político. Elas são o resultado de algo completamente diferente do que os políticos mentirosos e seus analistas estão lhe dizendo. Elas se tornaram parte da paisagem dos acontecimentos humanos no Oriente Médio de hoje; mas incidências tão letais, ou tão recalcitrantes, mortais, enraivecidas ou incorrigíveis poderiam muito bem ter estado em seus lugares.

Descasque os clichês e o blá-blá-blá estridente e vazio da mídia servil e de seu patético corpo de servidores voluntários no mundo ocidental e o que você encontrará o desejo nu de hegemonia, de poder sobre os fracos e de domínio sobre a riqueza do mundo. Pior ainda, você encontrará o egocentrismo, o ódio e a indiferença, o racismo e a intimidação, o egoísmo e o hedonismo que tentamos tanto mascarar com nosso jargão sofisticado, nossas teorias e modelos acadêmicos refinados, que na verdade ajudam a guiar nossos desejos mais feios e baixos. A insensibilidade com que nos rendemos a eles já é endêmica à nossa cultura; nela floresce como moscas sobre um cadáver.

Descasque os atuais símbolos e linguagem das vítimas os nossos caprichos egoístas e devastadores e você encontrará os gritos desafetados, simples e cheios de paixão dos pisoteados; dos "condenados da terra"
implorando para que você cesse sua agressão fria contra
suas crianças e seus lares; suas famílias e seus vilarejos; implorando que os deixe em paz para que tenham seu peixe e seu pão, suas laranjas, suas olivas e seu tomilho; pedindo primeiro educadamente e depois com crescente descrença no porquê de você não poder deixá-los viver sem serem incomodados nas terras de seus ancestrais, sem serem explorados, livres do medo de serem expulsos, violados ou devastados; livres dos carimbos e dos bloqueios de estrada e dos postos policiais de controle e cruzamentos; dos monstruosos muros de concreto, torres de guarda, bunkers de concreto e arame farpado; dos tanques, das prisões, da tortura e da morte. Por que é impossível a vida sem essas políticas e instrumentos do inferno?

A resposta é: porque Israel não tem qualquer intenção de permitir um estado palestino viável e soberano ao lado de suas fronteiras. Não tinha qualquer intenção de permiti-lo em 1948, quando arrancou 24% mais terra do que havia sido legal, ainda que injustamente, alocado pela Resolução 181 das Nações Unidas. Não tinha qualquer intenção de permiti-lo ao longo dos massacres e complôs dos anos 1950. Não tinha qualquer intenção de permitir dois estados quando conquistou os 22% que restavam da Palestina histórica em 1967 e reinterpretou a Resolução 248 do Conselho de Segurança da ONU a seu bel prazer, apesar do esmagador consenso internacional que estabelecia que Israel receberia completo reconhecimento internacional dentro de fronteiras reconhecidas e seguras se recuasse das terras que havia recentemente ocupado.

Não tinha qualquer intenção de reconhecer direitos nacionais palestinos nas Nações Unidas em 1974, quando sozinho com os Estados Unidos - votou contra uma solução biestatal. Não tinha qualquer intenção de permitir um acordo de paz completo quando o Egito estava pronto para realizar, mas só recebeu, e obedientemente aceitou, uma paz separada que excluía os direitos dos palestinos e dos outros povos da região. Não tinha nenhuma intenção de trabalhar na direção de uma solução biestatal justa em 1978 ou em 1982, quando invadiu, bombardeou, esmigalhou e demoliu Beirute para que pudesse anexar a Cisjordânia sem ser incomodado. Não tinha qualquer intenção de admitir um estado palestino em 1987, quando a primeira Intifada se espalhou pela Palestina Ocupada, na Diáspora e nos espíritos dos despossuídos do mundo, ou quando Israel deliberadamente auxiliou o nascente movimento Hamas, como forma de implodir a força das facções mais seculares-nacionalistas.

Israel não tinha qualquer intenção de admitir um estado palestino em Madrid ou em Oslo, quando a OLP foi superada pela trêmula e titubeante Autoridade Palestina, muitos de cujos chapas perceberam a riqueza e o prestígio que ela lhes dava, às custas dos seus.

Enquanto Israel alardeava nos microfones e satélites do mundo o seu desejo de paz e de uma solução biestatal, ele mais que duplicava os assentamentos colonizadores judeus, ilegais, nas terras da Cisjordânia e em volta de Jerusalém Oriental, anexando-as na medida em que construía e continua a construir uma superestrutura de estradas e autopistas sobre as cidades e vilarejos sobreviventes, picotados da Palestina. Anexou o Vale do Jordão, a fronteira internacional da Jordânia, expulsando quaisquer dos "nativos" que habitassem
a terra. Fala com uma língua de víbora sobre os múltiplos amputados da Palestina, cujas cabeças serão logo arrancadas do corpo em nome da justiça, da paz e da segurança. Através das demolições de casas, dos ataques à sociedade civil que tentavam lançar a cultura e a história palestinas num abismo de esquecimento; através da indizível destruição dos cercos aos campos de refugiados e dos bombardeios à infraestrutura na Segunda Intifada, através dos assassinatos e das execuções sumárias, la grandiosa farsa do desengajamento até a nulificação das eleições livres, democráticas e justas da Palestina, Israel já nos fez saber qual é a sua visão, uma e outra vez, na linguagem mais forte possível, a línguagem do poder militar, das ameaças, das intimidações, do acosso, da difamação e da degradação.

Israel, com o apoio aprovador e incondicional dos Estados Unidos, já deixou dramaticamente claro ao mundo todo, várias vezes, repetindo em ação atrás de ação que não aceitará um estado palestino viável ao lado de suas fronteiras. O que mais é preciso para que escutemos? O que será necessário para terminar com o silêncio criminoso da "comunidade internacional"? O que será preciso para ver mais além das mentiras e da doutrinação acerca do que tem lugar diante de nós, dia após dia, claramente, no raio de visão dos olhos do mundo? Quanto mais horrorosas as ações no terreno, mais insistentes são as palavras de paz. Ouvir e assistir sem escutar nem ver permite que a indiferença, a ignorância e a cumplicidade continuem e aprofundem, a cada túmulo, a nossa vergonha coletiva.

A destruição de Gaza não tem nada a ver com o Hamas. Israel não aceitará qualquer autoridade nos territórios palestinos que ele, em última instância, não controle.
Qualquer indivíduo, líder, facção ou movimento que não aceda às exigências de Israel ou que busque genuína soberania e igualdade de todas as nações da região; qualquer governo ou movimento popular que exija a aplicabilidade da lei humanitária internacional e a declaração universal dos direitos humanos para seu
próprio povo será inaceitável para o Estado Judeu.

Aqueles que sonham com um Estado devem ser forçados a perguntarem-se: o que Israel fará com uma população de 4 milhões de palestinos dentro de suas fronteiras, quando comete crimes diários, se não a cada hora, contra a humanidade coletiva deles enquanto eles vivem ao lado de suas fronteiras? O que fará mudar de repente a razão de ser, o autoproclamado objetivo e razão de existência de Israel se os territórios palestinos forem anexados a ele totalmente?

O sangue de vida do Movimento Nacional Palestino jorra hoje pelas ruas de Gaza. Cada gota que cai rega a terra da vingança, do ressentimento e do ódio não só na Palestina, mas em todo o Oriente Médio e em boa parte do mundo. Nós temos uma escolha sobre se isso deverá continuar ou não. Agora é a hora de escolher.

Jennifer Loewenstein é Diretora Associada do Centro de
Estudos do Oriente Médio de uma das principais
universidades públicas norte-americanas, a de Wisconsin em Madison. Ela trabalhou durante meses, em 2002, no Centro Al Mezan de Direitos Humanos, em Gaza. Retornou a Gaza várias vezes desde então.

sábado, 10 de janeiro de 2009

Santa Cluas EXPOSED!! Must Read

The concern

Who, REALLY, is this man people affectionately call Santa Claus?

What do we REALLY know about Santa?

Is Santa just a jolly, harmless, friendly fellow?

Or is there something or someone else hiding behind jolly ol' St. Nick?

Before we look at Santa, let us establish some basic Bible facts:

The Bible clearly teaches of a powerful, rebellious, subtle, evil being who deceives the world called the Devil, Lucifer or Satan .

Revelation 12:9 And the great dragon was cast out, that old serpent, called the Devil, and Satan, which deceiveth the whole world: he was cast out into the earth, and his angels were cast out with him.

The Bible teaches Satan rebelled against God. Satan rebelled because he desires to be like God. Satan's mission is to de-throne God and persuade mankind to rebel against God.

Isaiah 14:12-14

12 How art thou fallen from heaven, O Lucifer, son of the morning! how art thou cut down to the ground, which didst weaken the nations!
13 For thou hast said in thine heart, I will ascend into heaven, I will exalt my throne above the stars of God: I will sit also upon the mount of the congregation, in the sides of the north:
14 I will ascend above the heights of the clouds; I will be like the most High.

Its clear that Satan wanted and still wants to be like Yahweh(the G-d of israel)

Lets get to the point

Why do people give Santa the same attributes of the most high God of israel?

1 His head and his hairs were white like wool, as white as snow. . . (Rev. 1:14)

Santa's got a beard that's long and white as snow

2 Who is this that cometh. . . red in thine apparel (Isaiah 63:2)

Who wears boots and a suit of red ? Satan!oOps i mean Santa lol

3 And his feet. . . as if they burned in a furnace (Revelation 1:15)

Hmmm. . . ?

Now who has their feet in an furnace? Who comes down a chimney into a furnace?

4 Is not this the carpenter. . . (Mark 6:3)

Santa is no plumber, or electrician, or blacksmith.

Santa is a carpenter.

Surprise. Surprise.

I think sombodyyyyyyy is being exposed herrrreeeeee!!!!!!! lol

5 His house. . . was toward the north (Ezekiel 8:14)

Everyone knows Santa lives at the North Pole.

Brrr. . . Why the north pole? Nobody lives at the North Pole. . . Why did they pick the NORTH Pole?

Could it possibly be because someone else lives in the north?

Then he brought me to the door of the gate of the LORD'S house which was toward the north; . . . Ezekiel 8:14

6 who rideth upon the heaven in thy help. . . (Deuteronomy 33:26)

As everyone knows, Santa miraculously rides upon the heavens as he delivers his gifts

7 Ho, ho. . . saith. . . (Zechariah 2:6)

Satan Claus.

Right? Actually. . .

Ho, ho. . . saith the LORD. . . Zechariah 2:6

8 and his angels were cast out with him (Revelation 12:9)

Santa helpers?

Santa has some cute little helpers called elves. Webster's Dictionary has an interesting definition for the friendly elf:

ELF

1. A wandering spirit; a fairy; a hobgoblin; an imaginary being which our rude ancestors supposed to inhabit unfrequented places, and in various ways to affect mankind. . .

2. An evil spirit; a devil. (Webster's Dictionary "elf")

9 I will pour out my spirit. . . (Proverbs 1:23)

The Christmas "Spirit"?

And yes, Santa has his own "spirit."

The "Spirit of Christmas." Isn't that a little strange?

Gene Autry's famous song "Here Comes Santa Claus" begins with the words, "Speakin' of Christmas spirit."

Ring a bell? . . .

10 Come, ye children. . . I will teach you the fear of lord . . . (Psalm 34:11)

Santa Claus.

You better watch out,
You better not cry
You better not pout,
I'm telling you why Santa Claus is comin' to town
He's making a list,
He's checking it twice
He's gonna find out
Who's naughty or nice

11 were judged out of those things which were written in the books, according to their works. (Revelation 20:12)

Right on schedule. . . Santa also has a list to judge who's "naughty or nice"

He's making a list, He's checking it twice
He's gonna find out Who's naughty or nice

Over and over, scripture after scripture, Santa grants Satan's ultimate wish, ". . . I will be like the most High. .

12 Looking for that blessed hope, and the glorious appearing of . . . (Titus 2:13)

Santa.

This Christmas Eve millions and millions of little children will climb into their beds "looking for their blessed hope and the glorious appearing" of Santa Claus.

13 And many believed on him. . . (John 10:42)

I wonder how many children this Christmas will be asked, "Do you BELIEVE in Santa?" I know one thing – it will be more than all the Christians of the world asking "Do you BELIEVE in Jesus?". Satan will be preached more than the wonderful gospel of Jesus Christ. Santa's witnesses will happily witness for him – faithfully, day and night – around the world.

Satan you just been exposeeddddd!!!!!!!

You will never be Thee almighty Yahweh!


By Immanuel on www.myspace.com/immanuel

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

DESABAFO DE UM PROFESSOR DE TEOLOGIA


De Londrina e Coordenador do Centro de Estudos Anglicanos (CEA).

Artigo do professor CARLOS EDUARDO CALVANI:

SOBRE "LEVITAS", "APÓSTOLOS" E OUTROS MODISMOS:

Sou um professor de Teologia em crise. Não com minha fé ou com minhas convicções, mas com a dificuldade que eu e outros colegas enfrentamos nos últimos anos diante dos novos seminaristas enviados para as faculdades de teologia evangélica. Tenho trabalhado como Professor em Seminários Evangélicos presbiterianos, batistas, da Assembléia de Deus e interdenominacionais desde 1991 e, tristemente, observo que nunca houve safras tão fracas de vocacionados como nos últimos anos.

No início de meu ministério docente, recordo-me que os alunos chegavam aos seminários bastante preparados biblicamente, com uma visão teológica razoavelmente ampla, com conhecimentos mínimos de história do cristianismo e com uma sede intelectual muito grande por penetrar no fascinante mundo da teologia cristã. Ultimamente, porém, aqueles que se matriculam em seminários refletem a pobreza e mediocridade teológica que tomaram conta de nossas igrejas evangélicas.

Sempre pergunto aos calouros a respeito de suas convicções em relação ao chamado e à vocação. Pois outro dia, um calouro saiu-se com a brilhante resposta: "não passei em nenhum vestibular e comecei a sentir que Deus impedira meu acesso à universidade a fim de que eu me dedicasse ao ministério". Trata-se do mais típico caso de "certeza da vocação" adquirida na ignorância.

E, invariavelmente, esses são os alunos que mais transpiram preguiça intelectual.

A grande maioria dos novos vocacionados chega aos Seminários influenciada pelos modismos que grassam no mundo evangélico. Alguns se autodenominam "levitas". Outros, dizem que estão ali porque são vocacionados a serem "apóstolos".

Ultimamente qualquer pessoa que canta ou toca algum instrumento na igreja, se auto-denomina "levita". Tento fazê-los compreender que os levitas, na antiga aliança, não apenas cantavam e tocavam instrumentos no Templo, como também cuidavam da higiene e limpeza do altar dos sacrifícios (afinal, muito sangue era derramado várias vezes por dia), além de constituírem até mesmo uma espécie de "força policial" para manter a ordem nas celebrações. Porém, hoje em dia, para os "novos levitas" basta saber tocar três acordes e fazer algumas coreografias aeróbicas durante o louvor para se sentirem com autoridade até mesmo para mudar a ordem dos cultos.

Outros há, que se auto-intitulam "apóstolos". Dentro de alguns dias teremos também "anjos", "arcanjos", "querubins" e "serafins". No dia em que inventarem o ministério de "semi-deus" já não precisaremos mais sequer da Bíblia.

Nunca pensei que fosse escrever isso, pois as pessoas que me conhecem geralmente me chamam de "progressista". Entretanto, ultimamente, ando é muito conservador. Na verdade, "saudosista" ou "nostálgico" seriam expressões melhores.

Tenho saudades de um tempo em que havia um encadeamento lógico nos cultos evangélicos, em que os cânticos e hinos estavam distribuídos equilibradamente na ordem do culto.

Atualmente os chamados "momentos de louvor" mais se assemelham a show ensurdecedores ou de um sentimentalismo meloso.

Pior: sobrepujam em tempo e importância a centralidade da Palavra e da Ceia nas Igrejas Protestantes. Muitas pessoas vão à Igreja muito mais por causa do "louvor" do que para ouvir a Palavra que regenera, orienta e exige de nós obediência. Dias atrás, na semana da Páscoa comentei com um grupo de alunos a respeito da liturgia das "sete palavras da cruz" que seria celebrada em minha Igreja na 6a feira da paixão. Alguns manifestaram desejo de participar. Eu os avisei então que se tratava de uma liturgia que dura, em média, uma hora e meia, durante a qual não é cantado nenhum hino (pelo menos na tradição de minha Igreja - Anglicana), mas onde lemos as Escrituras, oramos e meditamos nas sete palavras pronunciadas por Cristo durante a crucificação. Ao saberem disso, um deles disse: "se não houver música, não é culto".

Creio que, em parte, isso é reflexo da cultura pop, da influência da "Geração MTV", incapaz de perceber que Deus pode ser encontrado também na contemplação, meditação e no silêncio. Percebo também que alguns colegas pastores de outras igrejas freqüentemente manifestam a sensação de sentirem-se tolhidos e pressionados pelos diversos grupos de louvor. O mercado gospel cresceu muito em nosso país e, além de enriquecer os "artistas" e insuflar seus egos, passou a determinar até mesmo a "identidade" das igrejas evangélicas. Houve tempo em que um presbiteriano ou um batista sabiam dar razão de suas crenças.

Atualmente, tudo parece estar se diluindo numa massa disforme. Trata-se da "xuxização" ("todo mundo batendo palma agora... todo mundo tá feliz? tá feliz!") do mundo evangélico, liderada pelos "levitas" que aprisionam ideologicamente os ministros da Palavra. O apóstolo Paulo dizia que a Palavra não está aprisionada. Mas, em nossos dias, os ministros da Palavra, estão - cativos da cultura gospel.

Tenho a impressão de que isso tudo é, em parte, reflexo de um antigo problema: o relacionamento do mundo evangélico com a cultura chamada "secular". Amedrontados com as muitas opções que o "mundo" oferece, os pais preferem ter os filhos constantemente sob a mira dos olhos aos domingos, ainda que isso implique em modificar a identidade das Igrejas. E os pastores, reféns que são dos dízimos de onde retiram seus salários, rendem-se às conveniências, no estilo dos sacerdotes do Antigo Testamento.

Um aluno disse-me que, no dia em que os evangélicos tomarem o poder no Brasil acabarão com o carnaval, as "folias de rei", os cinemas, bares, danceterias, etc. Assusta-me o fato de que o desenvolvimento dessa sub-cultura "gospel" torne o mundo evangélico tão guetizado que, se um dia, realmente os evangélicos tomarem o poder na sociedade, venham a desenvolver uma espécie de "Talibã evangélico". Tal como as estátuas do Buda no Afeganistão, o "Cristo Redentor" estará com os dias contados.

Esses jovens que passam o dia ouvindo rádios gospel e lendo textos de duvidosa qualidade teológica, de repente vêem nos seminários uma grande oportunidade de ascensão profissional e buscam em massa os seminários. Nunca houve tanta afluência de jovens nos seminários como nos últimos anos.

Em um seminário em que trabalhei (de outra denominação), os colegas diziam que a Igreja, em breve teria problemas, pois o crescimento da Igreja não era proporcional ao número de jovens que todos os anos saíam dos Seminários como bacharéis em teologia, aptos para o exercício do ministério.

A preocupação dos colegas era: onde colocar todos esses novos pastores?

Na minha ingenuidade, sugeri que seria uma grande oportunidade missionária: enviá-los para iniciarem novas comunidades em zonas rurais e na periferia das cidades. Foi então que um colega, bastante sábio, retrucou: "Eles não querem. Recusam-se! Querem as Igrejas grandes, já formadas e estabelecidas, sem problemas financeiros".

De fato, percebi que alguns realmente se mostravam decepcionados ao saberem que teriam que começar seu ministério em um lugar pequeno, numa comunidade pobre, fazendo cultos nos lares, cantando às vezes "à capella" e sem o apoio dos amplificadores e mesas-de-som.

Na maioria dos Seminários hoje, os alunos sabem o nome de todas as bandas gospel, mas não sabem quem foi Wesley, Lutero ou Calvino.

Talvez até já tenham ouvido falar desses nomes, mas são para eles, como que personagens de um passado sem-importância e sobre o qual não vale a pena ler ou estudar.

Talvez por isso eu e outros colegas professores nos sintamos hoje em dia como que "falando para as paredes". Nem dá gosto mais preparar uma aula decente, pois na maioria das vezes temos sempre que "voltar aos rudimentos da fé" e dar aos vocacionados o leite que não recebem nas Igrejas. Várias vezes me vi tendo que mudar o rumo das aulas preparadas para falar de assuntos que antes discutíamos nas Escolas Dominicais. Não sei se isso acontece em todos os Seminários, mas em muitos lugares, o conteúdo e a profundidade dos temas discutidos pouco difere das aulas que ministrávamos na Escola Dominical para neófitos.

Sei que muitos que lerem esse desabafo, não concordarão em nada com o que eu disse. Mas não é a esses que me dirijo, e sim aos saudosistas como eu, nostálgicos de um tempo em que o cristianismo evangélico no Brasil era realmente referencial de uma religiosidade saudável, equilibrada e madura e em que a Palavra lida e proclamada valia muito mais que o último CD da moda.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

A REPETIÇÃO DE UM ERRO




Pois é, primeiro post de 2009! Esperemos a reação de Obama, que alguns já se alertam sobre a popularidade dele, temendo algo do livro das revelações... aguardemos. Segue um artigo publicado originalmente na Al-Jazeera, em 31/12/2008.


Israel não aprende!

Nir Rosen - Al-Jazeera

Quando George Bush, presidente dos EUA, pisou pela primeira vez na Casa Branca como comandante-em-chefe, em 2001, os palestinos estavam sendo mortos na intifada de al-Aqsa. Oito anos depois, quando Bush prepara-se para sair de lá, Israel realiza um dos maiores massacres dos seus 60 anos como potência ocupante, na Palestina. Antes, como hoje, os EUA decididamente apóiam a ofensiva israelense, e dizem, até, que seria defensiva.

Recentemente, um general israelense ameaçou usar força militar para obrigar Gaza a "retroceder décadas", a mesma linguagem usada antes de Israel invadir o Líbano, em 2006. Mas, apesar de Israel ter devastado o Líbano, o Hizbóllah emergiu vitorioso, e o movimento social e de resistência dos xiitas emergiu como herói do mundo árabe. Hoje, Israel está próximo de cometer erro idêntico, na luta contra o Hamás.

Israel, para assinar uma trégua com o Hamás, exige que os palestinos aceitem, mudos e imóveis, qualquer tipo de bloqueio ou sítio. Israel negou-lhes até os meios mais básicos para a sobrevivência e, isso, sem falar que sempre lhes negou qualquer chance de construírem uma sociedade funcional. E a cada movimento de resistência, Israel tentou esmagá-los.

Já no Líbano, há anos, Israel deveria ter aprendido, de uma vez por todas, que a força militar não basta, para destruir a resistência dos palestinos.

O papel da mídia


O exército israelense chacina, depois de ter aprisionado, a população de 1,5 milhão de seres humanos que vive em Gaza, e o Ocidente assiste ao sacrifício dos palestinos. A mídia opera para explicar, quando não para justificar, a carnificina em cores.

Até no mundo árabe houve noticiários e comentaristas para informar que o poder de fogo da resistência palestina - praticamente rojões, todos de fabricação caseira - seria grave ameaça à portentosa máquina militar que Israel é, mais do que comanda ou possui.

Pois nada disso é surpresa; os israelenses montaram uma campanha global de propaganda para obter apoio para o assalto, e até conseguiram, sim, a colaboração de alguns Estados árabes.

Um jornal norte-americano convidou-me certa vez para uma discussão sobre se haveria caso ou circunstância em que se justificasse o terrorismo ou o ataque militar a populações civis. Respondi que nenhum jornal norte-americano deveria perguntar a mim sobre justificativas para ataques a civis desarmados. Que essa pergunta só poderia ser respondida por, e portanto só poderia ser feita a, civis que algum dia tivessem sofrido ataque militar: pelos índios nos EUA, há 150 anos; pelos judeus, na Alemanha Nazista; pelos palestinos, hoje.

Terrorismo é termo que se usa hoje, doentiamente, para descrever o que 'outros' fazem, não para descrever o que 'nós' fazemos. Nações poderosas, como Israel, os EUA, a Rússia ou a China, sempre descrevem como "terrorismo" a luta de resistência que seja feita, contra as nações poderosas, pelas suas vítimas.

Estranhamente, não dizem que seria ato de terrorismo a destruição da Chechênia, o massacre lento do que resta dos palestinos, a repressão aos tibetanos e a ocupação, pelos EUA, do Iraque e do Afeganistão.

As mesmas nações, porque são potências militares, definem o que seja legal e permitido, no que tange a matar em grande escala. As mesmas nações formulam o conceito de terrorismo, criam leis terroristas, e fazem parecer que alguma corte neutra houvesse definido alguma espécie de lei do opressor, do ocupante, do invasor, do assassino.

Assim se torna ilegal, por definição, que o oprimido, o ocupado, o invadido, o mais fraco resista.

O uso excessivo do jargão judiciário e legalista de fato mina os fundamentos do que é legítima e verdadeiramente legal e diminui a credibilidade das instituições internacionais como a ONU. A lei passa a ser inimiga dos que resistam.

Já é visível que os poderosos - os que escrevem as leis - insistem na legalidade apenas para preservar relações de poder que lhes sirvam ou para criar ou para manter relações de ocupação e de colonialismo.

Resistência desesperada


Os poderes coloniais sempre usam estrategicamente as populações civis. Sempre cabe a civis ocupar terras e deslocar as populações nativas, sejam as populações indígenas nos EUA, sejam palestinos no que hoje são Israel e os Territórios Ocupados.

Assim surgem os grupos civis armados, em movimento desesperado de resistência, porque a resistência local grupal passa a ser o único modo de enfrentar a ameaça sempre iminente da erradicação.

Os palestinos não atacam civis israelenses porque esperem que aquela violência derrote ou destrua Israel. Eles recorreram à resistência armada quando perceberam que há uma dinâmica poderosíssima, quase irreversível, que os quer extrair da própria terra e da própria identidade, apoiada num poder que parece ser incomensuravelmente maior do que qualquer resistência. Então, sim, recorreram às armas, como qualquer um recorreriam a qualquer meio que encontrasse.

OLP, depois Hamás
Em 1948, quando Israel implantou-se como um novo Estado, houve um processo de 'limpeza étnica' de 750 mil palestinos, deliberadamente arrancados de suas casas; centenas de vilas foram destruídas até serem reduzidas a pó.

A terra que ali havia foi entregue a colonos judeus que até hoje negam que ali existissem palestinos e fazem guerra, há 60 anos, contra as populações nativas e contra todos os movimentos de libertação nacional que os palestinos organizaram por todo o mundo.

Israel, seus aliados no Ocidente e vários países árabes na região conseguiram corromper as lideranças da OLP, com promessas de poder, ao preço da liberdade da Palestina. Assim, Israel neutralizou o poder legítimo da OLP de Arafat e surgiu a OLP que passou a colaborar com a Israel ocupante. Dos restos da OLP de Arafat nasceu então o Hamás. Imediatamente, Israel mudou seu foco: o alvo, então, passou a ser o Hamás.

E o Hamás passou a ser obsessão, para Israel quando, há três anos, venceu as eleições legislativas.

Ao apoiar o boicote e o sítio de Gaza, para atacar o Hamás, o Ocidente, de fato, declara os palestinos 'não preparados' para a democracia. Todas as ditaduras do mundo, até hoje, fizeram, sempre, igual 'avaliação'.

Isolamento e radicalização


Ao declarar aos palestinos que não são livres para votar e escolher seus líderes, líderes nos quais confiam, e têm de curvar-se e aceitar líderes que lhes sejam impostos, a comunidade internacional aprofunda o isolamento - e portanto os leva a radicalização cada vez maior dos palestinos.

Essa radicalização já é hoje maior do que jamais foi, porque Israel continua a bombardear a já precaríssima estrutura de sobrevivência na Palestina ocupada, sob o pretexto falso, como se vê, de estar atacando estruturas do Hamás.

É mentira sobre mentira; as forças de Israel bombardearam instalações da Polícia palestina. Já assassinaram, dentre outros, Tawfiq Jaber, Chefe da Polícia, ex-oficial da OLP de Arafat, que permaneceu no cargo depois que o Hamás foi eleito.

Com o fim dos últimos vestígios de ordem e segurança debilitados ainda mais por sucessivos ataques militares israelenses, haverá caos, em Gaza. Com o Hamás muito enfraquecido, não haverá grupo moderador.

Então, assumirá o poder, não alguma Fatah debilitada, corrompida e impopular, mas um grupo extremista, persuadido pela violência do bloqueio e pela brutalidade dos ataques israelenses, de que nenhuma negociação se pode esperar, que não se pode confiar, porque todo e qualquer acordo sempre será rompido por Israel.

Políticas fracassadas


Nos últimos 60 anos, os políticos israelenses têm incansavelmente repetido que "a violência é a única linguagem que os árabes entendem." Mas Israel, muito mais que os árabes, tem feito da violência, rotina. Na Cúpula Árabe em Beirute, em 2002, a Liga Árabe, coletivamente, ofereceu meios a Israel para pôr fim ao banho de sangue e evoluiu para um acordo de paz regional amplo. Em resposta, Israel invadiu Jenin e matou centenas.

Mês passado, a Fatah lançou campanha, pelos jornais, para reviver a Iniciativa de Paz de 2002. Israel, outra vez, respondeu com brutalidade.

Uma Israel sionista já não é projeto viável. E as colônias armadas, a expropriação violenta de terras e os muros de separação já tornaram impossível qualquer Solução dos Dois Estados.

Só pode haver um Estado, na Palestina histórica. Mais dia, menos dia, os israelenses terão de enfrentar a questão que decidirá seu destino: como construir uma transição pacífica e construir, afinal, uma sociedade de palestinos e israelenses, sociedade igualitária, na qual os palestinos tenham os mesmos direitos que os israelenses.

Mais alguns anos de violência desmedida, nem essa alternativa será possível.

A história tem mostrado que o colonialismo só sobreviveu intacto, quando a maioria dos nativos usurpados foram exterminados. Algumas vezes, como na Argélia ocupada, os colonizadores tiveram de fugir. A prosseguir a violência de Israel sem que nada a detenha, os palestinos não aceitarão nem a solução de um Estado igualitário, e os colonialistas de Israel serão forçados a sair.

Restaurar a Palestina


Apesar de nada fazer na direção de qualquer processo de paz para o Oriente Médio, a Casa Branca, nos anos recentes tem-se mostrado incapaz de resolver o nó da ocupação da Palestina por Israel, principal causa que põe em armas todos os militantes anti-americanos no mundo árabe e fora do mundo árabe.

O anti-americanismo é o denominador comum que modula todos os discursos populistas, no Oriente Médio. Invadir o Iraque ou oferecer vantagens a Estados aliados, não ajudará a resolver o problema em que os EUA converteram em problema quase insolúvel para todo o mundo.

Nas minhas viagens e pesquisas, tenho falado com jihadistas no Iraque, no Líbano, no Afeganistão, na Somália e em outros lugares: todos falam da luta dos palestinos como sua de suas principais motivações.

O apoio a Israel custará muito caro aos EUA. Em breve, as ditaduras árabes, que os EUA consideram moderadas e que contribuem para manter a hegemonia dos EUA na região perceberão que, elas mesmas, estão em posição insustentável.

Perda de prestígio


Já se vêem aparecer novas tensões na região. Damasco retirou-se das conversações tripartites com Telavive. Muitos árabes já temem, não só Israel ou os EUA ou ambos, mas, mais, a própria instabilidade interna de seus governos e regimes, enfraquecidos por décadas de colaboração com Washington.

Também em Israel, a opinião pública começa a apresentar tendências novas. Embora 81% dos israelenses estejam hoje apoiando a guerra, pesquisa recente mostrava que apenas 39% dos israelenses acreditam que o atual governo, com guerra ou sem, conseguirá enfraquecer o Hamás ou reduzir a violência.

Em editorial, há poucos dias, o jornalista Gideon Levy escreveu, no Haaretz, de Telaviv, editorial intitulado "The neighborhood bully strikes again" ("O delinquente do quarteirão ataca novamente" (28/12/2008).

Barack Obama, presidente eleito dos EUA permanece mudo, enquanto Israel assassina palestinos. A mudez é manifestação de cumplicidade.

(*) Nir Rosen é jornalista, professor do New York University Center on Law and Security, autor de "The Triumph of the Martyrs: A Reporter's Journey in to Occupied Iraq" (escrevendo de Beirute).
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