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sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Wesley e o povo chamado metodista - Cap 3

CAPÍTULO 3
O reavivamento começa

O reavivamento evangélico inglês fez parte de um mover do Espírito ao redo do mundo, que fizeram parte os pietistas alemães, os despertamentos americano, em Gales e na Escócia, e desde 1670 pequenos grupos já tenta-vam ter um reavivamento espiritual dentro da Igreja da Inglaterra.
João Wesley não foi o primeiro a ter uma experiência evangélica, ao mesmo tempo, Whitefield era o pregador mais vibrante, porém Wesley amplia-va seus contatos com socidades religiosas ao sul da Inglaterra e expandia sua forma de organização.
Alguma tensões entre Wesley e Whitefield já ocorriam, mas Whitefield sempre recebia as censuras de Wesley com “palavras de agradecimento e lou-vor” (p. 98)

O reavivamento em Bristol

Bristol, em 1739, era uma pequena cidade em crescimento rodeada por minas de carvão, sendo o principal porto comercial com a América do Norte e com as Índias Ocidentais.
Em um primeiro momento, Wesley estranhou como as pregações de Whitefield eram feitas por lá, ao ar livre, mas também o fez. Inicialmente, o nú-mero de participantes de suas pregações ao ar livre variavam de um a sete mil pessoas, mas também se encontrava com as sociedades e continuava a pregar em igrejas paroquiais da região, na “capela da prisão de Newgate e no asilo Lawford´s Gate” (p.99).
João Wesley, para pregar ao ar livre, utilizava cemitérios, praças de mercado, embaixo de árvores, escavações das minas, em cima de muros, re-gistrando, no seu “primeiro mês na região de Bristol (...) 47500 e com uma mé-dia de cerca de 3000 pessoas em cada reunião” (p.100). em torno de cinco meses, Wesley estava pregando para multidões de doze mil a vinte mil pesso-as, um número notável mesmo Wesley não sendo tão conhecido, na época, como George Whitefield, que pregava para até trinta mil pessoas.
Wesley continuava diariamente a participar das sociedades, providen-ciando regras para as bands. Inclusive registrou que a “maioria das vezes que as pessoas receberam a ‘remissão’ dos pecados ou foram ‘confortadas’” (p. 100) foi nessas pequenas reuniões, não nos grandes cultos ao ar livre.
Essas atividades foram consideradas incursões inconvenientes pelo clero local, atacando Whitefield e Wesley via imprensa. “Era difícil atingir a am-bos com o mesmo palavreado teológico, visto que Wesley divergia fortemente do calvinismo de Whitefield” (p.101). João pregava frequentemente um sermão sobre a “Livre Graça” (baseado em Rm 8.32), pois acreditava na expiação uni-versal e na perfeição cristã. Em resposta ao clero local, Wesley declarou no-vamente “eu encaro o mundo como minha paróquia” (p.102), sendo este o fun-damento para a itinerância metodista: “Deus determina a oportunidade da mis-são e da pregação” (p.102).
Este novo período, em Bristol, na vida de João e Carlos Wesley serviu para verem a ação do Espírito entre milhares de pessoas, e, assim, as semen-tes do reavivamento metodista começaram “a brotar sob formas as quais os Wesley não haviam sentido ou esperado anteriormente” (p. 102).

As sociedades unidas

Como as sociedades em Bristol começaram a crescer muito, duas das maiores resolveram juntar-se e construir um prédio para acomodá-las. João Wesley contribuiu financeiramente e assumiu o controle administrativo. Esse grupo começou a ser chamado por Wesley de “Sociedade Unida”, e, após o término do novo prédio, este passou a ser referido como “Salão Novo”.
Muitas bands proliferavam, que eram grupos menores, de cinco a dez pessoas, divididas por sexo e estado civil, para permitir, assim, “um grau mais alto de abertura e franqueza dentro do band” (p.104). Todo participante de uma band, participava de uma sociedade. Para Wesley, a mudança do crente devia ser uma preocupação diária, não algo que acontece somente uma vez. Assim começava a traçar a relação entre justificação e santificação.
Neste mesmo período, Wesley construiu uma escola próxima às insta-lações de minas de carvão de Kingswood. Nesta escola havia um convite aos estudantes de todas as idades, além de um grande espaço para pregação e acomodações para dois professores. Wesley preocupava-se particularmente em não apenas ensinar crianças a lerem, escreverem e fazerem contas, mas antes conhecerem a Deus e a Jesus Cristo.
O ministério de Wesley, desde que as atividades “estivessem de acor-do com a visão bíblica do cristianismo” (p. 106), era sem limites para que pu-desse ajudar as pessoas a serem salvas.

Disputas com calvinistas e morávios

Nesta época do grande reavivamento alguns associados de Wesley não concordavam sobre a responsabilidade humana na busca pela santidade. Alguns da Sociedade Fetter Lane, encorajado por James Hutton, que era incli-nado a uma influência morávia, foram convencidos por Philip Henry Molther que não possuíam a “verdadeira religião” (p.106) e descontinuaram os meios da graça e as obras de piedade, pois deviam permanecer quietos diante do Senhor até terem a verdadeira fé em Cristo, inclusive abstendo-se da Ceia do Senhor. Essa linha de pensamento era contrário à de Wesley que considerava a sola fide – que “cancelava as obras de piedade e misericórdia”, ou antilega-lismo ou antinomianismo – “era um sério desafio à vida cristã, como era a dou-trina da predestinação e sua crença decorrente, a da perseverança dos santos (‘uma vez salvo, sempre salvo’)” (p.106), embora também depreciasse a idéia de que uma pessoa podia usar dos meios da graça e fazer o bem e, mesmo assim, não possuir a verdadeira religião. Para ele, a base da perfeição cristã era tríplice, sendo a justiça, a paz e a alegria no Espírito Santo o centro da ex-periência religiosa e a ênfase dava-se no amor de Deus derramado no coração pelo Espírito Santo.
Wesley e Whitefield também tinham sérias divergências teológicas concentradas em dois pontos: doutrinas relacionadas à predestinação e à justi-ça imputada. Whitefield
aceitava a crença dos calvinistas de que uma pessoa verdadeira-mente justificada por Deus perseveraria na fé até o fim – não havia nada parecido com recaída entre os verdadeiros crentes. Sobre a justificação, Whitefield concordava com a idéia calvinista de que a-penas a justiça de Cristo é imputada a nós para a nossa salvação, e que não temos justiça a não ser a de Cristo. Wesley estava ficando convencido que a atividade de Deus em Cristo, embora a causa de nossa salvação, era apenas parte do quadro; a atividade de Deus em nós era também importante, de modo que a fé que temos, em nós, pela graça de Deus (‘uma confiança real que o homem tem de que Cristo o amou e morreu por ele’) era a condição exigida para nossa salvação. E essa fé resultaria em uma verdadeira mudança no crente, onde, pela graça de Deus, a justiça de Cristo seria concedida à pessoa, que não apenas seria tida como justa mas se tornaria justa (santificada ou santa) (p.107)

As disputas entre ambos continuaram mesmo quando Whitefield foi pa-ra a América, correspondendo-se por cartas, ampliando-se as controvérsias sobre predestinação e perfeição até virarem uma grande guerra de panfletos na Inglaterra.
Nesse período começou a aparecer um modelo conexional de organi-zação nas atividades de Wesley, com Conferências anuais e trimestrais.

Divisões e a Sociedade Unida em Londres

Em novembro de 1739, João Wesley iniciou a aquisição de uma antiga fundião real para canhões, que, inclusive, necessitava de reformas. O processo de aquisição e reformas terminou em meados de abril de 1740, quando organi-zou-se a Sociedade da Fundição, inclusive com alguns membros da Sociedade Fetter Lane que estavam se associando a Wesley. Na Fundição, João e Carlos Wesley eram os pregadores mais constantes. E haviam os cultos com prega-ções, que eram diferentes das reuniões, pois nem todas as reuniões incluíam a pregação, tendo conversações religiosas.
Os Wesley acabaram se separando da Sociedade Fetter Lane, que ambos consideravam-na uma "pobre, confusa e abalada sociedade" (p.111), quando Hutton adquiriu uma capela. Em uma festa de amor, Wesley leu um comunicado dizerndo ser totalmente contrário aos erros que a Sociedade vinha cometendo e despediu-se, convidando àqueles que queriam acompanhá-lo. A Sociedade da Fundição passara de doze a trezentos membros.
Com o crescimento das sociedades houve a necessidade da assistên-cia de pregadores leigos. Entre eles estava Thomas Maxfield, que, quando Jo-ão Wesley descobriu, achou a prática uma irregularidade e protestou. A mãe de João, Susanna advertiu-o "(...) ele certamente foi chamado por Deus para pre-gar, como você o foi. Examine quais são os frutos de sua pregação e também vá ouví-lo" (p.115). Após ouvir Maxfield pregar, João disse: "É o Senhor, deixe-o fazer o que lhe parecer melhor" (PROCEEDS OF THE WESLEY HISTORI-CAL SOCIETY, BURNLEY & CHESTER, 1898, 27:8 apud HEITZENRATER, 2006, p.115). Já Carlos era contrário à pregação leiga.

Classes e líderes

Dentro da organização das sociedades wesleyanas, principalmente das Sociedades Unidas do Salão Novo, em Bristol, e da Sociedade da Fundi-ção, em Londres, havia pequenos bands de cinco a dez pessoas, além de bands seletos de pessoas com uma vida exemplar. Para resolver dois proble-mas - o pagamento das dívidas do Salão Novo e um grupo para pessoas que não pertenciam a um band - subdividiram-nas em classes compostas por cerca de dez pessoas com um líder determinado, sendo este como um guia espiritual de seu grupo. As classes eram divididas geograficamente e continham todas as pessoas das sociedades. João Wesley costumava se reunir semanalmente com os líderes, o que facilitou conhecer os membros das sociedades, que pas-sava de mil membros (só a da Fundição), podendo, assim, supervisionar pasto-ralmente e aplicar disciplina quando necessário.

As disputas continuam

A tensão entre Whitefield, "o principal líder calvinista entre os reaviva-listas evangélicos" (p.120), e João Wesley crescia abruptamente. Wesley cada vez mais pregava, publicava e correspondia-se com os jovens pressionando contra a predestinação, devido aos perigos do antinomianismo. Em 1741, Whi-tefield publicou uma carta atacando Wesley e distribui-a secretamente na porta da Fundição. Wesley, por sua vez, pegou uma das cópias e "disse a congrega-ção o que pensava sobre ela, e rasgou a publicação diante de seus olhos, pe-dindo aos outros que fizessem o mesmo" (p.121). Instaurou-se uma batalha. Nas respostas de Wesley, publicou grandes edições (um total de seis mil có-pias aproximadamente) de tratados contra a predestinação. Estes eventos chamaram a atenção do bispo Edmund Gibson, de Londres, que os chamou para as devidas explicações. Após as explicações, o bispo disse à João: "Sr. Wesley, se isso é tudo o que o Sr. quer dizer, publique para o mundo" (p.121). Assim, Wesley publicou o sermão "Perfeição Cristã", um grande decreto contra os calvinistas.
Wesley também teve problemas com alguns pregadores leigos que acabaram se juntando aos calvinistas ou aos morávios.

A missão do metodismo

Uma grande preocupação dos metodistas, desde seu começo em Ox-ford, era com os mais necessitados. Ajudavam os pobres, criaram escolas, promoviam sermões de caridade para levantar fundos, visitavam enfermos, forneciam lã e materiais para usarem ou venderem, levavam alimentos, educa-vam crianças nos albergues, visitavam presos, e muitas vezes pregavam para a multidão que assistia às execuções.
Quem administrava os fundos arrecadados eram os stewards.

Defesa e apologia

Wesley enfrentou muitas disputas teológicas, mas sempre argumenta-va que o metodismo não era um esquema especial com idéias particulares de religião, e sim práticas comuns aos grandes segmentos do cristianismo, ou se-ja, amar a Deus e ao próximo, sendo assim, o metodismo é "simplesmente '-cristianismo genuíno'" (p.129), com grande interesse na unidade, e exibe seus frutos mediante a virtude e na felicidade.
Assim Wesley desenvolve sua epistemologia religiosa e deduz empiri-camente a relação entre fé e a razão.
Neste período os metodistas foram acusados de causar divisão na I-greja da Inglaterra, o que foi veemente negado por João Wesley. Essas acusa-ções acabaram causando motins contra os metodistas, chegando a apedreja-mentos e violência extremada. Um tumulto descrito por Wesley narra sendo ele arrastado pelos cabelos, debaixo de pesada chuva, e os golpes que recebera, relata João, não lhe causaram dor alguma, ocasião que ele comentou que ago-ra já sabia como os mártires cristãos primitivos enfrentaram chamas sem senti-rem dores, pois ele mesmo fora divinamente protegido.

A ampliação da paróquia

Saindo do eixo Londres-Bristol, Wesley também pregou em Gales, na parte central da Inglaterra (Midlands), e também mais ao norte, como em York-shire e Newcastle.
Com o crescimento, para evitar maiores desordens, Wesley criou as Regras Gerais das Sociedades Unidas, tendo Carlos como examinador mais rigoroso que João.

A rede cresce

Através de suas várias viagens pela Inglaterra, Wesley foi mantendo e conhecendo vários novos contatos, e essa itinerância de Wesley espalhou o metodismo, consolidando uma "rede de conhecidos entre si em uma 'conexão' das sociedades espalhadas em distritos pelo país" (p.140), sendo o próprio Jo-ão o elo dessa conexão, incluindo a Igreja da Inglaterra.
Para atender as necessidades dos metodistas em Londres que eram proibidos ou não conseguiam comparecer à Ceia do Senhor, João arrendou uma antiga capelo huguenote em desuso para poder celebrar a Ceia tranqui-lamente. Além disso, adquiriu uma casa de pregação próxima ao Tâmisa.

A controvérsia e a conferência

Como nem todos os reavivalistas se preocupavam com a lealdade à Igreja da Inglaterra, inclinados à dissensão, João Wesley convocou e presidiu uma conferência com os líderes do reavivamento em 1743 para diminuir as tensões que fragmentavam ao reavivamento. Nesta primeira conferência, mo-rávios e calvinistas não compareceram, e no ano seguinte, em nova conferên-cia, alguns destes apareceram. Não eram seus líderes e sim alguns, tanto lei-gos como clérigos, que se comprometeram com a liderança de Wesley.
Na primeira, dirigiu-se aos predestinacionistas, na segunda à Igreja Morávia na Inglaterra, abrindo algumas concessões e também exigindo algu-mas mudanças doutrinárias, tudo para vencer as divisões. Nesta segunda con-ferência, as doutrinas elaboradas por wesley foram aceitas, o antinomianismo foi censurado e definiu-se a santificação. Os metodistas declaravam firmemen-te de que não tinham a intensão de separarem-se da Igreja da Inglaterra, além de definirem a estrutura organizacional e logística do movimento e das socie-dades. Descartaram a união com os morávios, qualificando como “uma causa perdida” (p.145) e se Whitefield se dispusesse, unir-se-iam à ele. Planejaram reuniões trimestrais ao longo do triângulo de itinerância (Newcastle, Bristol e Londres).
“O movimento metodista havia atingido maioridade e os Wesley havi-am assumido um firme controle de seu futuro” (p.146) com planos para o seu crescimento.

HEITZENRATER, R. 2006, EDITEO

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